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  • Horários de funcionamento dos espaços culturais da Secult-PE/Fundarpe neste fim de ano

    | Cultura

     

    Os equipamentos culturais gerenciados pela Secult-PE/Fundarpe terão horário especial de funcionamento nos dias e vésperas de Natal e Ano Novo. Confira abaixo:

    Casa da Cultura

    24/12 e 31/12 - 9h às 16h

    Fecha dias 25/12 e 01/01

    Museu do Barro (Caruaru)

    24/12 e 31/12 – 8h às 13h

    Fecha dias 25/12 e 01/01 

    Demais equipamentos (Maspe, Museu do Trem, MAC, Espaço Pasárgada, Museu do Estado)

    Fecham nos dias 24 e 25/12, 31/12 e 1/1

    * A Torre Malakoff está fechada até o dia 7 de janeiro para reparos elétricos e outras melhorias

     
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  • Autores vencedores do Prêmio Hermilo Borba Filho debatem em live com editor da Cepe

    | Cultura

    Luís Serguilha e João Paulo Parisio discorreram sobre temas que variaram de filosofia à física quântica para falar dos livros Hamartia e Retrocausalidade

     

    A segunda live de apresentação dos livros vencedores do Prêmio Hermilo Borba Filho de Literatura, nesta terça-feira (22), brindou a audiência com um bate-papo tão amplo quanto pode ser o processo criativo de um escritor. João Paulo Parisio e Luís Serguilha abordaram temas que variaram da filosofia à física quântica para falar sobre seus livros (Retrocausalidade e Hamartia, respectivamente), na conversa mediada pelo editor das obras ganhadoras da premiação, Diogo Guedes, da Companhia Editora de Pernambuco (Cepe). O encontro aconteceu no YouTube da Secult-PE.

    Diogo Guedes começou a transmissão destacando a variedade das obras vencedoras desta edição do Prêmio Hermilo Borba Filho. “São obras maravilhosas, que passam pelos três gêneros literários e cada uma realmente muito particular nas formas de abordagem. Não é um clichê. Até nos pontos de contato são muito fascinantes”, pontuou.

    “Hamartia é um livro de poesia, mas em prosa. Traz, o tempo todo, um fluxo poético e também filosófico, o que é uma característica da escrita de Serguilha. Com personagens poéticos que estão sempre em uma mutação paradoxal, se desdobrando em outra coisa”, discorreu. “Retrocausalidade é um romance com uma trama que Maria das Graças, uma mãe que quer comprovar que o filho morreu e que é atendida em um órgão público por um funcionário que é órfão. São duas pessoas em situações contrárias se encontrando e, a partir daí, começa a acontecer a recriação do passado. É um livro resumível facilmente, límpido e reflexivo”, analisou Diogo Guedes.

    Com a conversa avançando em direção ao processo criativo, à forma dos livros e ao estilo barroco em que ambos parecem ser apresentados, Parisio falou um pouco sobre como ele próprio enxerga Retrocausalidade. “É um livro que faz questão de contar uma história de uma velha maneira, mas tenta subverter esse mesmo princípio, tanto de uma forma diegética, ou seja, no corpo do texto, como de uma forma metalinguística, que salta para fora do texto e evidencia ele próprio”.

    Sobre o título do livro, que inicialmente era Quimera, o autor explicou que a inspiração para o segundo nome teve a ver com a convivência com os irmãos cientistas. Retrocausalidade é um conceito presente na física quântica que trata sobre a possibilidade de um experimento inverter a causalidade, em que a causa precede o efeito. “Eu percebi que o nome Quimera tinha uma carga de significado para mim, mas isso não mudava o lugar-comum que ele representava. Então fui buscar outros nomes e percebi que o conceito de retrocausalidade era uma constante nesse livro”, explicou.

    Serguilha continuou a reflexão comentando o aspecto barroco de sua produção literária. “Ninguém consegue produzir arte e poesia sem compreender a natureza. Eu vejo a literatura como uma marchetaria, essa técnica que dobra e desdobra, com conexões intermináveis que tem a ver com esse conceito de barroco. E os críticos que consideram minha arte barroca não a consideram nem barroco ibérico nem barroco da América do Sul. É outro barroco. Talvez inclassificáveis, segundo eles”, disse o autor de Hamartia, lembrando sua origem portuguesa.

    Sobre o Prêmio Hermilo Borba Filho de Literatura, João Paulo Parisio, que nunca tinha publicado um romance, falou que ter Retrocausalidade escolhido como um dos vencedores foi o empurrão que faltava para dar esse passo na própria trajetória. Segundo ele, mostrou que as possibilidades criativas são infinitas e surpreendentes. “Lembrando Caetano, posso dizer que onde queres o clássico, sou o anticlássico, onde queres realista, sou fantástico, onde queres objetivo, sou barroco”.

    Serguilha finalizou: “Toda a força poética e literária tem um ritmo contagiante que arrasta corpos e partículas. Não é possível tentar construir arte fora do ritmo. O ritmo é um desencadeador de afeições que vai te desviar daquilo que predomina na atualidade. O ritmo vai destruir qualquer origem e qualquer finalidade, vai estimular o pensamento, vai exarcerbar a vida. Esses textos em composição transbordantes vão nos forçar a sair de nossos limites. O nosso corpo, como leitor ou como autor, vai extravasar”.

