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  • Pernambuco vacina cães e gatos contra raiva

    | Saúde
    Vacinação

    Neste sábado (27.05), acontece o Dia D da Campanha em mais de 7 mil pontos no Estado. Meta é vacinar 1,2 milhão de animais
     
    Os municípios pernambucanos, com exceção do Recife, realizam, no próximo sábado (27.05), o dia D da Campanha Nacional de Vacinação Antirrábica Canina e Felina. Mais de 7 mil postos de vacinação serão montados nas cidades do Estado, com funcionamento das 8 às 17h. No caso específico do Recife, a vacinação será realizada no dia 10 de junho. A meta no Estado é imunizar cerca de 1,2 milhão de caninos e felinos, sendo 875 mil cães e 376 mil gatos. 

    Com o mote Quem cuida, vacina!, a Campanha tem o objetivo de controlar a circulação do vírus da raiva canina e felina, prevenindo a raiva humana. O  último caso da doença em humanos, transmitido por cão, em Pernambuco, foi no ano de 2006. Já nos animais, foram registrados quatro casos no ano passado (1 em Paudalho, 2 em Araripina e 1 em Bodocó) - todos em caninos. 
     
    RAIVA - A raiva é uma doença viral e infecciosa, transmitida por mamíferos. Para isso, ao todo, serão disponibilizadas 1,5 milhão de doses, com o objetivo de imunizar, pelo menos, 80% da população canina e felina do Estado. A transmissão da raiva se dá pela penetração do vírus contido na saliva do animal infectado, principalmente pela mordedura, arranhadura e lambedura de mucosas. O vírus penetra no organismo, multiplica-se e atinge o sistema nervoso periférico e, posteriormente, o sistema nervoso central. O coordenador estadual do Programa de Controle da Raiva, da SES, Francisco Duarte, ressalta que a melhor forma de prevenção é vacinação. Quem não conseguir vacinar seu animal no dia D da Campanha deve procurar a secretaria de saúde do seu município, no setor de zoonoses.
     
    Ao ser agredida por um animal, a pessoa deve lavar imediatamente o ferimento com água e sabão, e procurar com urgência o Posto de Saúde mais próximo. Cães raivosos apresentam sintomas como: agressividade (atacando pessoas e objetos) ou tristeza (procurando lugares escuros), salivação excessiva, dificuldade para engolir, latido rouco e paralisia das patas traseiras. Nos humanos, a doença ataca o sistema nervoso central, levando à morte. O período de incubação é extremamente variável, desde dias até anos, com uma média de 45 dias, no homem, e de 10 dias a 2 meses, no cão.
     
    O tratamento profilático anti-rábico também é recomendado para toda agressão por espécie silvestre (morcegos, raposa/cachorro do mato e sagüis). O soro e a vacina para esse tratamento estão disponibilizados na rede do SUS, gratuitamente. A vacina anti-rábica canina também é gratuita. O único meio de prevenir a ocorrência da doença em áreas urbanas é por meio da vacinação anual de cães e gatos. 

    Vacina na Capital - A Campanha de Vacinação antirrábica animal 2017 no Recife terá início no dia 10 de junho, com a expectativa de imunizar mais de 200 mil cães e gatos. A população do município poderá levar seus animais a um dos 450 postos de vacinação distribuídos pela cidade, no horário das 8h às 17h. Estarão envolvidos mais de mil profissionais entre médicos veterinários, agentes de saúde ambiental e voluntários.
    Assuntos: saude, dia d, caes e gatos, Campanha Nacional de Vacinação Antirrábica Canina e Felina,
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  • ​Em 11 meses, FAB transportou 71 órgãos para PE

    | Saúde

     

    Em 2017, número de transplantes cresceu 20%. Procedimentos de coração ampliaram 100%

    Desde o ano passado, a Força Aérea Brasileira (FAB) tem intensificado o transporte de órgãos para auxiliar as ações da Central de Transplantes de Pernambuco (CT-PE). Entre junho de 2016 e abril deste ano, 71 órgãos foram transportados pelos aviões da FAB. A maior parte dos deslocamentos (51, totalizando 73%) saiu de Petrolina, além de Caruaru e dos Estados da Bahia, Piauí, Rio Grande do Norte, Maranhão, Sergipe e Alagoas.

    Para celebrar esse apoio, a CT-PE dá início à Semana Estadual de Incentivo à Doação de Órgãos. A abertura do evento contará com a presença do coronel aviador Alexandre Hoffmann e das equipes de operação da instituição.

