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  • Telona do cinema São Luiz exibe filme-cartas produzidos e protagonizados por internos da Funase

    | Juventude, Cultura

    Evento apresentou a quase 300 pessoas o resultado do trabalho realizado pelo projeto Cartas ao Mundão em unidades socioeducativas

    Na última terça-feira (08), a Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase) viveu, no Cinema São Luiz, uma manhã de celebração, muita emoção e aplausos. Cerca de 40 socioeducandos se uniram a uma plateia de quase 300 pessoas para assistir à exibição dos filme-cartas produzidos e protagonizados por eles mesmos. O material é resultado do trabalho realizado, durante sete meses, pelo projeto de cinema e educação, Cartas ao Mundão, em cinco unidades de atendimento socioeducativo. 

    Além dos filme-cartas, foram exibidos exercícios de produção de cinema e fotografia. Pelas lentes do cinema os alunos relataram o cotidiano dentro das unidades, mostraram a indiferença com que são muitas vezes tratados pela sociedade, o acolhimento, a espera pela liberdade, a euforia da juventude, a esperança de dias melhores, o desejo de seguir um novo caminho, entre outros sentimentos. 

    Muitos dos adolescentes presentes na Mostra Audiovisual nunca tinham ido ao cinema, como foi o caso de R.L​.​X​.​S​., de 16 anos. “Senti uma grande emoção em ver um vídeo que a gente nem sabia que ia ter tanto interesse assim, e que acabou vindo parar aqui. Muitas pessoas podem achar que isso não é nada, mas com essa oportunidade sentimos que estão dando valor às nossas qualidades e quebrando um pouco o preconceito da sociedade”, disse o adolescente que sonha em ser advogado. “Quero ajudar outros adolescentes assim como estou sendo ajudado”. 

    Segundo o coordenador geral do projeto, Caio Sales, é muito simbólico que essa Mostra Audiovisual tenha acontecido no Cinema São Luiz, um dos últimos cinemas de rua ainda existentes no País. “Ser no Cinema São Luiz fez todo sentido porque dentro do projeto temos esse exercício de tentar democratizar o acesso aos filmes. Isso faz parte de um modo de produção e de pensar cinema ao qual estamos ligados, pensar o cinema como uma expressão democrática e como política pública”, enfatizou. 

    Os profissionais da rede estadual de educação foram peças fundamentais para o desenvolvimento do projeto e na ocasião foram representados pelo Coordenador de Políticas Públicas em Educação no Atendimento Socioeducativo na Gerência de Políticas Públicas Educacionais em Educação Inclusiva, Direitos Humanos e Cidadania, Hugo Regis. “Amor é a palavra. Vejo que tem muito amor nesse projeto. Todos nós tivemos alguém que em algum momento da vida nos estendeu a mão. Estamos aqui para sermos parceiros dos adolescentes, segurar a mão e seguir junto com eles. Eles são nossos estudantes, olhamos para eles como alunos e alunas da nossa rede de ensino”, destacou. 

    Para a Diretora Geral de Política de Atendimento (DGPAT), Iris Borges, esse foi um momento de celebração e de orgulho, carregado de reflexões. “A cultura e a arte, de uma forma geral, são caminhos que nos mostram que temos como viabilizar oportunidades diferentes de vivenciar novos projetos de vida junto aos nossos socioeducandos. Esse momento foi muito rico e, com certeza, saímos daqui com reflexões que vão nos levar a qualificar cada vez mais o nosso trabalho”, destacou.  

    Ao todo, o projeto atendeu 150 jovens oriundos dos Cases Santa Luzia, Jaboatão dos Guararapes, Vitória de Santo Antão, Abreu e Lima e Cabo de Santo Agostinho, além do Centro de Internação Provisória (Cenip) Recife. Todos os filmes-carta e exercícios produzidos pelos estudantes nas oficinas serão inscritos em festivais que prezem por projetos experimentais, ou temáticos sobre Direitos Humanos. O material pode ser conferido no canal do Youtube do projeto (https://goo.gl/v6qei3), que deve iniciar sua segunda edição no segundo semestre.  

    Estiveram presentes ainda na Mostra Audiovisual realizada no Cinema São Luiz a Gerente Geral do Sistema Socioeducativo, Suelly Cysneiros, representantes do Poder Judiciário, do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC), dos Conselhos de Defesa da Criança e do Adolescente, do Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (Gajope) e funcionários da Funase. 

    As atividades do projeto Cartas ao Mundão contam com o apoio da Funase e são realizadas pela Zentrum Produções, em parceria com o Inventar com a Diferença: Cinema, Educação e Direitos Humanos e Gerência Geral de Políticas Educacionais de Educação Inclusiva, Direitos Humanos e Cidadania, da Secretaria de Educação de Pernambuco e da Federação Pernambucana de Cineclubes (Fepec).​

     
     
     
    Cidades: Abreu e Lima, Cabo de Santo Agostinho, Jaboatão dos Guararapes , Recife, Vitória de Santo Antão
    Assuntos: projeto cartas ao mundao, funase, fepec, cinema sao luiz
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  • Música no Palácio apresenta SaGRAMA

    | Cultura

    SaGRAMA

    Mais uma edição do projeto Música no Palácio será realizada neste domingo (06.08). A programação, que é gratuita, contará com a apresentação do grupo SaGRAMA, a partir das 10h, no hall de entrada do Palácio do Campo das Princesas, sede do Governo de Pernambuco. A iniciativa é coordenada pelo Conservatório Pernambucano de Música (CPM). Na ocasião, o público ainda pode se aprofundar na história de Pernambuco e do Brasil, desfrutando da visita guiada no prédio.

    grupo SaGRAMA foi criado em 1995, no Conservatório Pernambucano de Música, por iniciativa do Professor e Flautista Sérgio Campelo. O grupo, formado por nove integrantes, trabalha a música pernambucana baseada nas manifestações da cultura popular, com uma linguagem mais elaborada e erudita. Constituído de instrumentos acústicos, os músicos buscam o máximo de efeitos sonoros em suas composições.

