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  • Secult-PE e Fundarpe convocam gestores e trabalhadores da Cultura para webconferência sobre a Lei Aldir Blanc

    | Cultura

    Reunião acontecerá nesta quinta (9), às 19h, em sala virtual, com transmissão pelo Youtube

    Pernambuco receberá, do Governo Federal, em torno de R$ 150 milhões para aplicar em ações emergenciais para a cultura. O valor será repartido, meio a meio, entre Governo e municípios. Os recursos fazem parte de um montante total estimado em R$ 3 bilhões, que serão destinados a todos os municípios e estados brasileiros. O benefício é uma conquista da recém-sancionada Lei Aldir Blanc, fruto de uma ação coletiva de parlamentares, gestores públicos e sociedade civil que conseguiu a liberação dos recursos do Fundo Nacional de Cultura para o auxílio de toda cadeia criativa da cultura.

     Para uniformizar um conjunto de informações já existentes sobre a Lei - por exemplo, a distribuição dos recursos e o papel de cada ente (estado e municípios) na divisão das competências - a Secretaria de Cultura de Pernambuco e a Fundarpe, em parceria com os conselhos estaduais de Cultura, farão uma nova webconferência na quinta (9), às 19h.

    Diálogo e integração deverão dar o tom do encontro, que tem como propósito esclarecer, tirar dúvidas e atualizar a sociedade sobre os encaminhamentos da Lei. Também está na pauta da reunião a criação de uma nova agenda de webconferências específicas para todas as macrorregiões do Estado. Além de artistas, produtores e conselheiros de Cultura, é esperada a participação de representantes dos órgãos de cultura dos municípios.

    O encontro será aberto ao público, com limite de inscrição na sala virtual, que tem capacidade para até 250 pessoas. Para se inscrever, é preciso acessar no link abaixo e preencher os dados solicitados:

    https://docs.google.com/forms/d/1G-fuWmz7-TNEpqMxx2DFjkdv4k1JDLp_lrEoBOdzzdo/viewform?edit_requested=true

    O limite de participantes não impedirá que os demais interessados acompanhem as discussões. Quem não conseguir ter acesso à sala na plataforma Google Meet, poderá ver e ouvir a reunião pelo canal da Secult-PE/Fundarpe no YouTube (www.youtube.com/secultpe).

    CONSTRUÇÃO - Para tratar especificamente da Lei Aldir Blanc, a equipe da Secult/Fundarpe já participou de quase uma centena de reuniões e encontros, sejam entre Grupos de Trabalho da própria instituição, de abrangência estadual, GTs do Fórum Nacional de Dirigentes de Cultura, videoconferências, lives e grupos de discussão com gestores e coletivos culturais. O objetivo deste amplo diálogo é fazer com que a Lei seja executada de forma plena e atinja seu maior objetivo: chegar aos que mais necessitam, sejam artistas, técnicos, produtores, equipamentos culturais e todo tipo de profissional cuja renda, oriunda de atividade artística, tenha sido prejudicada pela pandemia do Covid-19.

    Ainda na fase de aprovação da Lei, a Secult-PE/Fundarpe realizaram uma webconferência, em parceria com o Conselho Estadual de Política Cultural, que abriu um canal de diálogo com deputados, gestores estaduais e municipais, Amupe e sociedade civil. Participaram, ainda, da articulação com os parlamentares pernambucanos durante a votação no Congresso Nacional e, desde então, ao lado do Conselho de Política Cultural, vêm promovendo encontros virtuais para discussão da lei.

    Na mais recente, ocorrida na última quinta-feira (2), o secretário Gilberto Freyre Neto, o presidente da Fundarpe Marcelo Canuto e a secretária executiva Silvana Meireles, entre diversos outros gestores estaduais, dialogaram por mais de cinco horas com membros dos três conselhos estaduais de Cultura de Pernambuco e dezenas de artistas, produtores e demais trabalhadores e trabalhadoras da cultura no Estado. Entraram na pauta os desafios para a execução da lei no Estado, na expectativa de contar com a fundamental participação de toda a sociedade. Com uma média de 120 pessoas presentes na sala virtual, o pico de audiência alcançou 151 participantes.

    Os participantes também tiveram acesso a um estudo preliminar, produzido com a participação da Secult-PE, que trata dos impactos da pandemia no setor cultural e que faz uma projeção do número de pessoas físicas e jurídicas que podem ter acesso ao benefício em Pernambuco.