    Além de homenagem à Força Aérea e sua equipe de operações, o médico Fernando Figueira, responsável pelos transplantes de coração do Imip, falará sobre a importância da FAB nesse processo. Também haverá fala da equipe de operações da FAB, de transplantados de coração beneficiados e uma palestra sobre a importância da doação de órgãos e tecidos.

    “As Centrais de Transplantes de todo o Brasil já contam com o apoio das companhias aéreas, que fazem o transporte dos órgãos e tecidos em vôos comerciais, sem custo algum. Assim, a FAB tem tido papel fundamental, principalmente, no transporte de órgãos que tem menor durabilidade após a retirada do corpo do doador, como o coração”, afirma a coordenadora da CT-PE, Noemy Gomes.

    Entre junho de 2016 e abril de 2017, a FAB transportou para Pernambuco 30 rins, 21 corações, 19 fígados e 1 pâncreas. Dos 21 corações, 9 foram transportados este ano. Isso representa 45% dos 20 corações transplantados no Estado esse ano. “Um paciente à espera por um rim tem a hemodiálise para fazer as funções vitais do órgão. No caso do coração, o paciente precisa encontrar logo um doador, pois não há nada que substitua esse órgão. Essa é mais uma das provas da importância dessa parceria”, reforça Noemy.

    Além da solenidade na FAB, a CT-PE já realizou, na última semana, curso sobre transplantes com médicos e enfermeiros de Petrolina. Na próxima quinta-feira (25.05), haverá um curso de atualização em doação de órgãos e tecidos para os profissionais da própria Central.

    NEGATIVA FAMILIAR – Em Pernambuco, cerca de 40% das potenciais doações não são realizadas por causa da recusa dos familiares. “Estamos reforçando as capacitações com os profissionais de saúde para que eles possam entender todo o processo da doação, do diagnóstico da morte encefálica até a cirurgia de retirada dos órgãos e tecidos para o transplante. Além disso, precisamos conscientizar a população da importância desse ato. No Brasil, a doação só pode ser efetivada com a autorização de um familiar de até segundo grau. Por isso, a importância de expressar nosso desejo ainda em vida e conversar sobre o assunto com nossos familiares”, esclarece Noemy Gomes.

    Entre os motivos da negativa familiar, está o desconhecimento da população sobre a morte encefálica, além das dúvidas sobre a integridade do corpo após a doação. “Precisamos informar que o diagnóstico de morte encefálica segue um rígido protocolo na sua confirmação e que a família receberá o corpo do ente querido íntegro para realizar todas as cerimônias de despedida. Tirar dúvidas sobre esse processo e acabar com os mitos e preconceitos são pontos cruciais para que possamos salvar mais vidas”, frisa.

    TRANSPLANTES EM 2017 – Entre janeiro e abril de 2017, Pernambuco realizou 553 transplantes. O quantitativo é 20,22% maior do que o mesmo período de 2016, com 460 procedimentos. Ao todo, foram transplantados 304 córneas, 115 rins, 67 medula óssea, 41 fígados, 20 corações, 3 rim/pâncreas, 3 válvulas cardíacas e 1 fígado/rim. O maior percentual de aumento foi no número de corações transplantados, que saiu de 10, no mesmo período de 2016, para 20 este ano, uma ampliação de 100%.

    FILA DE ESPERA – Atualmente, 1.179 pessoas estão a espera de um órgão ou tecido. A maior fila é por um rim (805), seguido de córnea (259), fígado (66), medula óssea (37), coração (9) e rim/pâncreas (3). 

    Assuntos: saude, transplante, fab, ct-pe, Semana Estadual de Incentivo à Doação de Órgãos,
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  • Casos de sífilis aumentam em Pernambuco

    | Saúde

    transmissão pode ser sexual, vertical ou sanguínea. A mulher portadora da bactéria durante a gestação pode transmitir para o feto durante todo o período gestacional. As consequências podem ser o abortamento, óbito fetal e morte neonatal ou o nascimento de crianças com sífilis.

    Durante todo o ano de 2016, Pernambuco registrou 2.565 casos de sífilis adquirida, transmitida, principalmente, por via sexual. O quantitativo é 400% maior do que os registros de 2014, com 499 ocorrências. A Secretaria Estadual de Saúde (SES) tem reforçado com os municípios a importância da testagem rápida para a doença, objetivando encontrar os casos positivos e, com isso, ofertar o tratamento e diminuir a cadeia de transmissão. 

