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Emídio Dantas Barreto

Quando o militar Emídio Dantas Barreto (*1850 +1931) resolveu disputar o Governo de Pernambuco, em 1911, surgia um dos períodos mais agitados da política estadual.

Quando o militar Emídio Dantas Barreto (*1850 +1931) resolveu disputar o Governo de Pernambuco, em 1911, surgia um dos períodos mais agitados da política estadual. Francisco de Assis Rosa e Silva, o Conselheiro Rosa e Silva, era apoiado pelas forças políticas e Dantas Barreto pelas tropas do Exército - o 49º Batalhão de Caçadores - sob o comando do General Carlos Pinto. Este último era o encarregado de enfrentar os combates de ruas, travados entre “rosistas” (partidários de Rosa e Silva) e “dantistas” (partidários de Dantas Barreto). Depois das eleições, o jornal “Diário de Pernambuco” anunciava Rosa e Silva como o vencedor, com 21.613 votos, ficando Dantas Barreto com 19.585 votos.

Mas, os partidários do militar não se conformaram com o resultado das urnas e o Recife passaria a viver uma série de incidentes violentos, que convergiram para a paralisação dos bondes, o fechamento de cinemas e casas comerciais, e o grande temor da população em sair às ruas. Em 12 de novembro de 1911, ocorreu um tiroteio no centro do Recife e um dos principais alvos desse confronto era, precisamente, a redação do jornal Diário de Pernambuco, de propriedade de Rosa e Silva. Posteriormente, houve um incidente ainda mais grave: com o apoio das tropas do Exército, grupos populares atacaram os quartéis da polícia. O Palácio do Governo também foi atacado e os tiros, partindo do Cais do Apolo e do Forte do Brum, quase mataram Estácio de Albuquerque Coimbra (1911/1926-1930), então governador de Pernambuco e uma pessoa de total confiança de Rosa e Silva.

Depois de 24 de novembro, a polícia passou a revistar as pessoas que circulavam pelas ruas; os trens foram paralisados (com pedidos de garantias à guarnição para as estações do Brum, Cinco Pontas e Central); as escolas de Direito e de Engenharia suspenderam as provas e houve tiroteio no Ginásio Pernambucano. A cidade entrou em caos. Dessa vez, no entanto, o General Dantas Barreto era apontado como o legítimo governador do Estado, tendo vencido Rosa e Silva por uma diferença de 1.164 votos. Isto selou o desfecho do predomínio do “rosismo”, uma forte oligarquia que permanecera no poder de 1896 a 1911, e que, através das alianças, dominara a polícia, o Tesouro, o fisco.

Como governador de Pernambuco, uma de suas inúmeras ações foi a de decretar a mobilização da polícia, a fim de conter os imensos prejuízos causados pelos bandoleiros que se engajavam no cangaço. Neste sentido, despachava, para o interior, inúmeras forças volantes, com o intuito de combater o cangaço.

Emídio Dantas Barreto
1911 / 1915