    O conjunto já compôs e gravou trilhas sonoras para filmes como o “Auto da Compadecida”, do escritor Ariano Suassuna; e “O Brasil império na TV”, das diretoras Fátima Accetti e Cynthia Falcão; além de composições para diversas peças teatrais. O SaGRAMA possui oito CDs e um DVD gravados e vendidos em todo Brasil.

    PROGRAMAÇÃO – A próxima edição do projeto Música no Palácio receberá, no dia 3 de setembro, a apresentação do Coro de Câmara do CPM. Sob a regência da maestrina Mônica Muniz, o Coro contempla um repertório que vai da música sacra à ópera. O evento também será aberto ao público, a partir das 10h.

    SERVIÇO:

    Projeto Música no Palácio - SaGRAMA

    Data: 06 de agosto (domingo)

    Hora: 10h

    Entrada gratuita

    Local: Hall do Palácio do Campo das Princesas, Praça da República, S/N - Santo Antônio, Recife

    Cidades: Recife
    Assuntos: sagrama, conservatorio pernambucano de musica, musica no palacio
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  • Cepe lança livro com preciosas dicas para fazer arranjos de frevo de rua

    | Cultura
    Arranjando frevo de rua
    Escrita pelo professor de música, compositor e arranjador Marcos FM, obra será lançada às 18h desta quinta-feira (03.08), no Conservatório Pernambucano de Música
     
    Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro desde 2007, ano do seu centenário, quando foi inscrito pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Livro de Registro das Formas de Expressão, a partir de 2012, título concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

    Devido à sua importância artística, cultural e histórica, o frevo tem, nos últimos anos, colecionado uma série de distinções dentro e fora do Brasil – como o título de Patrimônio Imaterial da Humanidade, concedido pela Unesco –, mas, de acordo com especialistas, o ritmo ainda precisa ser “sistematizado”, ou seja, carece de ações que preservem suas raízes, para que não passe por transformações que o descaracterize.

    Uma boa iniciativa nesse sentido é o livro Arranjando frevo de rua – Dicas úteis para orquestra de diferentes formações, do professor de música, compositor e arranjador Marcos Ferreira Mendes, mais conhecido como Marcos FM, que a Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) lançará depois de amanhã (quinta-feira, 03.08), às 18h, no Conservatório Pernambucano de Música (CPM), dentro das comemorações dos 87 anos da instituição. Durante o lançamento, haverá apresentações da Orquestra Quebramar, regida pelo próprio Marcos FM, e do Spok Quinteto.

    A gênese do livro é explicada pelo próprio autor, na Introdução da obra, onde também conta, de forma sintética, a história do frevo, nascido nas décadas finais do século 19: “Acredito que esse livro preencherá uma lacuna de mais de um século sem material didático da área de arranjo direcionado ao frevo de rua. (…) Quando fui convidado para ministrar um curso de orquestração e arranjo no Paço do Frevo, em Recife, notei que não contávamos com nenhum material didático dessa natureza. A partir daí, comecei a elaborar o trabalho que está em suas mãos”.
    Cidades: Recife
    Assuntos: cepe, musica, frevo, arranjando frevo de rua, livro
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  • Festival de Inverno de Garanhuns celebrou a criatividade em sua 27ª edição

    | Cultura

    Apostando em artistas com trabalhos relevantes e recentes, em dez dias de evento o FIG apresentou um panorama da produção cultural contemporânea brasileira

    Todo mês de julho temos um encontro marcado: durante dez dias, Garanhuns se transforma em um lugar idílico onde a arte está nos palcos, nas ruas, nos parques. Nesta 27º edição do Festival de Inverno de Garanhuns, a arte esteve sim em todos os lugares. Mais foi além: trazendo uma programação urgente, necessária e contemporânea, o FIG entrou nos corações dos que conferiram artistas de todas as vertentes, estilos e propostas. Não poderia ser diferente em uma edição em que o grande homenageado é o músico cearense Belchior. Política, em sua mais ampla definição, e a poesia, em todas as formas, são o legado de Belchior que marcou o FIG deste ano. Tudo isso com casa cheia: a praça Mestre Dominguinhos, termômetro do FIG, recebeu um público de 250 mil, sem contar quem prestigiou os demais espaços deste ano. 

    Na música, a praça Mestre Dominguinhos foi o local para as multidões. Uma vitrine para a música brasileira, o palco apresentou lançamentos de jovens artistas e reverenciou o trabalho de medalhões da nossa música. No Tributo a Belchior, já na primeira noite do polo, músicos de todas as gerações se reuniram: de Angela Ro Ro ao pernambucano Juvenil Silva. Era uma amostra do que estava por vir. No sábado (22), por exemplo, a veterana Baby do Brasil, com seus mais de 30 anos de carreira e carisma ímpar, fez uma apresentação histórica no FIG. Com a revelação Alice Caymmi, que tocou na mesma noite, não foi diferente: o público foi abaixo com sua performance enérgica.

    Na crista da onda, a banda BaianaSystem fez as mais de 15 mil pessoas pularem a noite toda, enfrentando chuva e frio em plena terça-feira. Dois dias depois, no mesmo palco, Chico César levou a delicadeza e o vigor do seu novo disco, Estado de poesia, para a praça Mestre Dominguinhos cantar junto. 

