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  • Vida e obra de Gilberto Freyre se confundem com história do Brasil

    | Cultura

    Cepe

    O Brasil de Gilberto Freyre: uma introdução à leitura de sua obra, de Mario Helio, ganha nova edição em comemoração aos 120 anos do sociólogo. Lançamento ocorre dentro da programação do Circuito Cultural de Pernambuco, em um bate-papo virtual entre o autor e o professor e escritor Anco Márcio Tenório Vieira, dia 10 de setembro, às 19h30

    Aclamado como um dos mais importantes sociólogos do século XX, o também antropólogo, ensaísta, jornalista e poeta pernambucano Gilberto Freyre se dedicou a explicar a complexidade da formação do Brasil e da identidade do País a partir de estudos da miscigenação, desde a colonização. Conservador e tradicionalista, foi favorável ao golpe militar de 1964 e pagou com o ostracismo de mais de duas décadas por esse apoio. Somente após a redemocratização voltou a ser descoberto por suas teorias e metodologias inovadoras, ousadas e controversas, expressas em títulos famosos como Casa Grande & senzala (1933), Sobrados e Mucambos (1936), entre tantos outros. Defensor da formação mestiça do povo brasileiro, procurou mostrar o grande erro do pensamento elitista e arianista de que a mistura de raças seria a causa do subdesenvolvimento dos trópicos. Vida e obra de Gilberto Freyre se confundem com a história da formação do Brasil.

    Em comemoração aos 120 anos de Gilberto Freyre, a Cepe reedita o livro O Brasil de Gilberto Freyre: uma introdução à leitura de sua obra, do jornalista, escritor, poeta, historiador e antropólogo Mario Helio. Com a tarefa de oferecer uma visão ampla mas nada superficial de Freyre e de sua bibliografia para o conhecimento da história brasileira, o livro será lançado dentro da programação do Circuito Cultural de Pernambuco, dia 10 de setembro, às 19h30, em uma live com participação do autor e do professor e escritor Anco Márcio Tenório Vieira.

    Com ilustrações do artista José Cláudio, a edição da Cepe é revisada e publicada 20 anos após a primeira, que saiu pela Comunigraf em 2000, ano do centenário do nascimento de Freyre. A primeira edição foi originada de um longo ensaio publicado no Jornal da Tarde, de São Paulo. “O jornalista Antônio Portella me sugeriu a expandir em livro aquela apresentação jornalística de Freyre. Aceitei a proposta e escrevi O Brasil de Gilberto Freyre, com o propósito modesto de que servisse de uma introdução à leitura de sua obra, uma espécie de Gilberto Freyre para iniciantes, não para iniciados. O caminho escolhido para pôr em linhas a narrativa foi a máxima clareza possível, num tom quase didático, tentando percorrer os labirintos de um dos mais ricos e complexos personagens da cultura brasileira”, revela Mario Helio. “A reedição é uma introdução feliz para o pensamento de Gilberto Freyre, em suas complexidades, controvérsias, antevisões. Mais do que uma antevisão da obra do sociólogo pernambucano, é uma apresentação qualificada, feita por um profundo estudioso da obra freyriana”, define o editor da Cepe, Diogo Guedes.

    A história do Brasil contada por Gilberto Freyre, como nos diz Mario Helio, nunca termina no relato dos acontecimentos apenas. Continua nas correlações que estabelece entre sociologia e biologia, psicologia e ecologia para compreender os fatos. Tanto é que Freyre analisa pioneiramente a gastronomia e a moda para explicar o comportamento social. É uma narrativa mais orgânica, que vasculha a intimidade para revelar a complexidade. “De um ponto de vista extremamente sintético e redutor, pode-se dizer que o Brasil como visto e recriado por Gilberto Freyre é uma invenção mais da religião que da raça. Mais da família que do indivíduo. O brasileiro, por sua vez, é chamado por Freyre de homem situado. Situado nos trópicos, onde espaço e tempo se confundem; clima e raça definem o idioma. “É uma escrita que fala, e não somente um desfile de fatos”, define o autor.

