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Samuel, o homem que transformou noite em dia

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Por trás da iluminação LED e mais econômica do Parque Aquático do Centro Esportivo Santos Dumont, está o trabalho do engenheiro elétrico e professor.

Marcionila Teixeira

Há quem diga que Samuel transformou noite em dia. O fato teria se dado no Parque Aquático do Centro Esportivo Santos Dumont, no bairro de Boa Viagem, Zona Sul do Recife. Não se trata de poderes divinos atribuídos ao engenheiro elétrico e professor Samuel Justino de Melo, 55 anos. Seria, na verdade, um reconhecimento pela sua capacidade de aplicar eficiência energética por onde passa. Aprendeu sobre isso antes de se tornar servidor público, e agora tenta “contaminar” os colegas com as mesmas ideias.

O Santos Dumont surgiu para Samuel como um desafio no campo da racionalização de energia. Com o tempo, mudar o sistema, considerado arcaico, tornou-se um propósito. “Hoje eu posso dizer que é o melhor parque aquático do Norte e Nordeste. O sistema de iluminação foi trocado da lâmpada a vapor para a LED. Trabalhamos no espaço como um todo, desde a origem do condutor elétrico, a proteção, o direcionamento, o projeto e a fiscalização. O sistema já foi aplicado e aprovado, inclusive com competição de natação à noite”, explica o engenheiro e professor.

Samuel disse que, além da mudança visível na luminosidade do ambiente, a economia de energia alcançou os 35% em todo o Complexo Santos Dumont, do qual o parque aquático faz parte. Ele agora sonha em levar a proposta de racionalização de energia para os outros ambientes da Secretaria de Educação e Esportes, onde está como professor cedido, atuando como engenheiro.

Dia desses, em um domingo de folga, Samuel se preparava para almoçar quando foi surpreendido com uma ligação telefônica oriunda do parque aquático. Os postes estavam dando choques e os funcionários ficaram preocupados porque havia uma competição em andamento. O engenheiro deixou o Litoral Norte, onde estava, e seguiu para a Zona Sul. “Quando o assunto é segurança, deixo tudo e penso nas pessoas. Temos que nos colocar no lugar das pessoas”, observa.

Samuel diz ter orgulho de ser servidor público. Para ele, o sentimento é parecido na maior parte da categoria. “Penso que há uma distorção grande na percepção das pessoas sobre o servidor. Assim como eu, existem outras pessoas que se orgulham de serem servidores públicos. Para mim, não tem tempo ou hora, e não estou preocupado com status, mas em ser alguém que respeita, que serve de maneira digna e ética. Essa é a chave para o servidor”, receita.

Em três meses, ele volta da licença prêmio como docente e reencontra, remotamente, os alunos do Ensino Médio ou da Educação de Jovens e Adultos. Tem diabetes e é considerado do grupo de risco na pandemia do novo coronavírus. Seguirá de dia, engenheiro, e à noite, professor. “As duas profissões me completam, são como uma doação em minha vida. Ser professor é participar do processo de transformação social. O engenheiro também faz acontecer, porque está na base estrutural da política de transformação”, raciocina.

O parque aquático foi reinaugurado em março, com um investimento de R$ 7,5 milhões. O espaço conta com duas piscinas consideradas de padrão internacional. Uma delas tem 50 metros de comprimento por 25 de largura e dez raias. A outra, 25 metros de comprimento por 12,5 metros de largura, com seis raias. A nova arquibancada tem capacidade para 1.263 pessoas. O centro foi construído em 1974.

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