    PREMIAÇÃO - Na 6ª edição, o Prêmio Hermilo Borba Filho de Literatura contou com a participação de 162 obras inscritas. O julgamento foi realizado em duas etapas, sendo a segunda a escolha dos vencedores entre 17 finalistas, dos mais diferentes gêneros literários. Os primeiros lugares de cada prêmio recebem R$ 10 mil; os segundos, R$ 5 mil e o Grande Prêmio, R$ 20 mil.

    Os títulos vencedores foram publicados pela Cepe Editora com tiragem de 1.200 exemplares, enquanto que os segundos colocados contam com 800 exemplares. A título de direito autoral, cada vencedor ficará com trezentos exemplares do livro e os segundos colocados, 200 exemplares cada.

    TRANSMISSÕES - Quem quiser conhecer melhor as outras obras premiadas, pode assistir às gravações da apresentação dos autores ocorrida na quarta-feira (16/12) e da cerimônia de lançamento das obras (15/12), também disponíveis no canal da Secult-PE/Fundarpe no Youtube (youtube.com/secultpe).

    Assuntos: cepe, secultpe
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  • FUNCULTURA SEM PAPEL - Fundarpe digitaliza inscrições para os próximos editais

    | Cultura

    Demanda antiga da classe e promessa do Governo de Pernambuco desde 2014, digitalização do Fundo de Incentivo à Cultura usará plataforma online já testada em editais nacionais


    Atendendo a uma demanda da produção cultural pernambucana e cumprindo uma promessa do Governo de Pernambuco, a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) irá digitalizar todos os processos de inscrição de projetos no Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura) já para os próximos editais 2020-2021 do Audiovisual, Geral, Música e Microprojetos Culturais. A digitalização acontecerá por meio da plataforma online Prosas, utilizada em inúmeros editais nacionais, tanto governamentais como de empresas privadas, inclusive multinacionais. O objetivo é, antes de tudo, facilitar e democratizar o acesso aos recursos públicos da cultura.

    A apresentação do novo modelo de inscrição ocorreu durante reunião extraordinária com a presença de integrantes dos três Conselhos Estaduais de Cultura (Consultivo do Audiovisual, de Preservação do Patrimônio Cultural e de Política Cultural). A plataforma abrangerá não só a inscrição de projetos, como a seleção por parte dos pareceristas, além do monitoramento da execução e sistematização dos dados. Participaram do encontro o presidente da Fundarpe, Marcelo Canuto, a superintendente do Funcultura, Aline Oliveira, além de integrantes da Comissão Deliberativa do Fundo e mais de 40 membros dos três conselhos estaduais. 

    Principal e mais democrática política de fomento à cultura em nosso Estado, o Funcultura reúne mais de 9 mil produtores culturais cadastrados, que na última década concorreram a cerca de R$ 330 milhões em fomento a projetos no total. Nesse mesmo período foram cerca de 4 mil projetos aprovados em todas as regiões do Estado, muitos com alcance nacional e internacional, a exemplo dos inúmeros longas-metragens pernambucanos premiados e dezenas de turnês de artistas e grupos por países sul-americanas , norte-americanos e europeus. Desde o ano passado, a Fundarpe vinha estudando alternativas para a digitalização do Funcultura. Este ano, a situação de emergência sanitária, causada pela pandemia do Covid-19, tornou esta possibilidade mais que necessária.

    Com a validação dos três Conselhos de Cultura, a digitalização do Funcultura será implementada nos próximos editais. Sua digitalização é uma demanda antiga por parte dos proponentes, e virou uma promessa do Governo de Pernambuco em 2014, quando Marcelo Canuto ocupava o cargo de secretário de Cultura do Estado.

    “No final da minha gestão em 2014, fizemos um balanço das ações na Secult-PE e eu disse, na época, que ficamos com duas pendências: a criação de um edital específico para música e a digitalização do Funcultura. Esta nova etapa significa um avanço muito importante no sentido da otimização dos processos, além do cumprimento de uma promessa antiga com os fazedores de cultura de Pernambuco”, pontua Marcelo Canuto.

    “A iniciativa faz parte de um processo contínuo de aperfeiçoamento do incentivo à cultura do Estado e se configurará como um divisor de águas na história do Funcultura, conferindo segurança e agilidade nos processamentos dos quatro editais lançados anualmente”, reforça o presidente da Fundarpe.

    SEM PAPEL - O Prosas é uma plataforma online que opera com gestão pública e empresas privadas, fornecendo a tecnologia desenvolvida para auxiliar na seleção e no monitoramento de projetos culturais e sociais. Pelo Prosas, é possível divulgar editais, receber inscrições, avaliar e monitorar a execução dos projetos.

    “A plataforma já é utilizada por várias instituições públicas e privadas, atendendo à Lei Geral de Proteção de Dados (Lei Federal 13.709 de 2018), oferecendo suporte aos usuários e garantindo o acesso aos dados de forma remota e por até cinco anos após o término do contrato”, explica Aline Oliveira, superintendente do Funcultura.

    Alguns de seus atuais clientes são os Governos Estaduais de São Paulo e do Espírito Santo, Ministério do Meio Ambiente, Tribunal de Contas da União, Funarte, Sebrae e diversas prefeituras municipais, como Vitória, Maceió e São Luiz. 

    Como vantagens identificadas pela Superintendência do Funcultura, estão mais transparência e redução da burocracia; ausência de deslocamento para entrega de documentos; tendência de redução na quantidade de inabilitados na fase documental; redução de custos com materiais e impressões; layout gráfico simples (similar ao Google Forms e ao Mapa Cultural de Pernambuco); segurança no envio de informações; e formação de banco de dados com sigilo e segurança.