    Nos palcos Pop e Som na Rural a única certeza era encontrar artistas que estão despontando com obras fortes e originais – e se deixar ser impactado. Foi o caso da banda paulista, com integrantes mexicanos, Francisco, el hombre que arrastou uma multidão na segunda-feira do festival. A apresentação musical-performática do Não recomendados também mexeu com o público. Tudo isso mesclado com nomes que estão na estrada há anos e continuam se desafiando criativamente, como a banda Devotos e a cantora Marina Lima, que se apresenta neste sábado (29) ao lado da jovem banda paraense Strobo. 

    Com uma programação musical que não se ateve ao ibope, mas à qualidade artística, o FIG cativou um público fiel, mesmo com o frio e a chuva não dando trégua. Até artistas muito populares, como Zeca Pagodinho e Fafá de Belém, levaram ao palco shows recentes e relevantes. O sambista, por exemplo, apresentou para 40 mil pessoas o show do disco que venceu o Prêmio da Música Brasileira neste ano. 

    A originalidade que marcou esta 27ª edição do FIG se revelou também na escolha de shows e montagens inéditos, feitos especialmente para o festival. Foi o caso da linda apresentação do Projeto Setenta com Sete, que reuniu alguns dos melhores sanfoneiros do Nordeste, como Waldonys e Mahatma, para celebrar os 70 anos de gravação do hino Asa Branca. No teatro, tivemos o espetáculo Cabaré Brecht, com a genial Cida Moreira e o retorno ao tablado da atriz Maeve Jinkings. Exibições únicas, especialmente para o FIG. 

    IMPRESSÕES - “O FIG amadurece nesta edição como um festival que traz o novo. A excelência artística foi a marca deste FIG, isto é uma afirmação que ouvimos dos artistas e da imprensa especializada que esteve aqui cobrindo o festival e noticiando este evento para o Brasil e para o mundo. E dentro deste recorte, a presença dos artistas pernambucanos nos alegra e dá a certeza de que estamos, no âmbito da política pública de cultura, na construção correta, que se reflete no fortalecimento da já rica e diversa cena cultural do estado, incluindo seus patrimônios culturais e as manifestações mais tradicionais de nossa cultura”, diz Márcia Souto, presidente da Fundarpe.

    Márcia destaca ainda, na programação do FIG, as ações de inclusão, como as oficinas de Hip Hop para reeducandos da Funase e as do Funcultura. A Batalha de MCs e o teatro de rua também incrementaram a programação do festival este ano.

    “Neste ano, reafirmamos a vocação de diversidade cultural do FIG em todas as linguagens. Reafirmamos também a importância de projetos especiais, a valorização dos artistas pernambucanos, que chegam aqui com novos trabalhos, e a importância do edital – mais de 90% das atrações foram escolhidas por meio dele. É um recorte que dá uma ideia do que está acontecendo nas artes do Brasil, com Pernambuco se sobressaindo”, destacou o coordenador geral do FIG, André Brasileiro.

    Para o secretário Estadual de Cultura, Marcelino Granja, esta edição marca uma resistência do valor da cultura em meio a um cenário de crise. “Vários jornalistas de fora do estado ficaram impressionados pela grandiosidade do evento e da capacidade de Pernambuco realizar uma atividade cultural e artística como FIG neste momento em que o País vive uma crise muito grande. É um reconhecimento de que o Governo do Estado entende a atividade cultural como um investimento, algo necessário ao desenvolvimento econômico e ao enfrentamento da própria crise”. Na sexta-feira (28), o secretário acompanhou o governador Paulo Câmara na assinatura do decreto que convoca a IV Conferência Estadual de Cultura. O evento aconteceu na Praça da Palavra Hermilo Borba Filho.


    Destaques do festival deste ano

    Plataforma FIG incluiu o festival no circuito nacional
    Novidade na programação do festival deste ano, a Plataforma FIG promoveu durante dois dias o encontro de produtores de festivais e distribuidores de discos com artistas locais e convidados para debater o mercado da música. Produtores de festivais de todo o Brasil, como Zé Ricardo, do Rock in Rio, participaram dos debates. “Ouvimos questionamentos do público que nos faz pensar e até repensar nossos próprios projetos. Ou seja, essa iniciativa do FIG é fundamental para o futuro da música. Quem pensa em música de qualidade, quem pensa em realmente uma entrega para o público de conteúdo , não só uma entrega superficial, precisa estar trocando, se atualizando e aprendendo com seus colegas de produção”, comentou Zé Ricardo. 

    Cultura popular se fortalece com a diversidade
    Com um público rotativo de 2.500 pessoas por dia, o palco da Cultura Popular Ariano Suassuna foi um grande mosaico da diversidade cultural pernambucana, com a presença de quatro Patrimônios Vivos e apresentações de manhã até à noite. “A interação entre palco e plateia garantiu um espaço lúdico de beleza ímpar onde se misturam avós, filhos e netos da cidade de Garanhuns ao lado de turistas de todo Brasil, quiçá do mundo, brincando e tudo registrando de forma pacífica e saudável”, comenta Coordenadora de Cultura Popular da Secretaria de Cultura, Teca CarlosA partir deste ano, o espaço recebeu novo nome, homenageando Ariano Suassuna. 