    “Apesar de ser uma doença de fácil diagnóstico e ter tratamento, temos notado um aumento do número de casos no Estado. Por isso a necessidade de informar a população sobre o assunto e incentivar o uso de camisinha, maneira mais eficaz de evitar essa e outras infecções sexualmente transmissíveis”, afirma o coordenador do Programa Estadual de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST/Aids), François Figueiroa. Para ele, o aumento dos números pode refletir a melhora na vigilância dos casos e a ampliação da oferta dos testes rápidos. 

    O coordenador ainda ressalta a importância de todos os parceiros serem testados e, se necessário, também tratados. “Historicamente, sabemos que as mulheres procuram mais os serviços de saúde. Então, é necessário chamar a atenção que as ações de prevenção e assistência devem se estender aos homens. Se apenas a mulher se trata, a cadeia de transmissão não será interrompida, ficando essas mulheres vulneráveis à recontaminações pela bactéria da sífilis”, esclarece Figueiroa.

    Além dos casos de sífilis adquirida, a SES também registra casos em gestantes (935 casos, em 2016) e de sífilis congênita, que é quando a doença é transmitida ao recém-nascido durante à gestação ou no parto (1.418 casos em 2016). A prevenção contra a transmissão vertical é feita por meio do diagnóstico e início do tratamento precoces durante o pré-natal, assim como a boa adesão à medicação pela gestante. Na falta de tratamento, a criança pode nascer com sequelas, como surdez, cegueira e retardo mental. 

    O QUE É: A sífilis é uma doença infectocontagiosa sistêmica, de evolução crônica, causada pelo Treponema pallidum. A doença não tratada progride ao longo de muitos anos, sendo classificada em sífilis primária, secundária, latente recente, latente tardia e terciária. A transmissão pode ser sexual, vertical ou sanguínea. A via predominante é a sexual, entretanto, a mulher portadora da bactéria durante a gestação pode transmitir para o feto durante todo o período gestacional. O resultado da contaminação do feto pode ser o abortamento, óbito fetal e morte neonatal ou o nascimento de crianças com sífilis.

    Assuntos: saude, sifilis, relaçaõ sexual,
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  • UPAE Garanhuns imuniza servidores e terceirizados contra vírus influenza

    | Saúde

     

     UPA Garanhuns

    Com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde, quase 190 doses de vacinas contra o vírus Influenza foram aplicadas nos funcionários e terceirizados da UPAE Garanhuns, durante dois dias. Este ano a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, disponibiliza a vacina Trivalente,  prevenindo além do vírus H1N1, também o H3N2 e o influenza B. A meta nacional é vacinar quase 60 milhões de pessoas.

    A coordenadora de enfermagem da unidade, Tayana Guerra, acompanhou a vacinação. "Realizamos sempre esta campanha, e este ano tivemos ainda mais participação, de praticamente 100% de funcionários e profissionais que prestam serviço para nossa unidade. Trata-se de uma exigência, a bem do serviço público de saúde, mas principalmente como cuidado pessoal com todos que fazemos nossa unidade". - Registra a coordenadora.

    SAIBA MAIS

    Os trabalhadores da área de saúde fazem parte do público-alvo da Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, que pretende vacinar quase 60 milhões no país. Alguns grupos são prioridades, além dos profissionais da saúde, as pessoas a partir de 60 anos, crianças de seis meses a menores de cinco anos (quatro anos, 11 meses e 29 dias), professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas privadas de liberdade – o que inclui adolescentes e jovens de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas – e os funcionários do sistema prisional. Portadores de doenças crônicas não transmissíveis, que inclui pessoas com deficiências específicas, também devem se vacinar.

    Para saber mais:

    UPAE Prof. Antônio Simão dos Santos Figueira
    Rodovia BR 423 km 96,8 - Magano - Garanhuns - PE
    Coordenação Geral: Dr. Gustavo Amorim
    Fone: (87) 3764.9000

    Cidades: Garanhuns
    Assuntos: saude, vacinação, influenza, upae Garanhuns,
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  • Unidades Prisionais de PE são pioneiras na implantação de sistema de gestão em assistência farmacêutica

    | Saúde, Direitos Humanos

     

    A Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres) - vinculada à Justiça e Direitos Humanos - através da Superintendência de Capacitação e Ressocialização (SCR) - está viabilizando, junto à Secretaria Estadual de Saúde, a implantação do Sistema Nacional de Gestão da Assistência Farmacêutica (Hórus) nas unidades prisionais (UPs) do estado. Pernambuco será pioneiro na implantação do sistema em unidades prisionais.