    No processo de seleção dos projetos, o Prosa tem como ferramentas a opção de criar formulários personalizados; de receber todo o processo de inscrições online, incluindo a documentação; configurar etapas de avaliação e convidar usuários para avaliação dos projetos; exibir um painel gerencial com estatísticas dos projetos; e gerar relatórios com esses dados.

    Já no processo de monitoramento dos projetos inscritos, é possível realizar o acompanhamento das metas; diário de bordo dos projetos; alerta de atrasos e novas evidências; painel gerencial com todos os projetos e geração de gráfico e indicadores a partir dos dados cadastrados; e a possibilidade de uma página pública com os resultados obtidos.

    CAPACITAÇÃO - A Fundarpe promoverá uma série de capacitações (remotas e presenciais) visando ambientar e popularizar o uso do Prosas nas inscrições para os editais do Funcultura. Serão produzidos e divulgados até a segunda quinzena de fevereiro de 2021 uma série de vídeos tutoriais para cada edital (Audiovisual, Geral, Música e Microprojetos Culturais), explicando como funciona o Prosas em cada um deles.

    Estão também previstos treinamentos online via Google Meet e Youtube com técnicos da Fundarpe durante o período de 22 de fevereiro a 19 de março de 2021.  Vale destacar que o Cadastro de Produtor Cultural (CPC), um dos pré-requisitos para inscrever projetos no Funcultura, deverá estar atualizado até o dia 12 de março - para proponentes que desejarem se inscrever nos Editais 2021.

    FUNCULTURA – O Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura é gerido pela Fundarpe e tem como objetivo incentivar o conjunto das manifestações artísticas e culturais no Estado e de democratizar o acesso aos recursos para a produção cultural em Pernambuco. São R$ 32 milhões por ano para selecionar, por meio de seus editais, cerca de 450 projetos culturais. 

    Por meio dos editais, são incentivados projetos das áreas culturais de Artes Integradas, Artes Plásticas, Artes Gráficas e Congêneres (Artes Visuais), Artesanato, Audiovisual, Circo, Cultura Popular e Tradicional, Dança, Design e Moda, Gastronomia, Literatura, Música, Ópera, Patrimônio e Teatro.

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  • Legado de Luiz Gonzaga é lembrado em webinário no YouTube do Cais do Sertão

    | Cultura

    gonzagaPesquisadores da obra do Rei do Baião refletem sua trajetória musical em evento online gratuito nesta quarta-feira (16)

    Recife, 14 de dezembro de 2020 - Se estivesse vivo, o Rei do Baião, Luiz Gonzaga, teria completado 108 anos no último domingo, 13 de dezembro. Ele, que foi quem mais cantou o sertão e a vivência do povo nordestino, é o grande homenageado do museu. Para exaltar a sua vida e obra, o Centro Cultural Cais do Sertão dedica faixa semanal online à reflexão do legado do músico.

    O webinário “O Rei Luiz Gonzaga e o Baião” terá a participação do biógrafo Climério de Oliveira, da pesquisadora de música brasileira Dominique Dreyfus e do maior colecionador da obra de Gonzaga, Paulo Vanderley. Os três vão analisar aspectos da musicalidade e da narrativa sertaneja cantada pelo pernambucano. O seminário virtual  acontece nesta quarta (16),  ao vivo, a partir das 18h, pelo canal do Cais do Sertão no YouTube.

    “Refletir sobre as nuances que permeiam a vida e obra do saudoso Luiz Gonzaga lança luz sobre a missão do Cais, cujo espaço está situado no coração do Recife: promover e integrar os visitantes e os admiradores do museu quanto à odisseia nordestina. O Cais do Sertão torna-se como equipamento cultural que incita a lembrança e importância de Gonzaga”, reflete a gestora do Cais, Maria Rosa Maia.

    Com espaço dedicado ao Sertão cantado por Gonzaga, o Cais do Sertão é um equipamento turístico e cultural situado no coração do Recife. Gerido pela Secretaria de Turismo e Lazer e a Empetur, tem funcionado, atualmente, nos seguintes horários: quintas e sextas-feiras, das 10h às 16h; sábados, domingos e feriados, das 11h às 17h.


    SERVIÇO

    16/12 - Webinário no canal do YouTube sobre o centenário de Luiz Gonzaga, às 18h.

    Visitação ao museu:

    Quintas e sextas-feiras, das 10h às 16h; sábados, domingos e feriados, das 11h às 17h.

    Atendimento: Ingressos: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada)





    Cidades: Recife
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  • Vida e obra de Gilberto Freyre se confundem com história do Brasil

    | Cultura

    Cepe

    O Brasil de Gilberto Freyre: uma introdução à leitura de sua obra, de Mario Helio, ganha nova edição em comemoração aos 120 anos do sociólogo. Lançamento ocorre dentro da programação do Circuito Cultural de Pernambuco, em um bate-papo virtual entre o autor e o professor e escritor Anco Márcio Tenório Vieira, dia 10 de setembro, às 19h30

    Aclamado como um dos mais importantes sociólogos do século XX, o também antropólogo, ensaísta, jornalista e poeta pernambucano Gilberto Freyre se dedicou a explicar a complexidade da formação do Brasil e da identidade do País a partir de estudos da miscigenação, desde a colonização. Conservador e tradicionalista, foi favorável ao golpe militar de 1964 e pagou com o ostracismo de mais de duas décadas por esse apoio. Somente após a redemocratização voltou a ser descoberto por suas teorias e metodologias inovadoras, ousadas e controversas, expressas em títulos famosos como Casa Grande & senzala (1933), Sobrados e Mucambos (1936), entre tantos outros. Defensor da formação mestiça do povo brasileiro, procurou mostrar o grande erro do pensamento elitista e arianista de que a mistura de raças seria a causa do subdesenvolvimento dos trópicos. Vida e obra de Gilberto Freyre se confundem com a história da formação do Brasil.