    Assuntos: secult, cultura
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  • Julho de muita atividade online no Cais do Sertão

    | Cultura

    cais

    Debates, contação de histórias e muita música correspondem aos conteúdos oferecidos

    Este ano, a garotada e os pais vão vivenciar o recesso de julho em casa, devido à pandemia, e não vai falar atividade no Centro Cultural Cais do Sertão para incrementar a programação diária de crianças, jovens e adultos.

    O museu situado no Bairro do Recife preparou uma programação interativa e online bastante variada, que poderá ser acompanhada direto do perfil do Instagram do espaço. Debates, brincadeiras, bate-papo e, principalmente, música compõem o cardápio. Todo o conteúdo compartilhado ficará disponível para acesso do internauta, assim como as playlists temáticas no Spotify.

    “A migração para o online tem se mostrado uma alternativa muito proveitosa para interagirmos com o público em geral e ainda especialistas de todo o Brasil. Desde o início do isolamento social, temos buscado métodos para promover o acolhimento virtual a partir das nossas atividades, com novos debates e formas de se pensar a cultura na sociedade”, analisa Rodrigo Novaes, secretário de Turismo e Lazer de Pernambuco.

    Já na primeira semana de junho, a criançada, acompanhada dos parentes, embarca na pluralidade recreativa no feed do perfil @caisdosertao. Nesta sexta-feira (3), a educadora Thalita Mesquita ensina a fazer uma sanfona de papel. Ao longo das semanas, serão publicados vídeos interativos com declamação de cordel, vídeo-aula sobre o cangaço e ainda um tour gravado pelo museu.

    E a música vai acompanhar os nossos internautas durante todo o mês. O perfil do Spotify do Cais do Sertão está recheado de playlists temáticas, para todos os gostos. A proposta das seleções casa perfeitamente com a decisão do museu de tratar temáticas de relevância social. Desde o seu lançamento, já colaboraram Josildo Sá, Cristina Amaral, Rádio Frei Caneca, Carlota Pereira e Quinteto Violado. Há, claro, seleção especial do Rei do Baião, Luiz Gonzaga, articulada pelos músico-educadores do Cais.

    PAPO DE MUSEU E CONEXÃO CAIS – Além das playlists e dos vídeos interativos, o Cais continua realizando lives, graças ao sucesso obtido na Semana Nacional dos Museus, no São João e no Encontro de Pesquisadores de Quadrilha e Festa Junina, todos realizados online. Nas terças e quintas-feiras do mês de julho, a equipe educativa, de gestão e de coordenação de conteúdo vão ter a oportunidade de promover a interlocução entre gestores de instituições culturais, pesquisadores e artistas, nos quadros “Papo de Museu” e “Conexão Cais”.

    Na primeira terça-feira de julho (7), a equipe do Cais do Sertão realiza a primeira edição do Papo de Museu do mês. Maria Rosa Maia, gestora do Cais, recebe a Amélia Campello, pós-graduada em História e gestora do Museu do Barro de Caruaru (MUBAC), para bate-papo sobre a herança cultural do barro em Pernambuco. As lives seguintes contarão com participação de representantes do Museu do Poço Comprido e do Museu do Cangaço.

    Já a quinta-feira (9) será regada a histórias, tradições e culturas. O ao vivo do “Conexão Cais” recebe o ator Marconi Bispo e Kemla Baptista, do projeto Caçando Estórias. Eles realizam contação focada na “mitologia dos Orixás para Crianças: Nanã e Oxum”, que representam a figura dos avós. Ao longo do mês, o quadro contemplará pesquisadores, pensadores culturais e sócias, além de artistas musicais e gestores de espaços culturais. Os encontros virtuais vão trazer à baila o movimento do cangaço no Nordeste, a história do grupo Cavalo Marinho Boi Pintado e a trajetória dos artesãos e mamulengueiros de Glória do Goitá, na Zona da Mata.

    SERVIÇO – Papo de Museu e Conexão Cais: ao vivo, todas as terças e quintas-feiras, às 15h, no perfil @caisdosertao. Aberto ao público. Playlists temáticas: disponíveis para audição gratuitamente no Spotify do Cais do Sertão.  

     

    Foto: Chico Andrade

    Assuntos: cultura, cais do sertao
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  • Casa da Cultura reabre as portas após novas medidas sanitárias contra a Covid-19

    | Cultura

     secult

    Antes da reabertura, espaço cultural foi higienizado e sinalizado com avisos sobre as novas práticas dentro do local

    A Casa da Cultura de Pernambuco, equipamento cultural localizado no centro do Recife, reabriu as portas ao público na ultima segunda-feira (29/06), seguindo os protocolos de segurança e higienização no combate ao Covid-19. Antes da reabertura, a Casa da Cultura passou por um processo de limpeza e todo o equipamento foi sinalizado a respeito das medidas sanitárias necessárias por parte dos comerciantes e visitantes. O funcionamento do local agora é de segunda a sábado, das 10h às 16h.