     Em vez de colocar na conta da formação mestiça da população brasileira o motivo das mazelas do País - ideia propagada pela elite do começo do século XX -, Freyre mostrou,  em Casa-grande & senzala, que o atraso vinha do sistema econômico e social, como revelam as palavras de Mario Helio: “da monocultura da cana-de-açúcar, da alimentação deficiente, da falta de higiene etc.” A mestiçagem brasileira é para Gilberto Freyre um bem para a humanidade. O sociólogo nos oferece um Brasil tão humano que, “por vezes, chega a carregar nas tintas para mostrar uma fraternidade de convivência entre as classes maior do que provavelmente terá sido. Quando assim ocorre, o como deveria ser interfere no como realmente foi. O poeta vence o historiador”. Vence, por exemplo, quando busca ver o que chama de “lado benigno” da escravidão, destacando “a relação de quase compadrio entre senhor e escravo no país”, diz Mário Helio em trecho do livro.

    Se há críticas aos métodos científicos de Freyre - muitas vezes acusado de se apoiar nas “testemunhas oculares” dos viajantes estrangeiros -, por outro lado o autor pernambucano é elogiado pela ousadia de experimentar novas metodologias e, assim, conseguir uma das interpretações mais originais e próximas do Brasil autêntico. “E numa capacidade de abrir-se à discussão, que foi bem destacada por Sérgio Buarque de Holanda, em Tentativas de mitologia: ‘Uma das virtudes de Gilberto Freyre, e que contribui para singular importância de seus ensaios, está em que convida insistentemente ao debate e provoca, não raro, divergências fecundas’.” 

    Sua narrativa também é única e merece destaque, pois é considerada uma das melhores prosas da língua portuguesa. Foi também tido como “o mais brasileiro dos escritores” por nomes como Darcy Ribeiro e João Cabral de Melo Neto. “Escrevia como num aparente improviso. Esta é uma das razões de o seu estilo ser inimitável. (...) Não é difícil perceber que o seu modo de escrever não é exemplar, ou seja, não serve como modelo a ser seguido, pois a alguém dotado de menos talento se revelaria um desastre compor frases tão longas, cheias de orações interpoladas, tantas locuções adverbiais, tantos adjetivos, tantas repetições. E quase nenhuma conclusão”, descreve Mario Helio.

    Formado nos Estados Unidos em Artes Liberais, com especialização em Ciências Políticas e Sociais, Gilberto Freyre fez o mestrado em Ciências Políticas, Jurídicas e Sociais também em solo norte-americano, país que chamava de Outra América. Sua dissertação de mestrado intitulou-se Social Life in Brazil in the Middle of the 19th Century (Vida social no Brasil nos meados do século XIX). “Gilberto Freyre descobriu o Brasil nos Estados Unidos”, diz Mario Helio. Foi lá na Outra América que Freyre teve aula com o antropólogo Franz Boas, com quem aprendeu a distinguir raça e cultura,  “ideia fundamental para as futuras considerações sobre as relações entre as pessoas no Brasil”.

    Em breve a Cepe publicará outro livro, desta vez inédito, sobre a história íntima de Gilberto Freyre, também assinado por Mario Helio. 

    Serviço:

    Lançamento do livro O Brasil de Gilberto Freyre: uma introdução à leitura de sua obra (Cepe Editora), de Mario Helio

    Quando: 10 de setembro

    Horário: 19h30 

    Onde: Canal virtual do Circuito Cultural de Pernambuco (www.circuitoculturaldepernambuco.com.br) , com participação de Mario Helio e Anco Márcio Tenório 

    Assuntos: cepe, cultura, livro
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  • Museus ligados à Fundarpe reabrem no dia 16 de setembro

    | Cultura

      

    Museus ligados à Fundarpe reabrem no dia 16 de setembro

    Nesta reabertura, os equipamentos vão adotar protocolos e recomendações das autoridades médicas e sanitárias

     A Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) informa que, a partir do próximo dia 16 de setembro (quarta-feira), reabrirá para visitação pública os museus e centros culturais localizados no Recife e em Olinda que gerencia.