    Literatura para todos na Praça da Palavra Hermilo Borba Filho
    Com novo nome nesta edição, homenageando o escritor pernambucano, o espaço se consolida como um dos mais importantes do FIG, pela capacidade de reunir famílias inteiras, tendo atrações para todas as gerações. Durante os nove dias do evento, o público estimado foi de 7 mil pessoas. Destaque para a Mesa de Glosas, com poetas e poetisas do Sertão do Pajeú, e a mesa que homenageou Hermilo e contou com a presença da viúva dele, Leda Alves, João Denys e Carlos Carvalho. Importantes nomes da literatura pernambucana passaram pela Praça, deixando suas contribuições, entre eles, Marcelino Freire, Cida Pedrosa, Bené Fonteles, Paulo Vanderley, entre outros. Além dos eventos literários, a Praça também foi lugar de negócios. Os organizadores estimam que as vendas de livros e produtos movimentou mais de R$ 15 mil.

    Temas urgentes nas artes cênicas

    Circo: Esse ano o festival ampliou a participação dos circos itinerantes na programação, garantindo qualidade e diversidade de números tradicionais. Foram realizadas duas Mostras de Números Circenses. “O circo apresentou uma programação rica e com diversidade de estéticas, estimulando a cadeia produtiva e criativa da linguagem, incorporando ainda processos formativos com os artistas presentes no FIG”, conta o assessor de Circo da Secult, Jorge Clésio. A partir da Cooperação Internacional França-Brasil, que possibilitou a formação de 15 jovens circenses, de diferentes segmentos de circo, foi realizada a Mostra de Números Tradicionais, um espetáculo vibrante. A média foi de 1.100 espectadores por dia.

    Dança:
     Mais de 800 pessoas conferiram os quatro espetáculos de dança que o FIG levou ao Teatro Luiz Souto Dourado. O destaque foi para Tijolos de Esquecimento (Acupe), do Recife, Anarthas (Nalini Cia de Dança), de Goiânia (GO), e Enchente (Flávia Pinheiro), também do Recife. O público, fiel e concentrado, acompanhou a proposta da coordenadoria de Dança, de fazer com que os frequentadores do festival tivessem acesso ao que há de mais impactante na produção contemporânea brasileira.

    Teatro: 
    Violência contra a mulher, racismo, gênero e sexualidade foram alguns dos temas abordados nas peças de teatro. “O espetáculo Rosa choque, do coletivo Os conectores, impactou a plateia com temáticas urgentes, principalmente a opressão contra a mulher. No início do espetáculo, dividiram a plateia entre homens e mulheres para mostrar o sexismo na sociedade. Em determinado momento, as pessoas poderiam levantar e ir para o outro lado. A plateia levantou, se cruzou, e passou a olhar para a pessoa do outro gênero com mais delicadeza e respeito”, destaca o assessor de teatro e ópera José Neto Barbosa. Um público estimado de 3 mil pessoas conferiram as peças no Teatro Luiz Souto Dourado. A Mostra de Teatro Alternativo e o Literatura na Cena, ambos na Galeria Galpão, somaram 550 pessoas.

    Audiovisual celebra e debate o cinema pernambucano
    O Cine Eldorado recebeu um público estimado em mais de mil pessoas. Entre os destaques da programação, a exibição de filmes pernambucanos seguidos de debates, sessões infantis e a exibição do filme Amigos de Risco com acessibilidade. “As ações reforçaram a intenção de aproximar o fazer cinematográfico do público, proporcionando encontros e debates acerca da produção, roteiro e direção dos filmes, além de estimular a conhecimento das obras realizadas no Estado”, destacou a Coordenadora de Audiovisual da Secult/PE, Milena Evangelista.

    Projeto Outras Palavras distribui kits de livros
    Uma ação que vem se consolidando cada vez como um projeto estruturante no diálogo da cultura com a educação em Pernambuco. Nesta 27ª edição do FIG, reuniu um público de 385 estudantes de seis escolas públicas de Garanhuns. O projeto levou o escritor Sidney Rocha, acompanhado de Adiel Luna, para conversar sobre literatura e música popular, buscando despertar nos jovens o interesse pela arte. Ao final do evento, kits com mais de 100 livros de escritores pernambucanos foram entregues para as bibliotecas das seis escolas.

    Galeria Galpão é espaço de experimentação nas artes
    Mais de 3 mil pessoas foram conferir as exposições de fotos, artes plásticas, debates e performances que aconteceram na Galeria Galpão. A participação feminina na programação foi forte, com as ações performáticas de Carol Azevedo, Kalor Pacheco e do Coletivo Espectro, além da exposição de Joyce Torquato. Outro destaque foi a parceria com o Sesc, que possibilitou a introdução de recorte da 32ª Bienal de São Paulo, em uma série de diálogos. “A Galeria Galpão talvez seja o melhor exemplo de que o FIG não se resume ao palco Mestre Dominguinhos. A Galeria Galpão busca dialogar com o cotidiano do visitante, instigando-o a refletir a respeito de aspectos políticos, sociais e substanciais por meio das artes visuais, da fotografia, do design e da moda”, comenta Janaína Branco, coordenadora de Design e Moda da Secult-PE.

    Pau Pombo e catedral recebem música erudita e instrumental
    O parque Ruber Van der Linden, mais conhecido como Pau Pombo, é o espaço para música instrumental feita em todo o Brasil. Com um público estimado em mil pessoas por dia, o local recebeu grupos que investem em novas roupagens para ritmos tradicionais, além de nomes consagrados, como a apresentação de Betto do Bandolim com Mestre Chocho. A Catedral de Santo Antônio sediou o Programa do Conservatório Pernambucano de Música e o XIII Virtuosi na Serra sempre com casa cheia e artistas internacionalmente reconhecidos pela qualidade artística, como Edson Cordeiro e Francis Hime e Olívia Hime. 