    Em reunião realizada esta semana com a superintendente de Capacitação e Ressocialização/Seres, Valéria Fernandes, a gerente de Apoio Psicossocial, Saúde e Nutrição (GAPSN/Seres), Lorenza Lemos, e o diretor de Assistência Farmacêutica da Secretaria Estadual de Saúde, Mário Moreira, foi aprovada a liberação inicial das senhas que dão acesso a toda movimentação ocorrida no Hórus da Central de Abastecimento Farmacêutico e das UPs. Demais membros da equipe da SCR e SES também participaram da reunião.  

    A instalação do sistema possibilitará às 22 unidades o controle em tempo real da dispensação individualizada de medicamentos aos privados de liberdade beneficiando gestores, profissionais e reeducandos. “Uma das prioridades dessa gestão é a assistência à saúde e esse sistema chega para otimizar o atendimento ao reeducando na distribuição de medicamentos e facilitar o trabalho dos profissionais”, ressalta o secretário-executivo de Ressocialização, Cícero Rodrigues.  

    Para a conclusão da implantação do Hórus no sistema prisional, a Seres seguirá cinco etapas que vão desde a estrutura física, passando por adequação de recursos humanos e liberação de senhas, até a oferta de cursos de capacitação para operacionalizar o sistema a distância. A previsão é que o processo seja concluído até o final deste ano. “Esse sistema oferecerá maior controle e eficiência na gestão de medicamentos em unidades prisionais”, afirma Moreira.  

    Alguns benefícios do Hórus:

    • Controle de recursos investidos em medicamentos;
    • Redução de perdas e das interrupções do fornecimento de medicamentos;
    • Disponibilização de mais tempo e informação por parte dos profissionais para realizar atividades assistenciais;
    • Aprimoramento dos serviços e realização de intervenções que contribuam para a melhoria do acesso e promoção do Uso Racional de Medicamentos;
    • Agendamento das dispensações de medicamento ao reeducando;
    •  Melhoria da atenção, do cuidado e da qualidade de vida do reeducando;
    Assuntos: Sjdh, seres, Sistema Nacional de Gestão da Assistência Farmacêutica, horus, unidades prisionais
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  • Pernambuco é referências nacional na reestruturação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS)

    | Saúde


    Estado já conta com 95 Residências Terapêuticas e 127 CAPs 

    Figurando entre os Estados brasileiros que mais reduziram leitos hospitalares psiquiátricos de longa permanência, Pernambuco tem sido uma das referências nacional na reestruturação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). Nos últimos anos, o Estado, em conjunto com municípios e apoio da União, tem fortalecido as estratégias de reinserção social e reintrodução dos usuários em seus núcleos familiares ou em pontos estratégicos de desinstitucionalização, como as residências terapêuticas e Centros de Atenção Psicossocial (CAPs). Esses são alguns dados que precisam ser celebrados nesta quinta-feira (18.05), Dia Nacional de Luta Antimanicomial.

    De acordo com dados do Ministério da Saúde (MS), Pernambuco é o primeiro Estado do Norte e Nordeste e o quarto no Brasil com mais beneficiários do programa De Volta para Casa. A iniciativa, instituída por Lei Federal em 2003, regulamentou um auxílio-reabilitação psicossocial a pacientes que tiveram longas internações psiquiátricas. Por meio do Programa, busca-se auxiliar na reinserção do paciente no convívio social, assegurar o bem-estar global e estimular o exercício pleno de seus direitos civis, políticos e de cidadania. Em Pernambuco, há 414 pessoas sendo beneficiadas.

    “O programa De Volta para Casa é uma importante medida de reintegração social para os pacientes em saúde mental que permaneceram décadas internados em instituições psiquiátricas tradicionais e, por conta disso, tiveram seus vínculos comunitários e familiares totalmente rompidos. A medida ajuda na reinserção social dessas pessoas, na subsistência e também tem um caráter indenizatório”, afirma o gerente de Atenção à Saúde Mental da Secretaria Estadual de Saúde (SES), João Marcelo Ferreira. “Pernambuco tem se destacado no processo de fechamento de leitos psiquiátricos de longa permanência e na organização da rede substitutiva para o acolhimento dos pacientes. Estar entre os primeiros estados com maior número de beneficiários do De Volta para Casa mostra o nosso compromisso de continuar trabalhando para qualificar essa rede e sobretudo, garantir a reabilitação psicossocial desse público, ofertando a retomada desse cuidado na comunidade com dignidade e qualidade”, completa Ferreira.