     Compõem o calendário de reabertura os seguintes espaços: Museu do Estado de Pernambuco, Estação Capiba – Museu do Trem, Museu de Arte Sacra de Pernambuco, Museu Regional de Olinda, Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco, Museu da Imagem e do Som de Pernambuco (atendimento ao pesquisador), Torre Malakoff e Espaço Pasárgada.

     MEDIDAS - Para essa etapa de reabertura, a Fundarpe adotará requisitos básicos e procedimentos seguros para funcionamento e abertura gradual à visitação dos espaços. O objetivo é retomar e dar continuidade às atividades presenciais das instituições e manter as medidas de prevenção diante da pandemia da doença causada pelo coronavírus (SARS-CoV-2 /COVID-19), garantindo que colaboradores e público sigam as recomendações mundiais de saúde, respeitando as orientações de distanciamento social e higiene.

     O uso de máscaras será obrigatório, com implementação de regras de circulação e definição de quantidade de visitantes por ambientes e turnos, de acordo com as especificidades de cada um desses equipamentos culturais. Ainda, cada um dos espaços culturais passará por um rigoroso e contínuo processo de higienização, de acordo com as normas sanitárias vigentes e terá sinalização informativa acerca das recomendações e práticas para funcionários e público.

     O horário de visitação será de terça a sexta, das 11h às 17h (exceto para o Espaço Pasárgada, que abrirá de segunda a sexta, das 11h às 17h); sábados e domingos, das 14h às 17h. A realização de ações de música, teatro, cinema, saraus e outras atividades específicas nesses locais permanecem suspensas.

     Os equipamentos culturais em todo o Estado tiveram suas atividades ao público interrompidas no mês de março, em cumprimento ao Decreto Estadual nº 48.832, de 19 de março de 2020, que traz recomendações do Governo de Pernambuco para a pandemia.

    A flexibilização não atingirá, neste momento, o Museu do Barro de Caruaru, o Teatro Arraial Ariano Suassuna e os cinemas São Luiz e Cineteatro Guarany, também ligados à Fundarpe.

    Cidades: Jaboatão dos Guararapes , Olinda, Recife
    Assuntos: Fundarpe, calendário de reabertura, covid 19,
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  • Vida e obra de Gilberto Freyre se confundem com história do Brasil

    | Educação, Cultura

    cepa livro Gilberto Freyre

    Vida e obra de Gilberto Freyre se confundem com história do Brasil 

    O Brasil de Gilberto Freyre: uma introdução à leitura de sua obra, de Mario Helio, ganha nova edição em comemoração aos 120 anos do sociólogo. Lançamento ocorre dentro da programação do Circuito Cultural de Pernambuco, em um bate-papo virtual entre o autor e o professor e escritor Anco Márcio Tenório Vieira, dia 10 de setembro, às 19h30

    Aclamado como um dos mais importantes sociólogos do século XX, o também antropólogo, ensaísta, jornalista e poeta pernambucano Gilberto Freyre se dedicou a explicar a complexidade da formação do Brasil e da identidade do País a partir de estudos da miscigenação, desde a colonização. Conservador e tradicionalista, foi favorável ao golpe militar de 1964 e pagou com o ostracismo de mais de duas décadas por esse apoio. Somente após a redemocratização voltou a ser descoberto por suas teorias e metodologias inovadoras, ousadas e controversas, expressas em títulos famosos como Casa Grande & senzala (1933), Sobrados e Mucambos (1936), entre tantos outros. Defensor da formação mestiça do povo brasileiro, procurou mostrar o grande erro do pensamento elitista e arianista de que a mistura de raças seria a causa do subdesenvolvimento dos trópicos. Vida e obra de Gilberto Freyre se confundem com a história da formação do Brasil.  

    Em comemoração aos 120 anos de Gilberto Freyre, a Cepe reedita o livro O Brasil de Gilberto Freyre: uma introdução à leitura de sua obra, do jornalista, escritor, poeta, historiador e antropólogo Mario Helio. Com a tarefa de oferecer uma visão ampla mas nada superficial de Freyre e de sua bibliografia para o conhecimento da história brasileira, o livro será lançado dentro da programação do Circuito Cultural de Pernambuco, dia 10 de setembro, às 19h30, em uma live com participação do autor e do professor e escritor Anco Márcio Tenório Vieira.