    A diretora do Conservatório Pernambucano de Música, Roze Hazin, comemorou o sucesso da nona edição do CPM no FIG. “Com o passar dos anos fomos buscando uma programação para atender a este público. O espaço da música na catedral é um dos melhores do FIG em termos de acomodação para a verdadeira apreciação da música. Música para ser degustada como um bom vinho”, comenta Roze, que já está pensando na “super programação” que será montada para a décima edição do evento. 

    Música pop, forró e Som na Rural no Euclides Dourado
    Dentro do palco Euclides Dourado, o Som na Rural virou ponto de encontro de quem queria descobrir novos sons e apreciar a música pernambucana. A apresentação da banda Francisco, el hombre marcou época na segunda-feira do FIG. Montado do lado de fora do parque, o Palco Pop foi prestigiado por um público estimado em cinco mil pessoas por dia. Muitas estenderam a noite e se juntaram  a quem foi conferir os shows de forró que movimentaram o mesmo palco. Destaque especial para os shows dos veteranos Truvinca e Assisão.

    Artesanato com ação social
    Mais de 1.500 pessoas circularam diariamente pelos 76 estandes da feira de artesanato do FIG. Um dos destaques foi a presença de artesãos de seis cidades da Mata Sul atingidas pelas enchentes deste ano. Esta foi a nona edição da feira, e a segunda vez em que foi realizada em parceria com o Sebrae.

    Pontos de Cultura
    Pelo sétimo ano, os pontos de cultura contaram com atividades exclusivas no Casarão.  Com programação durante todos os dias do festival, o espaço abrigou discussões sobre sustentabilidade, exposição sobre o cinema de animação e oficinas de fotografia, mamulengo, frevo e percussão. 

     
    Cidades: Garanhuns
    Assuntos: fig, fundarpe, secretaria de cultura
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  • Cultura de Pernambuco sai fortalecida do 27º FIG com assinatura decreto para maior participação social nas políticas públicas

    | Cultura

    O documento, assinado durante o Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), busca ouvir a população e os artistas,
    democratizando a cultura do Estado


    GARANHUNS – Para fortalecer e valorizar a cultura pernambucana, o governador Paulo Câmara assinou, nesta sexta-feira (28.07), durante o 27º Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), o decreto que convoca a 4ª Conferência Estadual de Cultura de Pernambuco. A iniciativa visa ampliar e democratizar os processos de participação social nas políticas públicas de cultura, além de consolidar o Sistema Estadual de Cultura de Pernambuco. A memória de Ariano Suassuna também mereceu destaque, com o ato de assinatura do termo que denomina como o palco de Cultura Popular será chamado daqui por diante.

    “Esse decreto dará um rumo para o futuro da cultura do nosso Estado. É um passo importante para que ela seja preservada para as futuras gerações. Com isso, temos a certeza de que estamos construindo um Pernambuco melhor para o nosso povo. É com a cultura que vamos continuar a ajudar o povo a se formar melhor e a ficar mais antenado com o futuro que a gente quer para a nossa população”, afirmou o governador Paulo Câmara, acrescentando que a conferencia, que busca ouvir as pessoas e os artistas, terá como tema geral “Um Plano Estadual de Cultura de Pernambuco”. Nos próximos nove meses, serão realizadas 12 pré-conferências regionais – sendo uma em cada Região de Desenvolvimento do Estado – que irão abranger todos os segmentos culturais. Entre eles: artes visuais, artesanato, audiovisual, cultura popular, literatura, música e teatro.

    O governador também agradeceu à Secretaria de Cultura e à Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) pela forma como têm tratado a cultura de Pernambuco e feito com que festivais como o FIG se consolidem cada vez mais. “O festival de inverno de Garanhuns tem um clima que mostra como Pernambuco é rico, como o povo pernambucano sabe fazer e curtir e a cultura do Estado. Isso vale para todas as expressões artísticas. Essa foi uma semana de intenso movimento cultural, ao mesmo tempo, de geração de emprego e renda, mostrando a importância desse setor”, frisou.

    O secretário de Cultura do Estado, Marcelino Granja, destacou que a assinatura do decreto, que visa fomentar a cultura, ter acontecido durante o FIG, mostra o esforço do governador Paulo Câmara em avançar nessa área. “Em um festival de arte para todos os públicos e gostos como o FIG, o governador convoca essa conferência para elaborar o Programa Estadual de Cultura. Num ano difícil para o Brasil como este, precisamos reconhecer o empenho do governador em cumprir, fielmente, o programa de cultura”, afirmou.

    Durante passagem pelo município do Agreste Meridional, Paulo visitou o palco de Cultura Popular Ariano Suassuna e assistiu à apresentação do Nação do Maracatu Aurora Africana. Na sequência, o governador seguiu para o Parque Euclides Dourado, visitou os estandes de artesanato e cumprimentou expositores e visitantes, que também estavam prestigiando o FIG.

    O governador esteve acompanhado do secretário Antonio Figueira (Casa Civil); do chefe de Gabinete, João Campos; do secretário-executivo Marcelo Canuto (Casa Civil); dos deputados federais Luciana Santos e Fernando Monteiro; e do deputado estadual Claudiano Filho.
    Cidades: Garanhuns
    Assuntos: fig, fundarpe, secretaria de cultura,
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  • Concurso musical “Som Da Arena” divulga selecionados para a segunda edição

    | Cultura

    Festival terá apresentação de 18 conjuntos com conteúdo autoral 

    A Arena de Pernambuco se transformará no palco de 18 bandas amadoras do Estado na segunda edição do concurso “Som da Arena”. Este ano, 112 grupos ou artistas com trabalhos autorais inéditos se inscreveram e passaram por análises da curadoria liderada pelo famoso compositor pernambucano J. Michilles. A competição será realizada entre 6 de agosto e 10 de setembro, no estádio de São Lourenço da Mata. Em 2016, a Banda Projeto Armazém venceu a primeira edição.