    A iniciativa repassa, mensalmente, por um ano, R$ 412 para os beneficiários do programa. O prazo pode ser renovado caso isso se mostre necessário à reintegração social do paciente, que precisa ser avaliada pela equipe médica que acompanha o beneficiário. O quantitativo é depositado diretamente na conta do favorecido ou do seu representante legal.

    REDE – Desde 2008, Pernambuco descredenciou 1.982 leitos em hospitais psiquiátricos. Na época, o Estado possuía 16 hospitais psiquiátricos e ocupava o segundo lugar no Brasil em concentração desse tipo de leito. Atualmente, são 715 leitos em 5 instituições, dos quais apenas 370 estão disponíveis para internação e os demais ainda são de longa permanência, que pacientes que perderam os vínculos familiares e sociais.

    As últimas unidades descredenciadas em Pernambuco foram a Clínica Santo Antonio, no Recife, e o Hospital da Providência em Garanhuns. “Todo o processo de descredenciamento é realizado paulatinamente e em sintonia com a direção da unidade, com o município e o Estado, respeitando a singularidade de cada usuário e de suas necessidades. Realizamos contato com os familiares dos pacientes, para reintegrá-los a esse convívio social e comunitário. Quando não é possível, fazemos encaminhamento para residências terapêuticas. A rede de saúde, que vai desde os componentes da Atenção Primária, unidades especializadas e unidades de urgência e emergência, também vem sendo qualificada e ampliada para realizar o atendimento desses pacientes dentro do novo modelo de atenção psicossocial”, destaca o gerente de Atenção à Saúde Mental da Secretaria Estadual de Saúde (SES), João Marcelo Ferreira.

    Atualmente, Pernambuco possui 95 residências terapêuticas, que comportam 760 pessoas. Em 2014 eram 58 residências e 464 beneficiários. Já em relação aos CAPs, são 127 unidades em todo o Estado, sendo 17 com funcionamento 24 horas e 11 com foco no acolhimento do público infanto-juvenil. Isso significa uma cobertura de 1.04 CAPs por 100 mil habitantes – o Ministério da Saúde considera “muito boa” uma cobertura acima de 0,70 por 100 mil habitantes. Os Centros são formados por equipes multiprofissionais e transdisciplinares, realizando atendimento a usuários com transtornos mentais graves e persistentes, a pessoas com sofrimento e/ou transtornos mentais em geral e àqueles em uso abusivo ou dependência de crack, álcool ou outras drogas.

    “A redução progressiva de leitos psiquiátricos e reinserção social vêm ocorrendo paralelamente à reintrodução do usuário em seus núcleos familiares ou em pontos estratégicos de desinstitucionalização, como as residências terapêuticas. O tratamento asilar que era ofertado no modelo hospitalocêntrico vem sendo substituído pela expansão dos CAPs, pela inclusão de ações de saúde mental na Atenção Primária, como na Estratégia Saúde da Família, nos serviços de urgência e emergência, e pelo credenciamento de leitos integrais nos hospitais gerais para quadros agudos com comorbidades clínicas, em que a internação se faça necessária”, ressalta Ferreira.

    EMERGÊNCIA – Atualmente, existem 129 leitos de saúde mental em hospitais gerais espalhados por todo o Estado, sendo 22 enfermarias psiquiátricas especializadas e 30 enfermarias especializadas para desintoxicação. Os demais, um universo de 77 leitos, são os chamados de leitos integrais em Saúde Mental, implantados em enfermarias clínicas em hospitais gerais, voltados para pessoas com transtornos mentais, incluindo aqueles decorrentes do uso de álcool e outras drogas.