    Com ilustrações do artista José Cláudio, a edição da Cepe é revisada e publicada 20 anos após a primeira, que saiu pela Comunigraf em 2000, ano do centenário do nascimento de Freyre. A primeira edição foi originada de um longo ensaio publicado noJornal da Tarde, de São Paulo. “O jornalista Antônio Portella me sugeriu a expandir em livro aquela apresentação jornalística de Freyre. Aceitei a proposta e escrevi O Brasil de Gilberto Freyre, com o propósito modesto de que servisse de uma introdução à leitura de sua obra, uma espécie de Gilberto Freyre para iniciantes, não para iniciados. O caminho escolhido para pôr em linhas a narrativa foi a máxima clareza possível, num tom quase didático, tentando percorrer os labirintos de um dos mais ricos e complexos personagens da cultura brasileira”, revela Mario Helio. “A reedição é uma uma introdução feliz para o pensamento de Gilberto Freyre, em suas complexidades, controvérsias, antevisões. Mais do que uma antevisão da obra do sociólogo pernambucano, é uma apresentação qualificada, feita por um profundo estudioso da obra freyriana”, define o editor da Cepe, Diogo Guedes.  

    A história do Brasil contada por Gilberto Freyre, como nos diz Mario Helio, nunca termina no relato dos acontecimentos apenas. Continua nas correlações que estabelece entre sociologia e biologia, psicologia e ecologia para compreender os fatos. Tanto é que Freyre analisa pioneiramente a gastronomia e a moda para explicar o comportamento social. É uma narrativa mais orgânica, que vasculha a intimidade para revelar a complexidade. “De um ponto de vista extremamente sintético e redutor, pode-se dizer que o Brasil como visto e recriado por Gilberto Freyre é uma invenção mais da religião que da raça. Mais da família que do indivíduo. O brasileiro, por sua vez, é chamado por Freyre de homem situado. Situado nos trópicos, onde espaço e tempo se confundem; clima e raça definem o idioma. “É uma escrita que fala, e não somente um desfile de fatos”, define o autor. 

     Em vez de colocar na conta da formação mestiça da população brasileira o motivo das mazelas do País - ideia propagada pela elite do começo do século XX -, Freyre mostrou,  em Casa-grande & senzala, que o atraso vinha do sistema econômico e social, como revelam as palavras de Mario Helio: “da monocultura da cana-de-açúcar, da alimentação deficiente, da falta de higiene etc.” A mestiçagem brasileira é para Gilberto Freyre um bem para a humanidade. O sociólogo nos oferece um Brasil tão humano que, “por vezes, chega a carregar nas tintas para mostrar uma fraternidade de convivência entre as classes maior do que provavelmente terá sido. Quando assim ocorre, o como deveria ser interfere no como realmente foi. O poeta vence o historiador”. Vence, por exemplo, quando busca ver o que chama de “lado benigno” da escravidão, destacando “a relação de quase compadrio entre senhor e escravo no país”, diz Mário Helio em trecho do livro.

    Se há críticas aos métodos científicos de Freyre - muitas vezes acusado de se apoiar nas “testemunhas oculares” dos viajantes estrangeiros -, por outro lado o autor pernambucano é elogiado pela ousadia de experimentar novas metodologias e, assim, conseguir uma das interpretações mais originais e próximas do Brasil autêntico. “E numa capacidade de abrir-se à discussão, que foi bem destacada por Sérgio Buarque de Holanda, em Tentativas de mitologia: ‘Uma das virtudes de Gilberto Freyre, e que contribui para singular importância de seus ensaios, está em que convida insistentemente ao debate e provoca, não raro, divergências fecundas’.” 