    Em comemoração aos 120 anos de Gilberto Freyre, a Cepe reedita o livro O Brasil de Gilberto Freyre: uma introdução à leitura de sua obra, do jornalista, escritor, poeta, historiador e antropólogo Mario Helio. Com a tarefa de oferecer uma visão ampla mas nada superficial de Freyre e de sua bibliografia para o conhecimento da história brasileira, o livro será lançado dentro da programação do Circuito Cultural de Pernambuco, dia 10 de setembro, às 19h30, em uma live com participação do autor e do professor e escritor Anco Márcio Tenório Vieira.

    Com ilustrações do artista José Cláudio, a edição da Cepe é revisada e publicada 20 anos após a primeira, que saiu pela Comunigraf em 2000, ano do centenário do nascimento de Freyre. A primeira edição foi originada de um longo ensaio publicado no Jornal da Tarde, de São Paulo. “O jornalista Antônio Portella me sugeriu a expandir em livro aquela apresentação jornalística de Freyre. Aceitei a proposta e escrevi O Brasil de Gilberto Freyre, com o propósito modesto de que servisse de uma introdução à leitura de sua obra, uma espécie de Gilberto Freyre para iniciantes, não para iniciados. O caminho escolhido para pôr em linhas a narrativa foi a máxima clareza possível, num tom quase didático, tentando percorrer os labirintos de um dos mais ricos e complexos personagens da cultura brasileira”, revela Mario Helio. “A reedição é uma introdução feliz para o pensamento de Gilberto Freyre, em suas complexidades, controvérsias, antevisões. Mais do que uma antevisão da obra do sociólogo pernambucano, é uma apresentação qualificada, feita por um profundo estudioso da obra freyriana”, define o editor da Cepe, Diogo Guedes.

    A história do Brasil contada por Gilberto Freyre, como nos diz Mario Helio, nunca termina no relato dos acontecimentos apenas. Continua nas correlações que estabelece entre sociologia e biologia, psicologia e ecologia para compreender os fatos. Tanto é que Freyre analisa pioneiramente a gastronomia e a moda para explicar o comportamento social. É uma narrativa mais orgânica, que vasculha a intimidade para revelar a complexidade. “De um ponto de vista extremamente sintético e redutor, pode-se dizer que o Brasil como visto e recriado por Gilberto Freyre é uma invenção mais da religião que da raça. Mais da família que do indivíduo. O brasileiro, por sua vez, é chamado por Freyre de homem situado. Situado nos trópicos, onde espaço e tempo se confundem; clima e raça definem o idioma. “É uma escrita que fala, e não somente um desfile de fatos”, define o autor.

     Em vez de colocar na conta da formação mestiça da população brasileira o motivo das mazelas do País - ideia propagada pela elite do começo do século XX -, Freyre mostrou,  em Casa-grande & senzala, que o atraso vinha do sistema econômico e social, como revelam as palavras de Mario Helio: “da monocultura da cana-de-açúcar, da alimentação deficiente, da falta de higiene etc.” A mestiçagem brasileira é para Gilberto Freyre um bem para a humanidade. O sociólogo nos oferece um Brasil tão humano que, “por vezes, chega a carregar nas tintas para mostrar uma fraternidade de convivência entre as classes maior do que provavelmente terá sido. Quando assim ocorre, o como deveria ser interfere no como realmente foi. O poeta vence o historiador”. Vence, por exemplo, quando busca ver o que chama de “lado benigno” da escravidão, destacando “a relação de quase compadrio entre senhor e escravo no país”, diz Mário Helio em trecho do livro.

    Se há críticas aos métodos científicos de Freyre - muitas vezes acusado de se apoiar nas “testemunhas oculares” dos viajantes estrangeiros -, por outro lado o autor pernambucano é elogiado pela ousadia de experimentar novas metodologias e, assim, conseguir uma das interpretações mais originais e próximas do Brasil autêntico. “E numa capacidade de abrir-se à discussão, que foi bem destacada por Sérgio Buarque de Holanda, em Tentativas de mitologia: ‘Uma das virtudes de Gilberto Freyre, e que contribui para singular importância de seus ensaios, está em que convida insistentemente ao debate e provoca, não raro, divergências fecundas’.” 

    Sua narrativa também é única e merece destaque, pois é considerada uma das melhores prosas da língua portuguesa. Foi também tido como “o mais brasileiro dos escritores” por nomes como Darcy Ribeiro e João Cabral de Melo Neto. “Escrevia como num aparente improviso. Esta é uma das razões de o seu estilo ser inimitável. (...) Não é difícil perceber que o seu modo de escrever não é exemplar, ou seja, não serve como modelo a ser seguido, pois a alguém dotado de menos talento se revelaria um desastre compor frases tão longas, cheias de orações interpoladas, tantas locuções adverbiais, tantos adjetivos, tantas repetições. E quase nenhuma conclusão”, descreve Mario Helio.

    Formado nos Estados Unidos em Artes Liberais, com especialização em Ciências Políticas e Sociais, Gilberto Freyre fez o mestrado em Ciências Políticas, Jurídicas e Sociais também em solo norte-americano, país que chamava de Outra América. Sua dissertação de mestrado intitulou-se Social Life in Brazil in the Middle of the 19th Century (Vida social no Brasil nos meados do século XIX). “Gilberto Freyre descobriu o Brasil nos Estados Unidos”, diz Mario Helio. Foi lá na Outra América que Freyre teve aula com o antropólogo Franz Boas, com quem aprendeu a distinguir raça e cultura,  “ideia fundamental para as futuras considerações sobre as relações entre as pessoas no Brasil”.