    Algumas práticas também foram adotadas para o convívio dentro do espaço, como o uso obrigatório de máscara; distanciamento social mínimo de 1,5m; controle de acesso com número máximo de visitantes (125 pessoas); aferição de temperatura; e disponibilização de álcool em gel 70% para higienização das mãos.

    Todas as pessoas que forem ao local terão a temperatura aferida, caso o termômetro marque 37,5⁰C ou superior, a pessoa será orientada a retornar para casa ou procurar o serviço de saúde. Além disso, produtos de beleza e cosméticos, bijuterias, roupas, sapatos e acessórios não podem ser provados no local; produtos alimentícios não podem ser consumidos no local; o uso dos banheiros deve ser feito uma pessoa por vez; e o uso dos elevadores por uma pessoa ou família por vez.

    Todos os permissionários receberam informações sobre as medidas de segurança que devem cumprir, tais como: atender apenas um cliente dentro da cela; higienizar as mercadorias; e ter cuidados com maquinetas e dinheiro.

    A Casa da Cultura é um equipamento cultural do Governo de Pernambuco, gerido pela Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe).

    Serviço:
    Casa da Cultura de Pernambuco
    Endereço: Cais da Detenção, s/n, Santo Antônio – Recife
    Visitação: segunda a sábado, das 10h às 16h
    Telefone: (81) 3184.3152
    Entrada: Gratuita
    E-mail: casadaculturape@gmail.com

    Cidades: Recife
    Assuntos: secult, casa da cultura
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  • José Mário Austregésilo vai falar sobre o Rei do Baião no próximo Outras Palavras

    | Cultura

    José Mário

    Autor de “Luiz Gonzaga: o Homem, sua Terra e sua Luta”, o escritor vai conversar sobre detalhes do imaginário social diante do patrimônio de Luiz Gonzaga

    O escritor José Mário Austregésilo, autor do livro “Luiz Gonzaga: o Homem, sua Terra e sua Luta”, é o próximo convidado da live do Outras Palavras, realizada por meio do Instagram da Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e Fundação do Patrimônio Histórico de Pernambuco (Fundarpe), o @culturape (http://www.instagram.com/culturape). O encontro está marcado para a próxima segunda-feira (29), às 20h, e vai aproveitar o período dos festejos juninos para debater questões como identidade e o imaginário social diante do patrimônio artístico de Luiz Gonzaga. A conversa terá a mediação da historiadora Leda Dias, gestora da Política Cultural da Secult-PE.

    “Luiz Gonzaga - O homem, sua terra e sua luta” apresenta a linguagem popular presente na oralidade das canções de Gonzaga e os símbolos típicos da cultura nordestina. O livro discute a influência do rei do baião em movimentos artísticos e sua interferência decisiva na trajetória da música brasileira ao introduzir no cenário nacional os ritmos do Nordeste.

    De acordo com Andréa Mota, coordenadora do Outras Palavras, a ideia é aproveitar o período das festas juninas para conversar com os jovens sobre esse importante personagem da cultura nacional que é Luiz Gonzaga. “Uma das vozes mais importantes da música brasileira, louva nossa gente, nossas histórias e nossas celebrações. Suas músicas nos lembram de quem somos. O Mestre Lua, pernambucano de Exú, nos orgulha com seu legado e tem importância fundamental na formação da identidade do povo nordestino”.

    José Mário Austregésilo também é ator, produtor e diretor de rádio, TV, cinema e teatro. É formado em Economia, com mestrado em Comunicação Social e doutorado em Serviço Social pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

    Live do Outras Palavras - O objetivo da atual temporada do Outras Palavras é proporcionar, por meio das transmissões online, o acesso à cultura aos jovens em geral, mas focando nos que estudam nas escolas da rede pública do estado, por meio de conversas virtuais com artistas, escritores e produtores culturais no @culturape.

    Realizado pela Secult-PE e Fundarpe, em parceria com a Secretaria de Educação e Esportes (SEE-PE) e apoio da Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), as lives do Outras Palavras também serão utilizadas como material didático pelos professores que atendem aos alunos das escolas públicas.

