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Tereza, uma mulher de muita fé

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Servidora da Seplag habituou-se a ir à missa perto do trabalho na hora do almoço, onde aproveita para rezar pelos colegas

* por Marcus Andrey

A história da servidora Tereza Cristina Cavalcanti Travassos Moreira, de 67 anos, não é sobre uma religião específica, mas sobre sua espiritualidade. Um altruísmo inato retroalimentado pelos dogmas que ela resolveu acreditar e seguir, mas que cabe na vida de qualquer pessoa, de todas as religiões. O sentimento puro e inocente pela ótica de quem crê, sobretudo, em praticar a bondade e o amor ao próximo. Esse olhar sobre o outro, que ao invés de subtrair ou dividir, soma. Tereza gosta de rezar e “fazer o bem sem olhar a quem”.  Um dia, ela descobriu uma missa, sempre às quintas-feiras, na Igreja Nossa Senhora da Piedade, na Rua do Lima, a um quarteirão do seu trabalho, na Secretaria de Planejamento e Gestão do Estado de Pernambuco (Seplag).

Tereza começou a servir ao Estado aos 29 anos, em 1982, na Secretaria de Turismo, Cultura e Esportes. Com a extinção da pasta, passou a integrar o quadro da Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo e, posteriormente, foi lotada na Seplag, onde desempenha a função de secretária de apoio ao gabinete. Muitos de seus colegas já tiveram seus nomes mencionados em voz baixa nas orações feitas por ela. Alguns nem sequer tomaram conhecimento que figuraram nas rezas de Tereza.

A solidariedade pelos enfermos é o único momento em que ela sai do anonimato e diz: “Vou rezar por essa pessoa hoje mesmo!”. Suas orações seguem um roteiro de agradecimento pelas graças alcançadas em sua vida, como a cura do marido que teve dois melanomas agressivos em 2018. “Pedidos, agora, somente para os outros. Faço por amor e me sinto muito bem em poder fazer alguma coisa pelo próximo", pontua.

Nascida no Dia de São José, 19 de março, acha que possui duas características de personalidade atribuídas ao santo carpinteiro: a humildade e a vontade de trabalhar. 

Na infância, Tereza estudou no Colégio das Damas da Instrução Cristã, um educandário de freiras que só aceitava moças. Lá, conheceu e se apegou à fé católica e passou a praticá-la em sua essência, seguindo o preceito fundamental do amor ao próximo. A partir de então, conduziu sua vida sob três poderosos alicerces morais: empatia, gentileza e caridade.

Além de frequentar a missa, Tereza se envolveu nas ações sociais da paróquia, ajudando a arrecadar alimentos não-perecíveis e doações  de roupas para ajudar moradores de Santo Amaro. Hoje, afastada da Seplag por causa da pandemia da Covid-19 e por pertencer ao grupo de risco, ela tem rezado prioritariamente em casa.

Com a retomada parcial das celebrações eucarísticas, passou a visitar o Convento de São Félix da Ordem dos Capuchinhos, no bairro do Pina, em horários de pouca visitação e tomando todos os cuidados (máscara, álcool gel em uma mão e terço na outra). "Penso que se as pessoas fossem menos egoístas e se doassem mais, o mundo seria bem melhor", ensina Tereza.

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