    Em breve a Cepe publicará outro livro, desta vez inédito, sobre a história íntima de Gilberto Freyre, também assinado por Mario Helio. 

    Serviço:

    Lançamento do livro O Brasil de Gilberto Freyre: uma introdução à leitura de sua obra (Cepe Editora), de Mario Helio

    Quando: 10 de setembro

    Horário: 19h30 

    Onde: Canal virtual do Circuito Cultural de Pernambuco (www.circuitoculturaldepernambuco.com.br) , com participação de Mario Helio e Anco Márcio Tenório 

    Assuntos: cepe, cultura, livro
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  • Museus ligados à Fundarpe reabrem no dia 16 de setembro

    | Cultura

      

    Museus ligados à Fundarpe reabrem no dia 16 de setembro

    Nesta reabertura, os equipamentos vão adotar protocolos e recomendações das autoridades médicas e sanitárias

     A Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) informa que, a partir do próximo dia 16 de setembro (quarta-feira), reabrirá para visitação pública os museus e centros culturais localizados no Recife e em Olinda que gerencia.

     Compõem o calendário de reabertura os seguintes espaços: Museu do Estado de Pernambuco, Estação Capiba – Museu do Trem, Museu de Arte Sacra de Pernambuco, Museu Regional de Olinda, Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco, Museu da Imagem e do Som de Pernambuco (atendimento ao pesquisador), Torre Malakoff e Espaço Pasárgada.

     MEDIDAS - Para essa etapa de reabertura, a Fundarpe adotará requisitos básicos e procedimentos seguros para funcionamento e abertura gradual à visitação dos espaços. O objetivo é retomar e dar continuidade às atividades presenciais das instituições e manter as medidas de prevenção diante da pandemia da doença causada pelo coronavírus (SARS-CoV-2 /COVID-19), garantindo que colaboradores e público sigam as recomendações mundiais de saúde, respeitando as orientações de distanciamento social e higiene.

     O uso de máscaras será obrigatório, com implementação de regras de circulação e definição de quantidade de visitantes por ambientes e turnos, de acordo com as especificidades de cada um desses equipamentos culturais. Ainda, cada um dos espaços culturais passará por um rigoroso e contínuo processo de higienização, de acordo com as normas sanitárias vigentes e terá sinalização informativa acerca das recomendações e práticas para funcionários e público.

     O horário de visitação será de terça a sexta, das 11h às 17h (exceto para o Espaço Pasárgada, que abrirá de segunda a sexta, das 11h às 17h); sábados e domingos, das 14h às 17h. A realização de ações de música, teatro, cinema, saraus e outras atividades específicas nesses locais permanecem suspensas.

     Os equipamentos culturais em todo o Estado tiveram suas atividades ao público interrompidas no mês de março, em cumprimento ao Decreto Estadual nº 48.832, de 19 de março de 2020, que traz recomendações do Governo de Pernambuco para a pandemia.

    A flexibilização não atingirá, neste momento, o Museu do Barro de Caruaru, o Teatro Arraial Ariano Suassuna e os cinemas São Luiz e Cineteatro Guarany, também ligados à Fundarpe.

    Cidades: Jaboatão dos Guararapes , Olinda, Recife
    Assuntos: Fundarpe, calendário de reabertura, covid 19,
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  • Vida e obra de Gilberto Freyre se confundem com história do Brasil

    | Educação, Cultura

    cepa livro Gilberto Freyre

    Vida e obra de Gilberto Freyre se confundem com história do Brasil 

    O Brasil de Gilberto Freyre: uma introdução à leitura de sua obra, de Mario Helio, ganha nova edição em comemoração aos 120 anos do sociólogo. Lançamento ocorre dentro da programação do Circuito Cultural de Pernambuco, em um bate-papo virtual entre o autor e o professor e escritor Anco Márcio Tenório Vieira, dia 10 de setembro, às 19h30

    Aclamado como um dos mais importantes sociólogos do século XX, o também antropólogo, ensaísta, jornalista e poeta pernambucano Gilberto Freyre se dedicou a explicar a complexidade da formação do Brasil e da identidade do País a partir de estudos da miscigenação, desde a colonização. Conservador e tradicionalista, foi favorável ao golpe militar de 1964 e pagou com o ostracismo de mais de duas décadas por esse apoio. Somente após a redemocratização voltou a ser descoberto por suas teorias e metodologias inovadoras, ousadas e controversas, expressas em títulos famosos como Casa Grande & senzala (1933), Sobrados e Mucambos (1936), entre tantos outros. Defensor da formação mestiça do povo brasileiro, procurou mostrar o grande erro do pensamento elitista e arianista de que a mistura de raças seria a causa do subdesenvolvimento dos trópicos. Vida e obra de Gilberto Freyre se confundem com a história da formação do Brasil.  

    Em comemoração aos 120 anos de Gilberto Freyre, a Cepe reedita o livro O Brasil de Gilberto Freyre: uma introdução à leitura de sua obra, do jornalista, escritor, poeta, historiador e antropólogo Mario Helio. Com a tarefa de oferecer uma visão ampla mas nada superficial de Freyre e de sua bibliografia para o conhecimento da história brasileira, o livro será lançado dentro da programação do Circuito Cultural de Pernambuco, dia 10 de setembro, às 19h30, em uma live com participação do autor e do professor e escritor Anco Márcio Tenório Vieira.