    Outras Palavras - Política pública que integra cultura, educação e cidadania com as variadas expressões artísticas, o projeto tem como proposta promover a conexão entre estudantes e professores com escritores pernambucanos renomados e mestres da cultura popular do estado. Em quatro anos, o Outras Palavras beneficiou mais de 25 mil jovens de 658 escolas, que receberam nas suas bibliotecas mais de 7.100 livros nas 113 edições realizadas até aqui, sempre levando escritores, artistas e patrimônios vivos de Pernambuco para dialogar com os jovens.

    Assuntos: cultura, cepe
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  • Cepe faz live para celebrar o cinema brasileiro

    | Cultura

    Dib

    Data comemorada em 19 de junho terá bate-papo com autores, críticos e realizadores, às 17h30, no canal da Cepe no Youtube

    A pandemia causada pelo novo coronavírus e a atual política de restrição e liberação de verbas impostas pelo governo federal à Agência Nacional do Cinema (Ancine) praticamente paralisaram um dos setores que mais cresceu na economia brasileira nos últimos dez anos: o cinema brasileiro. Já que o calendário reserva o dia 19 de junho para celebrar o audiovisual do país, a Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) fará a live Uma conversa sobre o cinema nacional, para tratar tanto sobre a situação atual do cinema nacional como também sobre sua história - que a Cepe tem ajudado a preservar editando e publicando obras como Antologia da crítica pernambucana - Discursos sobre cinema na imprensa (1924-1948), organizado pelo jornalista e crítico André Dib e pela realizadora Gabi Saegesser, e História da eternidade, do diretor, produtor e roteirista Camilo Cavalcante.  André e Camilo participarão do bate-papo sobre cinema e literatura mediado pela repórter especial da Revista Continente, Débora Nascimento, às 17h30, no canal da Cepe no Youtube (https://bit.ly/LiveCepeCinema).

    Débora ressalta que está sendo um ano especialmente difícil para o cinema nacional e internacional devido à pandemia. “São perdas de bilhões para o mercado cinematográfico por causa dos cinemas fechados, estreias adiadas, canceladas ou remanejadas para plataformas de streaming”, pontua a jornalista da Continente. “Estávamos em um momento crescente de alimentação da cadeia produtiva cinematográfica quando começou o desmonte da Ancine ainda no Governo Temer. Agora nem recursos de projetos que já foram contemplados estão sendo liberados”, lamenta Camilo, recordando que uma crise dessa magnitude não ocorria no cinema nacional desde o Governo Collor, nos anos 1990, quando foi extinta a Empresa Brasileira de Filmes (Embrafilmes). “Por causa disso muitos profissionais do audiovisual migraram temporariamente para as produções destinadas à publicidade como forma de sobrevivência”, recorda o realizador. 

    Mas agora a pandemia afetou a todos. “É essencial que o setor audiovisual volte a se movimentar, com apoio governamental. Isso terá impactos positivos na cultura, na imagem interna e externa do país, como também na economia, mantendo milhares de empregos”, analisa Débora. “A curto prazo não vejo solução. A não ser quando os editais da Ancine começarem a ser liberados e a iniciativa privada também voltar a apoiar essa cadeia que gera tanto emprego e renda”, espera Camilo, vencedor de 27 prêmios em festivais no Brasil e no exterior pelo seu História da eternidade (2014).  Filmado em 2012 em Santa Fé, Distrito de Pau Ferro, Sertão de Pernambuco, o filme conta a história de três mulheres: a adolescente Alfonsina (interpretada por Débora Ingrid) cujo maior desejo é conhecer o mar; Querência, de 40 anos (vivida por Marcélia Cartaxo), que enterra o filho e o amor, logo na primeira cena; e a idosa Das Dores (Zezita Matos) que reprime a sexualidade com devoção cristã. 

    Já Antologia da Crítica Pernambucana - Discursos sobre cinema na imprensa (1924-1948) é uma pesquisa sobre a maneira como a imprensa pernambucana escrevia sobre cinema na primeira metade do século passado. O objetivo, segundo os organizadores, é tornar acessível ao leitor um panorama dos principais autores e ideias, e mergulhar no imaginário e nas formas de pensar cinema em Pernambuco na primeira metade do século XX.

    HISTÓRIA - Em 19 de junho de 1898 foram feitas as primeiras imagens cinematográficas no Brasil. O autor da proeza foi o italiano Afonso Segreto. Carregando consigo um cinematógrafo, ele embarcou no navio Brésil, que fez o trajeto de Bordeaux, na França, até o Rio de Janeiro. Antes de desembarcar, Segreto registrou sua chegada e, de quebra a Baía de Guanabara.