    Sua narrativa também é única e merece destaque, pois é considerada uma das melhores prosas da língua portuguesa. Foi também tido como “o mais brasileiro dos escritores” por nomes como Darcy Ribeiro e João Cabral de Melo Neto. “Escrevia como num aparente improviso. Esta é uma das razões de o seu estilo ser inimitável. (...) Não é difícil perceber que o seu modo de escrever não é exemplar, ou seja, não serve como modelo a ser seguido, pois a alguém dotado de menos talento se revelaria um desastre compor frases tão longas, cheias de orações interpoladas, tantas locuções adverbiais, tantos adjetivos, tantas repetições. E quase nenhuma conclusão”, descreve Mario Helio. 

      Formado nosEstados Unidos em Artes Liberais, com especialização em Ciências Políticas e Sociais, Gilberto Freyre fez o mestrado em Ciências Políticas, Jurídicas e Sociais também em solo norte-americano, país que chamava de Outra América. Sua dissertação de mestrado intitulou-se Social Life in Brazil in the Middle of the 19th Century (Vida social no Brasil nos meados do século XIX). “Gilberto Freyre descobriu o Brasil nos Estados Unidos”, diz Mario Helio. Foi lá na Outra América que Freyre teve aula com o antropólogo Franz Boas, com quem aprendeu a distinguir raça e cultura,  “ideia fundamental para as futuras considerações sobre as relações entre as pessoas no Brasil”.

    Em breve a Cepe publicará outro livro, desta vez inédito, sobre a história íntima de Gilberto Freyre, também assinado por Mario Helio. 

    Serviço:

    Lançamento do livro O Brasil de Gilberto Freyre: uma introdução à leitura de sua obra (Cepe Editora), de Mario Helio

    Quando: 10 de setembro

    Horário: 19h30 

    Onde: Canal virtual do Circuito Cultural de Pernambuco (www.circuitoculturaldepernambuco.com.br) , com participação de Mario Helio e Anco Márcio Tenório 




    Cidades: Jaboatão dos Guararapes , Olinda, Recife
    Assuntos: Gilberto Freyre, Cepe editora, Lançamento
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  • Italo Moriconi lança pela Cepe Editora Literatura, Meu Fetiche

    | Educação, Cultura

    Italo Moriconi lança pela Cepe Editora Literatura, Meu Fetiche

    O crítico literário carioca Italo Moriconi tinha 13 anos quando ganhou dos pais uma máquina de escrever. “Desde então estava selado o pacto entre o escrever e a técnica, o escrever e o narcisismo do objeto, o escrever e o público tipográfico, o mercado”, diz ele num dos ensaios publicados em Literatura, Meu Fetiche, que a Cepe Editora lança pelo Selo Suplemento Pernambuco. O livro estará à venda a partir de 1º de setembro próximo. No dia 2, às 19h, Italo Moriconi conversa sobre a publicação em live transmitida pelo canal da Cepe Editora no YouTube.

    Professor universitário, poeta, biógrafo e ensaísta, Italo Moriconi produziu os textos agora reunidos no livro durante a primeira década do século 21 para sites, publicações acadêmicas e apresentações orais. Nas 228 páginas de Literatura, Meu Fetiche o leitor vai encontrar a análise do autor sobre as condições de produção, circulação e recepção do texto literário. E também ensaios sobre a leitura de escritores como Clarice Lispector,  Caio Fernando Abreu, Torquato Neto, Bernardo Carvalho, André Sant’Anna e Rubens Figueiredo. O livro tem organização de Paloma Vidal, escritora e professora de Teoria Literária na Universidade Federal de São Paulo, e de Ieda Magri, escritora e professora de Teoria Literária na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

    “Meu livro refere-se muito a um momento em que o mercado literário não só pressionou como também sugou a universidade”, declara Italo Moriconi, ao analisar a ampliação do espaço de circulação amadora da literatura na internet. De acordo com ele, “a internet permite a expansão de uma crítica menos acadêmica; no entanto, de qualquer crítica, acadêmica ou não, precisamos esperar e mesmo cobrar inteligência, argumentação lógica e criatividade interpretativa apoiada por leitura correta dos textos.” E acrescenta: “É importante a crítica da crítica.”