    Já no Hospital Ulysses Pernambucano (HUP), que é referência para os casos de urgência e emergência em saúde mental, são 125 leitos, com taxa média de permanência de 17 dias e utilizados para realizar a articulação com a rede e município de origem do paciente. 
    Assuntos: saúde, Rede de Atenção Psicossocial, RAPS,
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  • Pernambuco normativa uso do nome social no SUS

    | Saúde


    Secretaria de Saúde participa da I Jornada de Ações dos Homens Trans

    Após instrução normativa da Secretaria Estadual de Educação (SEE) para uso do nome social de estudantes travestis e transexuais femininas e masculinos na matrícula, fichas de freqüência e cadernetas eletrônicas, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) também publicou no Diário Oficial do Estado (D.O/PE) orientações para que o nome social seja respeitado durante o atendimento em todas as unidades vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) em Pernambuco. Além de informar aos serviços da publicação, a Coordenação Estadual de Saúde LGBT da SES está fazendo um trabalho de conscientização nas unidades para reforçar a norma. O Hospital Correia Picanço, referência estadual para o tratamento de doenças infecto-contagiosas, foi a primeira unidade a receber a equipe técnica. Em maio, o Hospital Agamenon Magalhães (HAM) também será contemplado com a visita da Saúde LGBT.

    Nesta quarta-feira (26/04), a SES ainda participa da I Jornada de Ações dos Homens Trans, promovida pela Associação de Homens Trans & Transmasculinidades (AHTM) e Instituto Brasileiro de Transmasculinidades (IBRAT), com o tema Homens Trans pernambucanos na construção da história. Durante o encontro, na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), no auditório G2, das 9h às 19h, serão distribuídos cartazes sobre os serviços de referência de saúde para homens transexuais em Pernambuco. Serão discutidas temáticas vividas por essa população, atreladas à questões de saúde, educação, cidadania, entre outras. 
     
    “Já há diversos marcos do Estado e da União para o respeito ao uso do nome social. Com essa normativa, poderemos intensificar esse trabalho de inclusão do público de travestis e transexuais nos serviços de saúde e promover um ambiente livre de discriminação no SUS”, afirma o coordenador estadual de Saúde LGBT, Luiz Valério da Cunha. De acordo com a portaria da SES, o nome social deve estar presente em todos os registros dos Serviços da Rede Pública de Saúde do Estado, como fichas de cadastro, formulários e prontuários. O nome social deverá ser colocado por escrito, antes do respectivo nome civil, que deverá está entre parênteses em letras menores. “O nome social deve ser respeitado e utilizado em todas as ocasiões que o profissional de saúde precisar se referir a esse público”, esclarece Luiz Valério.
     
    O coordenador ressalta que o uso do nome civil de travesti e transexual, em qualquer ambiente, pode constrangê-lo, além de afastá-lo daquele ambiente. “Qualquer pessoa precisa ser respeitada durante um atendimento no SUS, independente de gênero e orientação sexual. Isso é essencial para que ela retorne e continue seu tratamento, ajudando na prevenção e na promoção à saúde”, diz Luiz Valério.
     
    Em junho de 2015, Pernambuco foi o primeiro Estado do Nordeste a lançar uma Política Estadual de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais. Entre as ações da Política, está o trabalho para aliviar o sofrimento, dor e adoecimento relacionados aos aspectos de inadequação identitária, corporal e psíquica, nas travestis e pessoas transexuais, além de garantir a atenção necessária durante todo o processo de readequação sexual. O Estado também tem um Espaço Trans do Hospital das Clínicas, voltado exclusivamente para o atendimento desse público.
     
    ATENDIMENTO – O Espaço Trans do Hospital das Clínicas é um serviço de assistência à população transexual e travesti. Foi credenciado pelo Ministério da Saúde em novembro de 2014, para responder às demandas e necessidades de cuidado desta população. É um dos cinco serviços habilitados no Brasil e segue as diretrizes que regulamentam o Processo Transexualizador no SUS.

    O ambulatório visa a integralidade da atenção a transexuais e travestis, por meio de intervenções com equipe interdisciplinar e multiprofissional (psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros, médico ginecologista, urologista, endocrinologista, fonoaudiólogo entre outros). Tem como meta terapêutica a autonomia da pessoa no enfrentamento dos agravos decorrentes de processos discriminatórios, favorecendo o acesso às intervenções corporais, ao uso de hormônios e cirurgias de transgenitalização e demais adequações, conforme os interesses e necessidades. O público deve ser regulado por outros serviços de saúde. A unidade também atende por demanda espontânea. Mais informações no (81) 2126.3587.

    Assuntos: saude, sus, nome social, ses,
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  • Crianças com microcefalia recebem doação de óculos

    | Social, Saúde

    Recife, Limoeiro, Palmares, Caruaru, Arcoverde, Serra Talhada e Goiana.