    Serviço:

    Live Uma conversa sobre o cinema nacional

    Quando: 19 de junho

    Horário: 17h30

    Endereço: Canal da Cepe no Youtube (https://bit.ly/LiveCepeCinema)

    Assuntos: cepe, cultura, cinema, live
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  • Autores da Cepe refletem sobre o racismo

    | Cultura

    Canibal

    Cannibal, Fabiana Moraes, Homero Fonseca, Jorge Lopes e Miró da Muribeca erguem suas vozes na luta antirracista

    As últimas manifestações contra o racismo e a violência policial foram as mais intensas desde a morte de Martin Luther King Jr., em 1968. Cidadãos do mundo inteiro, brancos e negros, asiáticos e latinos, quebraram o isolamento social de um mundo acuado pela pandemia e foram às ruas aos gritos de “Black lives matter”, “Vidas negras importam”. As palavras de ordem viralizaram. Todos movidos pela indignação causada pela frieza com que um policial branco ajoelhou-se por 8 minutos e 46 segundos sobre o pescoço do afro-americano George Floyd, até matá-lo por asfixia.  “I can’t breathe” (não consigo respirar) foram as últimas palavras de Floyd, algemado, imobilizado, no meio de uma rua de Minneapolis, no dia 25 de maio. Cinco autores com livros editados pela Cepe se posicionaram em relação a essa mazela chamada racismo.

    A efervescência provocada pela revolta dos protestos chegou a lembrar o ambiente revolucionário da década de 1960, concorda o jornalista e escritor Homero Fonseca (1968 – Abaixo as ditaduras, Cepe, 2018). Cuidadoso, o autor traça esse paralelo, com ressalvas. Desconta as enormes diferenças de conteúdo, especificidades e abrangência, entre esses dois momentos.

    “As manifestações atuais repetem, com maior ênfase, a luta permanente contra o racismo nos Estados Unidos e acrescentam a pauta do antifascismo, que não estava colocada há 52 anos no hemisfério norte. Também transbordam para parte do mundo, especialmente a Europa. E chegam ao Brasil, onde diariamente a polícia mata negros e não há comoção alguma”, diz.

    Homero acredita que o assassinato de George Floyd acendeu uma centelha no Brasil lembrando nomes de algumas das muitas crianças negras vítimas da violência policial e/ou racial, como João Pedro e Ágata, e tantos jovens de nossas periferias.

    “Eis que o autoritarismo bate à nossa porta, entra em nossos lares pela televisão e pela  internet, vocifera nas ruas e ameaça os restos de nossa combalida democracia. Os tempos são outros e as perdas e ganhos daquelas manifestações de meio século atrás ainda são debatidos. Não sabemos o que acontecerá amanhã. Mas temos certeza de que o relato do que aconteceu ajudará a refletir sobre o hoje e suas interrogações”, analisa o autor.

    Para a jornalista, professora e pesquisadora do Núcleo de Design e Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco (NDC/UFPE), Fabiana Moraes (Nabuco em pretos e brancos, Editora Massangana, 2012), os protestos acendem o debate no mundo inteiro.

    “É importante sublinhar que a luta antirracista, em solo nacional, acontece há décadas, sem que parte expressiva da classe média e das celebridades tenha se apresentado, como agora.  O assassinato de Claudia Ferreira em 2014, o assassinato de Marielle Franco em 2018, o assassinato de Agatha em 2019, são exemplos. É fundamental que a imprensa visibilize positivamente esse momento e que aqueles e aquelas que aderiram agora mantenham-se firmes nessa briga, que é dura. Falar sobre racismo em um país que até hoje adora olhar para si como pacífico e agregador é um verdadeiro tabu social. Mesmo em 2020”, critica a escritora.

    Para o vocalista da banda Devotos, Cannibal (autor do livro Música para o povo que não ouve, Cepe 2018), o que aconteceu com George Floyd acontece constantemente nas comunidades, subúrbios, favelas e ocupações. “Sempre fico desconfortável quando falo sobre racismo. Minha reflexão sobre esse crime é que temos que nos organizar não só com manifestações contra o racismo, temos que nos organizar politicamente, culturalmente e mostrar o quanto somos necessários para a sociedade”, ressalta o artista negro, que mora no Alto José do Pinho.

    Quebrar o padrão de embranquecimento da sociedade, onde os negros estão sempre em segundo plano, é essencial para o autor. Entretanto, Cannibal acredita que só um caminho é capaz de tornar essa realidade possível: “Educação de qualidade para todos, com professores bem remunerados para podermos exigir a evolução dos alunos, investir na autoafirmação do jovem negro e na sua capacidade intelectual. Quando se é criança te chamam tanto de neguinho burro que você cresce achando que é burro mesmo e fica desestimulado a estudar”, desabafa.