    Questionado se o exercício da leitura no Brasil, especialmente no Brasil de hoje, é um ato de resistência, ele responde: “Sem dúvida alguma. Vivemos tempos de obscurantismo e fundamentalismo religioso crescentes. Ler significar abrir os poros para todos os aspectos da vida e exercitar a curiosidade artística, científica. Adquire-se informação pela TV e pela internet. Mas só se constrói sabedoria no ato mais lento e meditativo da leitura silenciosa do livro.”

    Há anos a literatura é o fetiche de Italo Moriconi. Um feitiço que começou cedo. “Desde que virou um vício, desde a mais tenra infância, quando li Monteiro Lobato infantil inteiro, de enfiada. Eu curtia enormemente todas as histórias, mas também me projetava nas imagens do Minotauro e de Hércules. Depois eu me liguei muito em O tempo e o vento, de Erico Verissimo, acho que foi ali que peguei o sentido da passagem do tempo, da sucessão de gerações e de idades, que é um tema que me fascina até hoje. Finalmente, passei a trabalhar profissionalmente em função do fetiche literário enquanto instituição, na universidade e no mercado. Oscilo entre o desejo e a obrigação da leitura”, relata.

    Inicialmente lançado no formato e-book, Literatura, Meu Fetiche custará R$ 45 (versão impressa*) e R$ 17,50 (versão digital). “O livro de Italo Moriconi serve como uma espécie de arquivo, um arquivo para se pensar as mudanças que a crítica literária sofreu na virada do milênio. O trabalho de Ieda e de Paloma, ao organizarem esse livro, foi justamente o de trazer ao público esse arquivo das mudanças na escrita e na forma de pensar a escrita nessa virada de milênio”, declara Schneider Carpeggiani, editor do Suplemento Pernambuco, jornal literário da Cepe.

    * O livro impresso está condicionado ao retorno das atividades presenciais do parque gráfico da Cepe, suspensas em função do isolamento social imposto pela pandemia do novo coronavírus.

    Serviço:

    Live com Italo Moriconi sobre o livro Literatura, Meu Fetiche

    Data: 2 de setembro de 2020

    Hora: 19h

    Endereço: Canal da Cepe Editora no YouTube

    Preço do livro: R$ 17,50 (e-book) e R$ 45 (impresso)



    Cidades: Recife
    Assuntos: Cepe Editora, Italo Moriconi, livro
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  • Semana do Patrimônio Cultural conta com grande participação da sociedade nas atividades

    | Cultura

    Promovido pelo Governo de Pernambuco, por meio da Secult-PE e Fundarpe, o evento contou, nesse sábado (22), com duas ações voltadas para a preservação do patrimônio

    Chegando ainda na metade da sua programação, a 13ª Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco, promoveu, neste sábado (22), dois importantes encontros sobre a salvaguarda dos bens materiais e imateriais de Pernambuco. O primeiro deles, o “Reflexões acadêmicas sobre o patrimônio cultural: produção dos cursos de Arquitetura e Urbanismo de PE”, que acontece desde 2017, reuniu estudantes de arquitetura de cinco instituições acadêmicas pernambucana, que compartilharam, pelo Google Meet, pesquisas acadêmicas sobre patrimônios históricos do Estado.

    Outra atividade foi uma edição da live Conexão Patrimônio, intitulada “Iphan e a salvaguarda do Patrimônio Imaterial de Pernambuco”, com a participação de Giorge Bessoni, cientista social do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Iphan-PE), e de Marcelo Renan, da Gerência de Preservação do Patrimônio Cultural da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe).

    Realizada pelo Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e Fundarpe,  a Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco teve este ano o tema “Janelas do Patrimônio: Novos Olhares, Estratégias e Conexões”, propondo uma reflexão sobre o patrimônio cultural do Estado nesse momento que atravessa a humanidade e estimulando um novo olhar para o patrimônio por parte da população.

    Por conta da pandemia, pela primeira vez a programação da Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco foi 100% virtual, com todas as suas ações transmitidas nos canais da Secult-PE e Fundarpe no Instagram (@culturape) e Youtube (youtube.com/seculpe), além de atividades no Google Meet e no Portal Cultura.PE (www.cultura.pe.gov.br). Também pela primeira vez, todos esses encontros estão disponíveis na internet para quem quiser assisti-los.