    Microcefalia

    SES intermediou todo processo. Ao todo, 22 meninos e meninas serão beneficiados

    Neste ano, um grupo de funcionários públicos procurou o Núcleo de Apoio às Famílias de Crianças com Microcefalia da Secretaria Estadual de Saúde (SES) prontificando-se a doar óculos ou lentes para os pequenos diagnosticados com Síndrome Congênita do Zika/Microcefalia. O Núcleo, que completa um ano de funcionamento neste mês de maio, intermediou todo o processo e, nesta terça-feira (16.05), na sede da SES, no Bongi, foi feita uma entrega simbólica das lentes corretivas às mães beneficiadas. Nesta primeira remessa, oito crianças serão contempladas. Ao todo, 22 serão atendidas.

    “A partir do contato dos doadores, nossos apoiadores regionais verificaram com os municípios ou diretamente com as mães para saber quais crianças precisavam de óculos. O trabalho foi feito em todas as Regionais de Saúde”, afirma a coordenadora do Núcleo, Laura Patriota. O grupo de funcionários públicos é ligado à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

    Todas as crianças contempladas com os óculos ou lentes corretivas são acompanhadas por oftalmologistas nos serviços de referência. Nas unidades de saúde, as mães conseguiram a prescrição das lentes e entregaram ao Núcleo, que encaminhou para a ótica responsável pela confecção. “Os óculos são essenciais para a reabilitação dessas crianças e para ajudá-las a ter mais qualidade de vida”, reforça Laura.

    Neste primeiro momento, oito óculos serão entregues. Mais sete já foram encaminhados para confecção e outros sete estão no aguardo da chegada das prescrições. A expectativa é que todo o processo seja finalizado até o mês de junho. As crianças beneficiadas são das Gerências Regionais de Saúde (Geres) do Recife, Limoeiro, Palmares, Caruaru, Arcoverde, Serra Talhada e Goiana.

    APOIO –Com o intuito de coordenar e monitorar o trabalho relacionado às famílias e crianças com microcefalia, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) instituiu, em 17 de maio de 2016, o Núcleo de Apoio às Famílias com Microcefalia. A equipe acompanha, de modo regionalizado, as crianças notificadas durante toda a linha do cuidado, além de prestar apoio às famílias e desenvolver estratégias para garantir seus direitos.

    “Temos contato permanente com as famílias das crianças com diagnóstico de Síndrome Congênita do Zika. Assim, recebemos as informações e buscamos, juntamente com os municípios, rede de saúde e outros órgãos, atender as demandas”, diz Laura Patriota.

    DADOS – Desde 2015, Pernambuco notificou 2.326 casos de Síndrome Congênita do Zika/Microcefalia, com 412 confirmações e 1.568 casos descartados.

    Assuntos: ses, microcefalia, óculos, Síndrome Congênita do Zika/Microcefalia, conab, laura patriota, Núcleo de Apoio às Famílias com Microcefalia
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  • Influenza: 46,3% do publico vacinado em PE

    | Saúde

     Influenza

    No total, 1,2 milhão de pessoas ainda precisam ser imunizadas

    Até a manhã desta segunda-feira (15.05), Pernambuco vacinou 1.079.712 pessoas contra a influenza. O quantitativo representa 46,3% de todo o público prioritário para a ação, que contempla  2.329.874 de pernambucanos. A Secretaria Estadual de Saúde (SES) ressalta que a campanha de vacinação contra a influenza segue até o próximo dia 26 de maio e que a meta é atingir, no mínimo, 90% da população dos grupos prioritários. A SES também esclarece que já recebeu do Ministério da Saúde (MS) cerca de 90% das doses da vacina, que já foram encaminhadas para todos os municípios do Estado.

    "Conseguimos ampliar em cerca de 20% o percentual de pessoas vacinadas com o Dia D, mas ainda precisamos mobilizar a população para que todos os grupos prioritários sejam imunizados. Quanto antes a pessoa for vacinada, mas rápido ela ficará protegida", diz a coordenadora do Programa Estadual de Imunização da SES, Ana Catarina de Melo. A coordenadora ainda ressalta que a vacina pode evitar novos casos de influenza, internações, comorbidades e até mesmo óbitos.