    Com ilustrações do artista José Cláudio, a edição da Cepe é revisada e publicada 20 anos após a primeira, que saiu pela Comunigraf em 2000, ano do centenário do nascimento de Freyre. A primeira edição foi originada de um longo ensaio publicado noJornal da Tarde, de São Paulo. “O jornalista Antônio Portella me sugeriu a expandir em livro aquela apresentação jornalística de Freyre. Aceitei a proposta e escrevi O Brasil de Gilberto Freyre, com o propósito modesto de que servisse de uma introdução à leitura de sua obra, uma espécie de Gilberto Freyre para iniciantes, não para iniciados. O caminho escolhido para pôr em linhas a narrativa foi a máxima clareza possível, num tom quase didático, tentando percorrer os labirintos de um dos mais ricos e complexos personagens da cultura brasileira”, revela Mario Helio. “A reedição é uma uma introdução feliz para o pensamento de Gilberto Freyre, em suas complexidades, controvérsias, antevisões. Mais do que uma antevisão da obra do sociólogo pernambucano, é uma apresentação qualificada, feita por um profundo estudioso da obra freyriana”, define o editor da Cepe, Diogo Guedes.  

    A história do Brasil contada por Gilberto Freyre, como nos diz Mario Helio, nunca termina no relato dos acontecimentos apenas. Continua nas correlações que estabelece entre sociologia e biologia, psicologia e ecologia para compreender os fatos. Tanto é que Freyre analisa pioneiramente a gastronomia e a moda para explicar o comportamento social. É uma narrativa mais orgânica, que vasculha a intimidade para revelar a complexidade. “De um ponto de vista extremamente sintético e redutor, pode-se dizer que o Brasil como visto e recriado por Gilberto Freyre é uma invenção mais da religião que da raça. Mais da família que do indivíduo. O brasileiro, por sua vez, é chamado por Freyre de homem situado. Situado nos trópicos, onde espaço e tempo se confundem; clima e raça definem o idioma. “É uma escrita que fala, e não somente um desfile de fatos”, define o autor. 

     Em vez de colocar na conta da formação mestiça da população brasileira o motivo das mazelas do País - ideia propagada pela elite do começo do século XX -, Freyre mostrou,  em Casa-grande & senzala, que o atraso vinha do sistema econômico e social, como revelam as palavras de Mario Helio: “da monocultura da cana-de-açúcar, da alimentação deficiente, da falta de higiene etc.” A mestiçagem brasileira é para Gilberto Freyre um bem para a humanidade. O sociólogo nos oferece um Brasil tão humano que, “por vezes, chega a carregar nas tintas para mostrar uma fraternidade de convivência entre as classes maior do que provavelmente terá sido. Quando assim ocorre, o como deveria ser interfere no como realmente foi. O poeta vence o historiador”. Vence, por exemplo, quando busca ver o que chama de “lado benigno” da escravidão, destacando “a relação de quase compadrio entre senhor e escravo no país”, diz Mário Helio em trecho do livro.

    Se há críticas aos métodos científicos de Freyre - muitas vezes acusado de se apoiar nas “testemunhas oculares” dos viajantes estrangeiros -, por outro lado o autor pernambucano é elogiado pela ousadia de experimentar novas metodologias e, assim, conseguir uma das interpretações mais originais e próximas do Brasil autêntico. “E numa capacidade de abrir-se à discussão, que foi bem destacada por Sérgio Buarque de Holanda, em Tentativas de mitologia: ‘Uma das virtudes de Gilberto Freyre, e que contribui para singular importância de seus ensaios, está em que convida insistentemente ao debate e provoca, não raro, divergências fecundas’.” 

    Sua narrativa também é única e merece destaque, pois é considerada uma das melhores prosas da língua portuguesa. Foi também tido como “o mais brasileiro dos escritores” por nomes como Darcy Ribeiro e João Cabral de Melo Neto. “Escrevia como num aparente improviso. Esta é uma das razões de o seu estilo ser inimitável. (...) Não é difícil perceber que o seu modo de escrever não é exemplar, ou seja, não serve como modelo a ser seguido, pois a alguém dotado de menos talento se revelaria um desastre compor frases tão longas, cheias de orações interpoladas, tantas locuções adverbiais, tantos adjetivos, tantas repetições. E quase nenhuma conclusão”, descreve Mario Helio. 

      Formado nosEstados Unidos em Artes Liberais, com especialização em Ciências Políticas e Sociais, Gilberto Freyre fez o mestrado em Ciências Políticas, Jurídicas e Sociais também em solo norte-americano, país que chamava de Outra América. Sua dissertação de mestrado intitulou-se Social Life in Brazil in the Middle of the 19th Century (Vida social no Brasil nos meados do século XIX). “Gilberto Freyre descobriu o Brasil nos Estados Unidos”, diz Mario Helio. Foi lá na Outra América que Freyre teve aula com o antropólogo Franz Boas, com quem aprendeu a distinguir raça e cultura,  “ideia fundamental para as futuras considerações sobre as relações entre as pessoas no Brasil”.

    Em breve a Cepe publicará outro livro, desta vez inédito, sobre a história íntima de Gilberto Freyre, também assinado por Mario Helio. 

