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Josely, a técnica em enfermagem que ama cuidar de pessoas

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“Cuidamos dia e noite do amor de outras pessoas, enquanto deixamos quem amamos em casa”

 *Por Flávia de Oliveira

A técnica em enfermagem Josely Catherine Gomes de Oliveira, 40 anos, leva sempre consigo a frase do indiano Mahatma Gandhi: “Quem não vive para servir, não serve para viver”. Assim que passou a frequentar o Ministério de Visita aos Enfermos, na época, levado à frente por uma Igreja Batista, teve ainda mais certeza da verdade contida naquele pensamento e, também, de sua missão. Duas vezes, tentou realizar o sonho de infância de ser médica, mas o vestibular muito competitivo e uma base escolar frágil atrapalharam a conquista. O plano de cuidar, ajudar e aliviar o sofrimento alheio, no entanto, continuou pulsando firme. Era como um chamado. E ela atendeu. Resolveu ingressar no curso de auxiliar de enfermagem em 1998, aos 18 anos.

“Quando fiz o curso de auxiliar de enfermagem, me identifiquei ainda mais com a profissão. Sempre falo que está em minhas veias e nunca mais deixei de servir às pessoas”, reflete Josely. Desde 2006, por meio de concurso público, Josely Catherine está lotada no Pronto-Socorro Cardiológico de Pernambuco Professor Luiz Tavares, da Universidade de Pernambuco (Procape-UPE), no bairro de Santo Amaro, Centro do Recife. Lá, atua na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para adultos, onde faz controle de medicação, banho e dieta de pacientes. A profissional também atuou no Hospital da Restauração e no Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (CISAM-UPE), ambos na capital.

Em abril, considerado um dos meses mais críticos da pandemia da Covid-19 em Pernambuco, a enfermeira vivenciou um momento difícil. Assim como outros profissionais da área, contraiu o novo coronavírus. O afastamento ocorreu logo após a percepção dos primeiros sintomas. Apreensiva para retornar ao Procape depois de 14 dias de isolamento em casa,

tempo estimado pelas autoridades sanitárias para evitar novos contágios, Josely cogitou a ideia de renunciar depois de dezoito anos de profissão.

O pensamento foi tomado pelo amor ao que faz. Com sintomas considerados leves, como perda do paladar e olfato, tosse e falta de apetite, a enfermeira travou uma luta emocional por medo de contaminar as duas filhas adolescentes e o marido, que saíram ilesos da contaminação pelo vírus. Além de ter ficado consternada por causa das mortes de colegas de profissão contaminados pela Covid-19.

Depois da experiência, Josely passou a compreender muito mais o valor da profissão e a reconsiderar o significado da vida e das pessoas. “Devemos viver o hoje intensamente, porque o amanhã é improvável. Amar mais, sorrir mais, elogiar mais. Valorizar a vida. Porque os bens materiais não têm valor se comparados ao dom de viver, uma vez que o dinheiro não compra saúde e momentos com as pessoas que amamos”, reflete.

:: Flávia de Oliveira é estagiária de jornalismo da Secretaria de Imprensa de Pernambuco

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