    O depoimento de Cannibal torna-se ainda mais contundente quando ele fala do racismo dirigido a crianças negras, e lembra a morte do menino Miguel, ocorrida no dia 2 de junho. O caso do garoto de 5 anos, que caiu do 9º andar de um edifício de luxo no Recife, reverberou no auge da marcha antirracista mundo afora. O filho da doméstica que o deixou aos cuidados da patroa, enquanto levava o cachorro da casa para passear, causou revolta no País inteiro.

    “O racismo que matou o menino Miguel é um dos mais cruéis, pois é feito contra crianças indefesas que não conhecem o olhar da maldade. Quando se tem discernimento dessas coisas, nós negros ligamos o sinal de alerta. Embora acuados ficamos espertos pois o mau pode agir a qualquer momento. No caso de uma criança isso não é possível. Só Deus Pai Oxalá para protegê-los. Não sou violento, acredito no ser humano e na mudança dos homens. Crio minha filha com muito carinho e amor, mas o mundo parece que não vai dar a ela o carinho e o amor que eu dou. Criamos nossos filhos com os ensinamentos de Martin Luther King ou com os ensinamentos de Malcolm X?”, questiona o compositor.

    Ao falar da morte do George Floyd, o poeta Miró da Muribeca (Miró até agora, Cepe 2016) diz que já perdeu as contas de quantas vezes sofreu com a violência policial. Lembra que aos 24 anos mantinha a cabeleira igual a do compositor alagoano Djavan. Certa vez saía do Recife Antigo para pegar o bacurau (como se chamava o último ônibus a passar na noite), quando um policial o abordou perguntando para onde ele iria. Miró respondeu que não estava indo, mas voltando. Explicou que ia pegar o ônibus para o bairro da Muribeca, onde morava.

    O policial considerou a resposta um desacato. E aí seguiu-se uma série de humilhações. Mandou o poeta tirar as calças, puxou o cabelo dele, que chamou de bombril, mandou andar nu pela rua, onde ainda circulavam algumas pessoas. “Fui embora chorando. Imagina se isso fosse num lugar escuro da periferia, eu tava lascado”, lembra.

    Miró conta que já passou por situações como essa mais de uma vez, no Recife e em São Paulo. Mostra-se perplexo por ainda existir discriminação e se exalta ao comentar o caso George Floyd, pela forma como foi morto, num país que diz ser exemplo de democracia para o mundo.

    Em meio a tudo isso, Miró acrescenta a tristeza da pandemia, o isolamento social e a crise política no Brasil. “Quando eu era criança diziam que o mundo iria acabar no ano 2000, pra mim o mundo tá acabando agora em 2020, porque é tanta coisa absurda! Eu tenho 59 anos aí eu penso: Meu Deus, o que é que falta acontecer?”

    Só uma coisa o consolou nesse episódio, a marcha das pessoas nos protestos antirracistas. Miró ainda não conseguiu escrever sobre o que está acontecendo, mas em relação ao passado das agressões sofridas por ser negro diz: “Me vinguei com minha poesia”.

    “O mundo me deixa triste, não sei nem o que dizer.” Com essas palavras, o ícone da poesia underground, Jorge Lopes (Poemas reunidos, Cepe 2020), ressalta desalentado o passado histórico de segregação nos EUA. Apesar das manifestações antirracistas, o poeta acredita que o preconceito ainda perdurará por muito tempo. “É uma luta muito árdua pro negro se libertar”, enfatiza. 

    As memórias o fazem lembrar do próprio passado, marcado pelo preconceito. “Sempre fui prejudicado, ridicularizado pela cor, mas conseguia superar. Quando eu estudava na Escola Técnica Federal, no início dos anos 70, só tinha três alunos negros. Fora a gente, não tinha negro nem varrendo a escola”, conta.

    Na sua antologia poética, publicada este ano pela Editora Cepe, que nem chegou a ser lançada em razão da pandemia, há um poema em homenagem ao artista negro Basquiat. Americano, do Brooklyn, que segundo Jorge revolucionou a pintura como precursor da grafitagem. Para o poeta, os versos se aplicam a esses dias tão difíceis.