    Serviço:

    Lançamento do livro O Brasil de Gilberto Freyre: uma introdução à leitura de sua obra (Cepe Editora), de Mario Helio

    Quando: 10 de setembro

    Horário: 19h30 

    Onde: Canal virtual do Circuito Cultural de Pernambuco (www.circuitoculturaldepernambuco.com.br) , com participação de Mario Helio e Anco Márcio Tenório 




    Cidades: Jaboatão dos Guararapes , Olinda, Recife
    Assuntos: Gilberto Freyre, Cepe editora, Lançamento
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  • Italo Moriconi lança pela Cepe Editora Literatura, Meu Fetiche

    | Educação, Cultura

    Italo Moriconi lança pela Cepe Editora Literatura, Meu Fetiche

    O crítico literário carioca Italo Moriconi tinha 13 anos quando ganhou dos pais uma máquina de escrever. “Desde então estava selado o pacto entre o escrever e a técnica, o escrever e o narcisismo do objeto, o escrever e o público tipográfico, o mercado”, diz ele num dos ensaios publicados em Literatura, Meu Fetiche, que a Cepe Editora lança pelo Selo Suplemento Pernambuco. O livro estará à venda a partir de 1º de setembro próximo. No dia 2, às 19h, Italo Moriconi conversa sobre a publicação em live transmitida pelo canal da Cepe Editora no YouTube.

    Professor universitário, poeta, biógrafo e ensaísta, Italo Moriconi produziu os textos agora reunidos no livro durante a primeira década do século 21 para sites, publicações acadêmicas e apresentações orais. Nas 228 páginas de Literatura, Meu Fetiche o leitor vai encontrar a análise do autor sobre as condições de produção, circulação e recepção do texto literário. E também ensaios sobre a leitura de escritores como Clarice Lispector,  Caio Fernando Abreu, Torquato Neto, Bernardo Carvalho, André Sant’Anna e Rubens Figueiredo. O livro tem organização de Paloma Vidal, escritora e professora de Teoria Literária na Universidade Federal de São Paulo, e de Ieda Magri, escritora e professora de Teoria Literária na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

    “Meu livro refere-se muito a um momento em que o mercado literário não só pressionou como também sugou a universidade”, declara Italo Moriconi, ao analisar a ampliação do espaço de circulação amadora da literatura na internet. De acordo com ele, “a internet permite a expansão de uma crítica menos acadêmica; no entanto, de qualquer crítica, acadêmica ou não, precisamos esperar e mesmo cobrar inteligência, argumentação lógica e criatividade interpretativa apoiada por leitura correta dos textos.” E acrescenta: “É importante a crítica da crítica.”

    Questionado se o exercício da leitura no Brasil, especialmente no Brasil de hoje, é um ato de resistência, ele responde: “Sem dúvida alguma. Vivemos tempos de obscurantismo e fundamentalismo religioso crescentes. Ler significar abrir os poros para todos os aspectos da vida e exercitar a curiosidade artística, científica. Adquire-se informação pela TV e pela internet. Mas só se constrói sabedoria no ato mais lento e meditativo da leitura silenciosa do livro.”

    Há anos a literatura é o fetiche de Italo Moriconi. Um feitiço que começou cedo. “Desde que virou um vício, desde a mais tenra infância, quando li Monteiro Lobato infantil inteiro, de enfiada. Eu curtia enormemente todas as histórias, mas também me projetava nas imagens do Minotauro e de Hércules. Depois eu me liguei muito em O tempo e o vento, de Erico Verissimo, acho que foi ali que peguei o sentido da passagem do tempo, da sucessão de gerações e de idades, que é um tema que me fascina até hoje. Finalmente, passei a trabalhar profissionalmente em função do fetiche literário enquanto instituição, na universidade e no mercado. Oscilo entre o desejo e a obrigação da leitura”, relata.

    Inicialmente lançado no formato e-book, Literatura, Meu Fetiche custará R$ 45 (versão impressa*) e R$ 17,50 (versão digital). “O livro de Italo Moriconi serve como uma espécie de arquivo, um arquivo para se pensar as mudanças que a crítica literária sofreu na virada do milênio. O trabalho de Ieda e de Paloma, ao organizarem esse livro, foi justamente o de trazer ao público esse arquivo das mudanças na escrita e na forma de pensar a escrita nessa virada de milênio”, declara Schneider Carpeggiani, editor do Suplemento Pernambuco, jornal literário da Cepe.

    * O livro impresso está condicionado ao retorno das atividades presenciais do parque gráfico da Cepe, suspensas em função do isolamento social imposto pela pandemia do novo coronavírus.

    Serviço:

    Live com Italo Moriconi sobre o livro Literatura, Meu Fetiche

    Data: 2 de setembro de 2020

    Hora: 19h

    Endereço: Canal da Cepe Editora no YouTube

    Preço do livro: R$ 17,50 (e-book) e R$ 45 (impresso)



    Cidades: Recife
    Assuntos: Cepe Editora, Italo Moriconi, livro
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  • Semana do Patrimônio Cultural conta com grande participação da sociedade nas atividades

    | Cultura

    Promovido pelo Governo de Pernambuco, por meio da Secult-PE e Fundarpe, o evento contou, nesse sábado (22), com duas ações voltadas para a preservação do patrimônio

    Chegando ainda na metade da sua programação, a 13ª Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco, promoveu, neste sábado (22), dois importantes encontros sobre a salvaguarda dos bens materiais e imateriais de Pernambuco. O primeiro deles, o “Reflexões acadêmicas sobre o patrimônio cultural: produção dos cursos de Arquitetura e Urbanismo de PE”, que acontece desde 2017, reuniu estudantes de arquitetura de cinco instituições acadêmicas pernambucana, que compartilharam, pelo Google Meet, pesquisas acadêmicas sobre patrimônios históricos do Estado.