    A vacina contra a influenza é voltada para idosos, crianças de 6 meses a menores de 5 anos, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), indígenas, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional, professores dos ensinos básico e superior de escolas públicas e privadas e profissionais de saúde. Importante ressaltar que quem tomou no ano passado e continua dentro dos grupos prioritários também deve ser imunizado.

    Em doenças agudas febris moderadas ou graves, recomenda-se adiar a vacinação até a resolução do quadro. As pessoas com história de alergia a ovo, que apresentem apenas urticária após a exposição, podem receber a vacina da influenza mediante adoção de medidas de segurança. A vacina é contraindicada para pessoas com história de reação anafilática prévia em doses anteriores bem como a qualquer componente da vacina ou alergia comprovada grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados.

    SRAG E INFLUENZA – Em 2017, até 22.04, ocorreram 537 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), com 42 confirmações para influenza A(H3N2) e 4 para influenza B. Em 2016 foram 439 casos de SRAG, com 56 confirmações para influenza A(H1N1) e 2 para influenza B. Em relação aos óbitos, houve 1 para influenza A(H3N2) neste ano. Em 2016, foram 15 para influenza A(H1N1), além de mais 1 por influenza A não subtipada.

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  • Sábado é o Dia D de vacinação contra a influenza

    | Saúde


    Em PE, 1,9 milhão de pessoas ainda precisam ser imunizadas

    Este sábado (13.05) é o Dia D da campanha de vacinação contra a influenza. Em todos os municípios pernambucanos, os postos de saúde estarão abertos para atender os pernambucanos que estão inclusos nos grupos prioritários. Até a quarta-feira (11.05), 413.302 mil pessoas (20,64%) foram imunizadas. Mais de 1,9 milhão ainda precisam tomar a vacina, que protege contra as influenzas A(H1N1), A(H3N2) e B e tem um ano de validade. Cerca de 5 mil pontos de vacinação estarão disponíveis em todo o Estado.

    Os grupos prioritários são formados por idosos, crianças de 6 meses a menores de 5 anos, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), indígenas, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional, professores dos ensinos básico e superior de escolas públicas e privadas e profissionais de saúde. A vacinação é feita em uma dose, exceto para menores de 9 anos, que devem tomar uma segunda 30 dias após a primeira. A campanha segue até 26.05. Importante ressaltar que quem tomou no ano passado e continua dentro dos grupos prioritários também deve ser imunizado.

    Em doenças agudas febris moderadas ou graves, recomenda-se adiar a vacinação até a resolução do quadro. As pessoas com história de alergia a ovo, que apresentem apenas urticária após a exposição, podem receber a vacina da influenza mediante adoção de medidas de segurança. A vacina é contraindicada para pessoas com história de reação anafilática prévia em doses anteriores bem como a qualquer componente da vacina ou alergia comprovada grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados.

    DADOS

     - A gripe caracteriza-se pelo aparecimento súbito de febre, dor de cabeça, dores musculares (mialgia), tosse, dor de garganta e fadiga. Nos casos mais graves, geralmente, existe dificuldade respiratória e há necessidade de hospitalização.

     - De acordo com a Organização Mundial da Saúde, estima-se que a influenza acomete 5% a 10% dos adultos e 20% a 30% das crianças, causando 3 a 5 milhões de casos graves e 250.000 a 500.000 mortes todos os anos, no mundo.

     - De acordo com o Ministério da Saúde, estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias, de 39% a 75% a mortalidade global e em, aproximadamente, 50% nas doenças relacionadas à influenza.

     - Estima-se que uma pessoa infectada seja capaz de transmitir o vírus para até dois contatos não imunes. As crianças com idade entre um e cinco anos são as principais fontes de transmissão dos vírus na família e na comunidade, sendo que podem eliminar os vírus por até três semanas. Indivíduos imunocomprometidos podem excretar os vírus influenza por períodos mais prolongados, até meses. Recentemente, comprovou-se que os vírus sobrevivem em diversas superfícies (madeira, aço e tecidos) por 8 a 48 horas.

    SRAG E INFLUENZA – Em 2017, até 22.04, ocorreram 537 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), com 42 confirmações para influenza A(H3N2) e 4 para influenza B. Em 2016 foram 439 casos de SRAG, com 56 confirmações para influenza A(H1N1) e 2 para influenza B. Em relação aos óbitos, houve 1 para influenza A(H3N2) neste ano. Em 2016, foram 15 para influenza A(H1N1), além de mais 1 por influenza A não subtipada.

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