     

    Basquiat

    O homem impávido

    A máquina grávida

    Os automóveis brilham ao sol

    Os ratos brincam na sala

    Os inocentes choram os seus dias

     

     

    Assuntos: cultura, cepe
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  • Cristina Amaral assina playlist especial para o Cais do Sertão

    | Cultura

    Cristina Amaral

    “Ela é o Forró” conta com repertório autoral da cantora, disponível em streaming

    O São João será celebrado em casa, mas, com as playlists que o Centro Cais do Sertão tem lançado em colaboração com os artistas locais, o ciclo junino promete ser animado e bem pernambucano. Nesta sexta-feira (12), dia em que se comemora o Santo Antônio e o Dia do Namorados, quem colabora com a seleção musical do museu é a cantora Cristina Amaral. A playlist conta com canções autorais da artista e parcerias. Com mais de 37 anos de carreira e 60 mil discos vendidos, Cristina Amaral é dona de uma voz marcante, conhecida pelas canções “Eu sou o Forró”, “Cidade Grande” e “Natureza das Coisas”.

    Desde o início de junho que o Cais do Sertão se dedica a lançar seleções diversificadas e que pretendem abarcar os vários ritmos consagrados em Pernambuco. “Essas playlists têm o intuito de promover a aproximação e divulgação da musicalidade da música do Estado. São gêneros que predominam dentro do próprio Cais, nas salas do Imbalança, nos karaokês e no acervo em geral que o visitante encontro no museu. Disponibilizá-las é mais uma forma de aproximar o público do Cais e das nossas festas juninas”, comenta o secretário de turismo e lazer, Rodrigo Novaes.

    O projeto já trouxe seleções especiais do cantor Josildo Sá e seu disco “Samba de Latada”, clássicos do Rei do Baião Luiz Gonzaga, além de participação especial da Rádio Frei Caneca com o melhor do novo forró, da sanfona à rabeca. Confira as playlists no: encurtador.com.br/BH036.

     

    ELA É O FORRÓ - PLAYLIST:

    1. Eu sou o forró
    2. Cidade Grande
    3. Cercadim
    4. Eu tô Chegando
    5. Anjo Querubim

    6.   Espumas ao Vento

    7.   Parceira de Forró

    8.   Dois rubis

    9.   Alegria e Prazer

    10.  Ai Menina

    11.  Severina Xique Xique com Genival Lacerda

    12.  Pelas Ruas que Andei

    13.  Senão eu Choro

    14.  Não é Brincadeira Não

    15.  A Natureza das Coisas / com Lia Sophia

    16.  Balanço Brasileiro

    17.  Fulô Divina / Tem que Ser pra Ser / Cio da Paixão

    18.  Fogo / com Flávio José 19.  Coco Embolado / com Caju & Castanha

    20.  Um Anjo pra Cuidar de Mim

    21.  Arisca

    22.  Tanto Querer / com Geraldo Azevedo

    23.  Forró do Chiq Tak

    24.  Baião de Nós Dois / com Petrúcio Amorim

    25.  O gosto do Amor

    26.  Meu Cenário

    27.  O Chineleiro / com Elba Ramalho

    28.  Amigo Velho Tocador

    29.  Forró do Sapateiro

    30.  Estradar  / com César Amaral

    31.  Confidências / Devagar / Meu Ex Amor

    32.  Apaixonada por Você

    33.  Xote das Meninas

    34.  Carrinho de Linha / com Fafá de Belém

    35.  Se Me Provocar

    36.  Parte da Minha Vida

    37.  Forrozeiro Bom

    38.  Frevo Mulher

    39.  Meu Forró é Meu Canto

    40.  Fogo de Palha

    41.  O Couro Come

     

    Foto de Cristina Amaral: Divulgação

    Assuntos: cais do sertao, cultura, cristina amaral
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  • Funcultura Geral e da Música têm seus prazos de inscrição adiados

    | Cultura

    Inscrições para o Funcultura da Música 2019-2020 serão de 13 a 27 de julho; Já as do Funcultura Geral 2019-2020, de 20 de julho a 3 de agosto deste ano

    A Comissão Deliberativa do Funcultura decidiu, durante reunião extraordinária realizada nesta quinta-feira (11), pela prorrogação dos prazos de inscrição dos editais do Funcultural Geral e da Música. A partir de agora, as inscrições para o Funcultura da Música 2019-2020 poderão ser feitas entre os dias 13 e 27 de julho de 2020. Já as do Funcultura Geral 2019-2020 estarão abertas entre os dias 20 de julho a 3 de agosto deste ano.

    A medida busca melhor atender os artistas, produtores culturais e fazedores de cultura do Estado de Pernambuco, levando em consideração a pandemia mundial da Covid-19.

    Com R$ 4,16 milhões de recursos disponíveis, o Funcultura da Música atende às diversas categorias do segmento, que são: Circulação (R$ 920 mil), Festivais (R$ 750 mil), Gravação (R$ 650 mil), Produtos e Conteúdos (R$ 335 mil), Economia da Cultura (R$ 150 mil) e Manutenção de Bandas de Música (Filamôrnicas), Escolas de Bandas de Música e Corais (R$ 250 mil).