    Outra atividade foi uma edição da live Conexão Patrimônio, intitulada “Iphan e a salvaguarda do Patrimônio Imaterial de Pernambuco”, com a participação de Giorge Bessoni, cientista social do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Iphan-PE), e de Marcelo Renan, da Gerência de Preservação do Patrimônio Cultural da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe).

    Realizada pelo Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e Fundarpe,  a Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco teve este ano o tema “Janelas do Patrimônio: Novos Olhares, Estratégias e Conexões”, propondo uma reflexão sobre o patrimônio cultural do Estado nesse momento que atravessa a humanidade e estimulando um novo olhar para o patrimônio por parte da população.

    Por conta da pandemia, pela primeira vez a programação da Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco foi 100% virtual, com todas as suas ações transmitidas nos canais da Secult-PE e Fundarpe no Instagram (@culturape) e Youtube (youtube.com/seculpe), além de atividades no Google Meet e no Portal Cultura.PE (www.cultura.pe.gov.br). Também pela primeira vez, todos esses encontros estão disponíveis na internet para quem quiser assisti-los.

    Segundo Renata Echeverria, coordenadora da Semana, o fato da programação deste ano ser toda virtual possibilitou que o evento pudesse chegar dentro da casa das pessoas, alcançando um público que talvez não participasse presencialmente das atividades.

    “Para se ter uma ideia, o Seminário de Educação Patrimonial, realizado na última quarta (20) e quinta-feira (21), teve quase 700 visualizações nos dois dias. Em edições presenciais da mesma atividade e em anos anteriores, conseguíamos reunir um público estimado em 100 professores da rede pública. Ou seja, só nessa ação, tivemos sete vezes mais participantes do que a média das outras edições”, celebra Renata Echeverria.

    Os outros seminários e webnários, transmitidos no Google Meet e Youtube contam com aproximadamente 5.200 visualizações. A conferência de abertura da Semana, com a participação do professor Antonio Augusto Arantes Neto (UNICAMP), por exemplo, teve mais de 660 visualizações até hoje. Também participaram desse debate Gilberto Freyre Neto, secretário de Cultura de Pernambuco; Marcelo Canuto, presidente da Fundarpe; e Renata Borba, superintendente do Iphan-PE.

    No Instagram @culturape aconteceram os encontros Conexão Patrimônio, que somados totalizam mais de 3.200 visualizações. Participaram desses debates Maria Paula Costa Rêgo, bailarina e assessora de Dança da Secult-PE; a arquiteta e urbanista Amélia Reynaldo, A fotógrafa Roberta Guimarães; Márcia Souto, diretora de Promoção da Economia Criativa da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (ADDiper)c; e Rodrigo Novaes, secretário de Turismo e Lazer de Pernambuco.

    Este ano, a programação da Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco se espalhou por 11 municípios pernambucanos e contou com diversos parceiros, como as Secretarias Estaduais da Mulher (SecMulher-PE) e da Educação e Esportes (SEE-PE), o Iphan-PE, o Cais do Sertão e o Paço do Frevo. Além das atividades previstas na semana de 17 a 22 de agosto, outras ações vão acontecer até o final do mês. Clique aqui e confira a programação.

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  • Funase promove cursos para todos os adolescentes do Case/Cenip Arcoverde

    | Educação, Cultura

    funase cursos profissionalizantes

    Funase promove cursos para todos os adolescentes do Case/Cenip Arcoverde

     Atividades incluem temas nas áreas de alimentação, artesanato e libras

     A Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase) está promovendo, nesta semana, cursos profissionalizantes voltados a todos os 17 adolescentes em internação no Case/Cenip Arcoverde, no Sertão. As formações estão sendo viabilizadas graças a uma parceria com o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), responsável pela certificação das atividades. Estão sendo ofertadas aulas nas áreas de alimentação, artesanato e libras, com respeito às normas de distanciamento social decorrentes da pandemia.

     As aulas estão sendo ministradas por três agentes socioeducativos. No início da semana, oito socioeducandos iniciaram os cursos de Artesanato em Pneus e de Libras, cada um com quatro alunos. Já na terça (18), começou a ser ofertado o curso de Artesanato em Feltro. A aula inaugural teve a participação de cinco alunos, que aprenderão a desenvolver peças para enfeites e decoração.

     Outros quatro alunos participarão, a partir desta quinta (20), do curso de Culinária Básica, por meio do qual serão instruídos sobre como fazer doces finos, trufas, ovos de páscoa, pães, pizzas, coxinhas e bolinhos fritos. Todos os estudantes terão aulas de noções de empreendedorismo. Como trabalho de conclusão do curso, terão que elaborar uma feira gastronômica dentro da unidade. Esse e os demais cursos estão sendo coordenados pela equipe do Eixo Profissionalização, Esporte, Cultura e Lazer da Funase.

     “O início dos cursos está atrelado ao retorno das atividades, proporcionando aos adolescentes um momento importante de aprendizado, através de que eles terão a oportunidade de desenvolver novas técnicas. Estamos, de fato, cumprindo com o que rege a proposta pedagógica da Funase, que é proporcionar a profissionalização dos nossos socioeducandos. Eles estão adorando as aulas e aproveitando cada momento das atividades ofertadas”, diz a coordenadora geral do Case/Cenip Arcoverde, Paula Cibele.

     Imagens: Divulgação

    Cidades: Arcoverde
    Assuntos: Funase, Cenip Arcoverde, CIEE
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