    “Trazer o melhor da música pernambucana para a Arena de Pernambuco é ratificar mais uma vez a sua capacidade multiúso. Estamos ao lado da produção cultural do nosso Estado e oferecer palcos para dar mais visibilidade e revelar talentos da nossa música é extremamente gratificante”, afirmou Felipe Carreras, secretário de Turismo, Esportes e Lazer de Pernambuco.

    O alto nível dos candidatos é destaque desta edição, assim como a maior representividade feminina em relação a 2016: dos 18 conjuntos finalistas, 7 são encabeçados por mulheres, garantindo a diversidade do festival. Os grupos musicais foram selecionados por uma curadoria composta, além de J. Michilles, pelos curadores Guilherme Moura (Abril pro Rock, FIG e Funcultura), Léo Dávilo (Funcultura), Felipe Maia (produtor musical) e Riva Leboss (produtor fonográfico). Entre os critérios usados na seleção estão as qualidades artística e técnica dos concorrentes, o potencial no mercado fonográfico, a capacidade de divulgação pela internet e a ligação com a cultura pernambucana.

    “Foi um trabalho muito gratificante selecionar as 18 bandas finalistas. A escolha foi bastante difícil por conta do nível elevado dos concorrentes. Pernambuco é dono de uma diversidade cultural e musical única e valorizar a cena revelando novos talentos é uma iniciativa louvável”, pontuou J. Michilles, compositor que comandou a curadoria.

    O festival terá três etapas: a primeira fase eliminatória com as 18 bandas classificadas, a semifinal com 12 conjuntos e a grande final com seis grupos. Em cada etapa a classificação será decidida pelo voto do júri – que nas três eliminatórias será composto por Riva Leboss, Zé Brown (Faces do Subúrbio) e Nenéu Liberalquino (maestro da Orquestra Sinfônica de Recife) – e por voto popular no site e na fan page da Arena de Pernambuco.

    Os três primeiros colocados serão contemplados com apresentações com cachê em municípios a definir e apresentação no Domingo na Arena. O campeão ganhará ainda 120 horas de produção, em estúdio, de um CD composto por 10 músicas inéditas. Um olheiro do Rec Beat estará nas apresentações para selecionar uma das bandas para tocar no festival, independente do resultado.

    Programação das Eliminatórias – 2º Som da Arena

    1ª eliminatória – domingo, 6 de agosto

    - Raízes do Capibaribe - banda de coco;

    - Diogo Lins - voz e violão (MPB);

    - Flamboyant - reggae;

    - Arcanflor - regional (MPB);

    - Tai MC - hip hop;

    - Allicats - pop rock.

    2ª eliminatória – domingo, 13 de agosto

    - Colt Brothers - pop rock/folk;

    - Voismisseis - pop rock;

    - Nira Santos - rock;

    - Magnatas da Beira-mar - manguebeat;

    - Aliados CP - hip hop;

    - Mesa 4 - pop rock.

    3ª eliminatória – domingo, 20 de agosto

    - Bertony - blues regional;

    - Dio Santos - soul;

    - Albino Baru - brega pop;

    - Ela e o Bando - pop;

    - Estação 4Sete - pop rock;

    - Rua Aurora - pop rock.

    Cidades: São Lourenço da Mata
    Assuntos: arena de pernambuco, som da arena
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  • Cepe lança no FIG livros vencedores do prêmio nacional de literatura

    | Cultura
    Livros do FIG
    Criado em 2015 pelo Governo do Estado e a Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), dentro das comemorações dos 100 anos da Imprensa Oficial de Pernambuco, o Prêmio Cepe Nacional de Literatura lança às 18 desta sexta-feira (28.07), no Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), os livros vencedores de sua segunda edição.

    Na categoria Poesia, o primeiro lugar foi Arquiteturas de vento frio, do pernambucano de Vitória de Santo Antão Walther Moreira Santos; no Romance, Outro lugar, do paulista Luís Sérgio Krausz; no Conto, Dancing jeans – Baixo Augusta e outros contos, de Mílton Morales Filho, também natural de São Paulo; no Infantojuvenil, Os filhos do deserto combatem na solidão, do gaúcho Lourenço Cazarré.

    O concurso destina aos vencedores um total de R$ 80 mil, sendo R$ 20 mil para os primeiros lugares de cada uma das quatro categorias. A premiação inclui também a publicação dos livros pela Cepe Editora. A segunda edição do concurso registrou 711 inscrições, incluindo 10 brasileiros residentes em Portugal, Alemanha, Inglaterra, Estados Unidos, Japão e Uruguai.

    O julgamento foi realizado em duas etapas, com uma comissão de pré-seleção e outra de premiação, ambas formadas por pessoas de renome na área de Literatura. A primeira foi composta pelo professor de Letras da UFPE, Ricardo Postal; o escritor, professor e tradutor Wellington de Melo; o escritor, poeta, contista e tradutor Everardo Norões; e o jornalista e escritor Homero Fonseca. A segunda foi formada pela escritora Carola Saavedra, a jornalista e escritora Márcia Denser e o escritor Antônio Carlos Viana
    Cidades: Garanhuns
    Assuntos: fig, cepe, premio cepe nacional de literatura
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  • É dada a largada para mais um CineCreed

    | Cultura
    Já estão abertas, e seguem até o dia 22 de outubro, as inscrições para filmes curtas-metragens para integrar as mostras Competitiva Brasil, Competitiva Nordeste e Competitiva Pernambuco, do IX CineCreed, que este ano homenageia a Universidade Católica de Pernambuco, um dos primeiros parceiros do evento, que traz a marca da ressocialização pela arte, desde sua criação. O festival de cinema realizado dentro dos muros de um presídio, o que antes parecia apenas um sonho de seus poucos organizadores, vem ganhando fôlego a cada ano e se consolida não apenas por essa sua característica pioneira, mas pela própria qualidade de suas produções.
     