    O edital do Funcultura Geral irá disponibilizar o montante de R$ 15,6 milhões para incentivar projetos das seguintes linguagens culturais: Artes Integradas, Artes Plásticas, Artes Gráficas e Congêneres, Artesanato, Circo, Cultura Popular e Tradicional, Dança, Design e Mora, Fotografia, Gastronomia, Literatura, Ópera, Patrimônio, teatro, Formação e Capacitação e Pesquisa Cultural.

    Para inscrever um projeto em algum dos dois editais, o proponente precisa estar inscrito no Cadastro de Produtor Cultural. A unidade de Atendimento ao Produtor Cultural está funcionando de forma remota e o contato é pelo email atendimentosic@fundarpe.pe.gov.br, e também pelos telefones (81) 98327.0979 e (81) 3184.3026.

                Conheça os editais do Funcultura Geral e da Música: www.cultura.pe.gov.br/editais

    Assuntos: cultura, funcultura geral e da musica
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  • Governo do Estado renova parceria com IFPE para cursos online gratuitos

    | Cultura

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    Inscrições começam nesta quarta-feira (10) e vão até 25 de junho. Para turismo, há vagas para agente de informações turísticas

    Depois do sucesso dos Cursos de Formação Continuada lançados em maio, - com fila de espera para inscrições - o Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Turismo e Lazer de Pernambuco (Setur) e a Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação (Seteq), firmou nova parceria com o Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) para a oferta de mais turmas de cursos gratuitos a distância.

    Estão disponíveis aulas para as categorias de agente de informações turísticas (60 vagas), assistente administrativo (240 vagas), assistente de recursos humanos (240 vagas), assistente financeiro (240 vagas), balconista de farmácia (200 vagas) e cuidador de idoso (100 vagas). No total serão mais 1.080 candidatos contemplados com os cursos online.

    “A grande procura das pessoas pelos cursos ministrados através desta parceria foi motivo de satisfação para todos nós e serviu como incentivo para negociarmos uma nova leva de módulos com o IFPE. Dessa forma, mesmo no isolamento, a população segue se capacitando para melhor atender nossos turistas quando o setor retomar suas atividades”, pontua o secretário de Turismo e Lazer, Rodrigo Novaes.

    As inscrições para os cursos são gratuitas e podem ser realizadas de 10 a 25 de junho pelo site http://selecoes.dead.ifpe.edu.br. Os participantes devem ter mais de 18 anos e ensino fundamental completo. Apenas para balconista de farmácia a idade mínima é de 16 anos. O resultado final dos selecionados será divulgado em 26 de junho e o início das aulas está agendado para o próximo dia 30.  

    Candidatos que tenham dúvidas sobre o processo seletivo podem entrar em contato com o IFPE através do e-mail selecao.discentes.fic2020@ead.ifpe.edu.br.

    Assuntos: turismo, ifpe
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  • Parque Professor Vasconcelos Sobrinho, em Caruaru, completa 37 anos e ajuda na ressocialização de cumpridores de pena

    | Cultura

    parque caruaru

    Localizado na Serra dos Cavalos, o parque ecológico conta com dois cumpridores, que auxiliam na   conservação ambiental da área.

    Uma das conquistas garantidas pelo Parque Natural Municipal João Vascocelos Sobrinho, que completou 37 anos esta semana, é o trabalho de preservação da área, através do replantio de espécies nativas da região. E essa atividade conta com uma forcinha de cumpridores de penas alternativas, que prestam serviços no local.

    Os cumpridores são acompanhados pela Gerência de Penas Alternativas e Integração Social (Gepais), órgão da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH). No local eles realizam plantio de várias espécies, como: murici, pau-brasil, munguba e outras, contribuindo para manter o ecossistema do parque, que tem 359 hectares.

    "É muito necessário o trabalho desses cumpridores aqui, pois ajudam na preservação das nossas espécies, além de fazerem serviços de manutenção, como varrição e o conserto de cercas", afirma Moisés Lira, gestor do parque.

    A instituição recebe cumpridores de pena para prestação de serviços há aproximadamente 10 anos. De acordo com a Gerente da GEPAIS, Raquel Brandão "é fundamental essa integração entre o cumpridor e a instituição que será beneficiada com a prestação de serviço, pois o processo de ressocialização desse indivíduo só será realmente efetivo com o envolvimento de toda a sociedade".

     

    Foto: Divulgação

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