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Dia de combate ao câncer de próstata: acompanhamento periódico da saúde pode levar à detecção precoce


SES-PE e Inca destacam a importância de hábitos saudáveis para evitar a ocorrência de neoplasias e de outras doenças crônicas

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), em 2020, são esperados mais de 2,6 mil casos de câncer de próstata em Pernambuco. Essa neoplasia, que tem seu dia mundial de combate nesta terça-feira (17/11), é a segunda mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma) e os casos, normalmente, ocorrem a partir dos 65 anos (em média, 75% são a partir dessa idade). No Estado, é o que mais causa mortes entre o público masculino, totalizando mais de 3,7 mil óbitos entre 2015 e 2019. Manter hábitos saudáveis é uma forma de evitar esse tipo de doença. Já para detecção precoce, é importante ficar atento a alguns sinais e sintomas, que podem ser avaliados a partir das consultas de rotina com um médico clínico.

Segundo a Gerência de Saúde do Homem e do Idoso, além do câncer de próstata, é preciso discutir a integralidade da saúde masculina. Para isso, é preciso estimular a prática de atividades físicas, alimentação saudável e a manutenção do peso corporal adequado, além de evitar fumar e consumir bebida alcoólica. Essas são medidas que podem evitar não só a neoplasia de próstata, mas diversas outras enfermidades. A Gerência destaca, ainda, que outras doenças crônicas são comuns entre os homens, com o diabetes mellitus e a hipertensão, popularmente conhecida como pressão alta. O acompanhamento periódico da saúde, nos serviços de Atenção Primária (Saúde da Família, Unidade Básica de Saúde), com o médico de família e comunidade ou com o clínico geral e, também, com o cirurgião dentista, viabilizam o diagnóstico precoce dessas e de outras condições clínicas, possibilitando intervenções mais efetivas e minimizando os riscos de complicações, sequelas e até mesmo de morte.

O Inca alerta que o homem precisa ficar atento a alguns sinais que podem levantar a suspeita do câncer de próstata: dificuldade de urinar ou demora em começar ou terminar o ato, o aparecimento de sangue na urina, diminuição no jato urinário e/ou a necessidade de urinar mais vezes ao dia. A detecção pode ser feita por meio da investigação, com exames clínicos, laboratoriais ou radiológicos, de pessoas com esses sinais e sintomas sugestivos. Para que haja o diagnóstico definitivo, é preciso fazer uma biópsia da próstata. É preciso reforçar que algumas alterações na próstata são benignas e que, com o avançar da idade, é comum que a glândula tenha seu tamanho aumentado.

Entre os exames específicos para detecção do câncer de próstata, há o toque retal, para que o médico avalie tamanho, forma e textura da glândula; e o PSA, exame de sangue que mede a quantidade de uma proteína produzida pela próstata e, com níveis altos, pode ser uma indicação para a neoplasia. O Inca reforça que não há evidências científicas sobre o rastreamento (aplicação de exames em indivíduos saudáveis, sem sinais ou sintomas da doença, com o objetivo de detectar a doença em fase pré-clínica) do câncer de próstata e recomenda o acompanhamento de rotina do homem em sua integralidade, além da busca de um médico ao aparecerem os sinais e sintomas sugestivos, para que seja avaliado o melhor método diagnóstico.

Para tratar o câncer, há diversos métodos, como cirurgia, radioterapia, tratamento hormonal. A escolha do tratamento deve ser a partir da discussão do paciente com um especialista, que deve informar os riscos e benefícios de cada um.

OUTRAS NEOPLASIAS - Neste ano, o Ministério da Saúde (MS) reforça a importância de abordar outros cânceres que podem acometer o público masculino, como o de pênis. Considerado raro, essa neoplasia provocou 11 óbitos masculinos entre 2015 e 2019. Segundo o Inca, ele é mais comum a partir dos 50 anos e, entre os fatores de risco, está a má higiene íntima e a infecção pelo HPV, o que reforça a importância do uso de preservativo nas relações sexuais, bem como da vacinação contra o HPV em meninos de 11 a 14 anos de idade. Já o sinal mais comum dessa doença é o aparecimento de ferida ou úlcera persistente, além de secreção branca (esmegma).

Outro câncer destacado é o de boca, que tem como fatores de risco: infecção pelo HPV, tabagismo, consumo regular de bebida alcoólica e exposição ao sol. Entre os sintomas apresentados, lesões persistentes, rouquidão, nódulos no pescoço e, nos casos mais graves, dificuldade na fala, na mastigação, na deglutição e para movimentar a língua. Em Pernambuco, foram mais de 1,3 mil óbitos entre 2015 e 2019 de neoplasias no lábio, cavidade oral e faringe.

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