    Apenas curtas-metragens concluídos a partir do ano de 2015, com duração máxima de 20 minutos (incluindo os créditos) e sem participação no processo seletivo das edições anteriores do CineCreed, poderão ser inscritos. A curadoria e seleção dos filmes para as mostras competitivas do festival serão feitas pelo professor e crítico de cinema Alexandre Figueirôa.
     
    As mostras competitivas acontecerão nos dias 24 a 26 de novembro e serão realizadas ao ar livre, na área prisional do Centro de Reeducação da Polícia Militar de Pernambuco (CREED), localizado no bairro de Caetés II, no município de Abreu Lima, na Região Metropolitana do Recife.
     

    Histórico - O CineCreed é um festival com características bem próprias. Ele busca a ressocialação dos homens presos na unidade através da cultura. Os exibidores são cineastas profissionais que levam seu trabalho para uma comissão julgadora formada também por profissionais. Aos detentos, fica o prazer de apreciar os filmes ao lado de familiares e membros da comunidade que vive no entorno do  prédio e que comparecem em peso ao evento, seja para acompanhar os filmes ou para fazer negócio em uma feirinha de lanches que é montada no local. São três dias totalmente diferentes para quem vive nas celas e também para os visitantes.   

    Cidades: Abreu e Lima
    Assuntos: cinecreed, festival de cinema
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  • Adolescentes da Funase participam de oficina de Hip-Hop realizada dentro da programação do FIG

    | Juventude, Cultura

    fig

    Pelo sétimo ano seguido, adolescentes da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase) participarão de oficina oferecida dentro do Festival de Inverno de Garanhuns (FIG). Desta vez, os beneficiados serão os socioeducandos da Casa de Semiliberdade (Casem) Garanhuns. Durante toda a próxima semana, de 24 a 28 de julho, cerca de 15 socioeducandos terão contato com o universo Hip-Hop na formação de Dança de Rua e Rima, realizada dentro da unidade. Após os cinco dias de aula, o palco do Parque Euclides Dourado receberá o evento de culminância das oficinas oferecidas no festival, onde os adolescentes farão uma apresentação de abertura da Batalha de Hip-Hop, mostrando a toda a comunidade o trabalho desenvolvido durante as aulas. A atividade é oferecida pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e pela Gerência de Projetos Especiais da Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult), por meio de uma parceira com a Funase.

    A oficina será conduzida pelos educadores Levi Costa e Claudio Ferreira e levará aos adolescentes os movimentos básicos da Dança de Rua e a musicalidade dos seus ritmos no que se refere ao Funky Soul, Funky,  Groovy e Break. Segundo o educador Levi Costa, conhecido como Chitos, Pernambuco é uma das cidades onde o Hip-Hop é mais efervescente. “Incluímos características do coco, do cavalo marinho, da capoeira e do frevo na prática das aulas, porque a Dança de Rua tem tudo a ver com esses movimentos, que também são de resistência”, destacou.

    Dinâmicas de grupo, exibição de filmes, rodas de diálogo e debates também serão desenvolvidas dentro da oficina. Entre os temas levantados estão: a história do Hip-Hop no mundo e no Brasil, abordando a Dança de R​ua, MC, Graffiti, DJ e o 5° elemento; e a história da Dança de Rua, das origens nos Estados Unidos e sua constituição nas regiões brasileiras e em Pernambuco. “Nessa oficina trabalhamos também o conhecimento, estimulamos os adolescentes a lerem e escreverem, buscando assim uma melhoria de vida. Nos debates defendemos também a resistência negra e suas lutas. A Dança de Rua muda a vida e a cabeça deles, temos que mostrar uma força, um caminho e uma forma para isso acontecer”, destacou.

    Para a vice-presidente da Fundarpe, Antonieta Trindade, o Hip-Hop é uma expressão da cultura de rua, muito identificada com as comunidades afro-americanas e latinas em subúrbios e periferias das grandes cidades. “Quando você agrupa dança, música, literatura e artes plásticas numa mesma expressão artística, automaticamente você consegue fazer com que uma comunidade inteira possa refletir sobre a sua própria condição social. É a própria poética urbana. O rap, o grafite e o break vêm daí”​, enfatizou Antonieta Trindade​.

    A coordenadora geral da Casem, Luciana Virgínia, comemora mais um ano dessa parceria, que faz com que os adolescentes se sintam mais valorizados, mais integrados, em um momento em que a cidade está em efervescência. “Essa é uma oportunidade de inclusão dada aos nossos adolescentes. É uma forma de eles se sentirem presentes e vivenciando o FIG. E a cada ano percebemos ainda mais a sensibilidade da Fundarpe e do Governo do Estado em fazer com que a Funase participe do evento. Eles têm um olhar diferenciado, um olhar que precisamos ter”, frisou.

    Fora a oficina oferecida aos adolescentes da Funase, diversas outras opções de formação cultural estão disponíveis aos moradores e turistas dentro das atividades do FIG. São cursos de cinema de animação, de fotojornalismo nas mídias livres, confecção de bonecos de madeira, de teatro, música e dança, por exemplo.​
    Cidades: Garanhuns
    Assuntos: funase, casem, garanhuns, fig, hip hop, fundarpe
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  • Alunos da Rede Estadual de Ensino cria aplicativo gratuito para a Fenearte 2017

    | Economia, Emprego, Cultura
    FEnearte Aplicativo

    Governador Paulo Câmara e a primeira-dama Ana Luiza foram apresentados, nesta terça-feira, à ferramenta que vai disponibilizar informações como a programação completa da 18ª edição da feira

     
    O governador Paulo Câmara e a primeira dama Ana Luiza Câmara receberam, nesta terça-feira (27.06), no Palácio do Campo das Princesas, um grupo de estudantes que vem se notabilizando na Rede Estadual de Ensino pelo desenvolvimento de ferramentas virtuais. Na ocasião, eles apresentaram a última criação da equipe: o aplicativo Fenearte 2017. A plataforma foi elaborada para facilitar a circulação de visitantes e feirantes da 18ª Feira Nacional de Negócios do Artesanato, que acontece entre os dias 6 e 16 de julho, disponibilizando, entre outras informações, a programação completa do evento, os locais exatos dos estandes dos expositores, além das peças disponíveis e o preço.
     
    "Agora, quem visitar a Fenearte vai ter a possibilidade de encontrar tudo com muito mais facilidade. É muito bom, como governador do nosso Estado, ver surgir experiências como essas, que nos mostram que Pernambuco está no caminho certo ao não medir esforços no momento de investir em Educação. Esses meninos que mostram que as oportunidades são portas para a construção de um futuro melhor para o nosso povo", ressaltou Paulo Câmara.

    O aplicativo, que será disponibilizado para download de forma gratuita na a partir de amanhã (29), é fruto da dedicação diária, ao longo de um mês, de cinco alunos do 3º ano do Ensino Médio do curso de Manutenção e Suporte em Informática da Escola Técnica Estadual (ETE) Maria José Vasconcelos, localizada no município de Bezerros, Agreste de Pernambuco. São eles: Gilberto Mateus (17), José Inácio Neto (20), Júlio César (17), Samuel Oliveira (17) e José Andreson (17). Os estudantes estiveram sob supervisão do coordenador do curso, Paulo Henrique Ramos.
     
    “Temos orgulho dos nossos alunos e da educação que Pernambuco conquistou quando vemos que os estudantes abraçaram esse projeto, permitindo que eles sonhem com algo ainda maior. Um trabalho como esse agrega ainda mais valor à Fenearte”, avaliou Ana Luiza. “A alegria é ainda maior quando sabemos que o Governo de Pernambuco permitiu, de alguma forma, que isso acontecesse”, complementou.
     
    Fenearte aplicativo
     
    Didático, o aplicativo disponibiliza nove seções: Fenearte, Alameda dos Mestres, Espaço Interferência, Expositores, Programação, Salões e Galeria, Serviços, Como Chegar e Fale Conosco. Por meio desses links, é possível saber, por exemplo, sobre a história da Fenearte, quem é o responsável pelo evento ou o período em que ocorrerá a feira. O visitante também tem dispnível o nome dos artesãos que estarão expondo na feira e um pouco do trabalho deles. 
     
    Integrante do grupo de criação do Fenearte 2017, Gilberto Mateus contou que, além das nove aulas diárias – que acontecem das 7h às 17h -, ele e os outros quatro estudantes continuavam na ETE até as 19h para desenvolver o aplicativo. “Esse interesse partiu da gente. Dava mais vontade de ir para a escola e de estudar mais com esse projeto”, afirmou Gilberto, acrescentando que, a partir do interesse do grupo, outros alunos acabaram se contagiando e se interessando pela área de tecnologia.
     
    Ele revelou que não imaginava ter uma oportunidade de desenvolver aplicativos em uma escola pública. “Esse curso foi muito importante porque abriu a minha visão para essa área da informática. A educação pública transformou a minha vida”, afirmou o aluno. “Foi uma experiência muito boa e é uma oportunidade que vai acrescentar muito na minha vida profissional”, acrescentou Gilberto, que vai fazer vestibular para Análise de Desenvolvimento de Sistemas.
     
    O coordenador Paulo Henrique Ramos contou que os alunos se sentiram desafiados e abraçaram a causa sem medo. “Desde que entraram em contato conosco para desenvolvermos o aplicativo, os meninos se dispuseram a ficar duas horas a mais após as aulas para produzir. Algumas semanas, eles acabaram trabalhando em sábados, domingos e feriados”, pontuou, complementando que as duas horas extras contarão como horas de estágio para os estudantes. “Foi uma experiência incrível. E, além da disposição do grupo, é importante ressaltar o suporte que a ETE nos ofereceu. Eles fizeram o que estava ao alcance deles para que a gente pudesse realizar esse projeto”, considerou Ramos.
     
    APPs – O Fenearte 2017 não é o primeiro aplicativo desenvolvido por esse mesmo grupo de cinco alunos. Os estudantes também já desenvolveram o Táxi Izi, que funciona como uma alternativa de mobilidade, mostrando a disponibilidade dos mototáxis da cidade de Bezerros, que podem ser solicitados. Em 2015, cerca de seis alunos dos 1º e 2º anos do curso de Manutenção e Suporte em Informática da ETE de Bezerros, sob orientação do professor Luís Alexandre, criaram o FIG 2015 Oficial - App para informar o público sobre o Festival de Inverno de Garanhuns.
     
    FENEARTE 2017 – A 18ª edição da maior feira de artesanato da América Latina será realizada entre os dia 6 e 16 de julho, no pavilhão do Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda, Região Metropolitana do Recife. Com 11 dias de programação, o evento reúne o que há de melhor em termos de cultura, artesanato, turismo e geração de renda.

    Fotos: Aluisio Moreira/SEI

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