    Segundo Renata Echeverria, coordenadora da Semana, o fato da programação deste ano ser toda virtual possibilitou que o evento pudesse chegar dentro da casa das pessoas, alcançando um público que talvez não participasse presencialmente das atividades.

    “Para se ter uma ideia, o Seminário de Educação Patrimonial, realizado na última quarta (20) e quinta-feira (21), teve quase 700 visualizações nos dois dias. Em edições presenciais da mesma atividade e em anos anteriores, conseguíamos reunir um público estimado em 100 professores da rede pública. Ou seja, só nessa ação, tivemos sete vezes mais participantes do que a média das outras edições”, celebra Renata Echeverria.

    Os outros seminários e webnários, transmitidos no Google Meet e Youtube contam com aproximadamente 5.200 visualizações. A conferência de abertura da Semana, com a participação do professor Antonio Augusto Arantes Neto (UNICAMP), por exemplo, teve mais de 660 visualizações até hoje. Também participaram desse debate Gilberto Freyre Neto, secretário de Cultura de Pernambuco; Marcelo Canuto, presidente da Fundarpe; e Renata Borba, superintendente do Iphan-PE.

    No Instagram @culturape aconteceram os encontros Conexão Patrimônio, que somados totalizam mais de 3.200 visualizações. Participaram desses debates Maria Paula Costa Rêgo, bailarina e assessora de Dança da Secult-PE; a arquiteta e urbanista Amélia Reynaldo, A fotógrafa Roberta Guimarães; Márcia Souto, diretora de Promoção da Economia Criativa da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (ADDiper)c; e Rodrigo Novaes, secretário de Turismo e Lazer de Pernambuco.

    Este ano, a programação da Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco se espalhou por 11 municípios pernambucanos e contou com diversos parceiros, como as Secretarias Estaduais da Mulher (SecMulher-PE) e da Educação e Esportes (SEE-PE), o Iphan-PE, o Cais do Sertão e o Paço do Frevo. Além das atividades previstas na semana de 17 a 22 de agosto, outras ações vão acontecer até o final do mês. Clique aqui e confira a programação.

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  • Funase promove cursos para todos os adolescentes do Case/Cenip Arcoverde

    | Educação, Cultura

    funase cursos profissionalizantes

    Funase promove cursos para todos os adolescentes do Case/Cenip Arcoverde

     Atividades incluem temas nas áreas de alimentação, artesanato e libras

     A Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase) está promovendo, nesta semana, cursos profissionalizantes voltados a todos os 17 adolescentes em internação no Case/Cenip Arcoverde, no Sertão. As formações estão sendo viabilizadas graças a uma parceria com o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), responsável pela certificação das atividades. Estão sendo ofertadas aulas nas áreas de alimentação, artesanato e libras, com respeito às normas de distanciamento social decorrentes da pandemia.

     As aulas estão sendo ministradas por três agentes socioeducativos. No início da semana, oito socioeducandos iniciaram os cursos de Artesanato em Pneus e de Libras, cada um com quatro alunos. Já na terça (18), começou a ser ofertado o curso de Artesanato em Feltro. A aula inaugural teve a participação de cinco alunos, que aprenderão a desenvolver peças para enfeites e decoração.

     Outros quatro alunos participarão, a partir desta quinta (20), do curso de Culinária Básica, por meio do qual serão instruídos sobre como fazer doces finos, trufas, ovos de páscoa, pães, pizzas, coxinhas e bolinhos fritos. Todos os estudantes terão aulas de noções de empreendedorismo. Como trabalho de conclusão do curso, terão que elaborar uma feira gastronômica dentro da unidade. Esse e os demais cursos estão sendo coordenados pela equipe do Eixo Profissionalização, Esporte, Cultura e Lazer da Funase.

     “O início dos cursos está atrelado ao retorno das atividades, proporcionando aos adolescentes um momento importante de aprendizado, através de que eles terão a oportunidade de desenvolver novas técnicas. Estamos, de fato, cumprindo com o que rege a proposta pedagógica da Funase, que é proporcionar a profissionalização dos nossos socioeducandos. Eles estão adorando as aulas e aproveitando cada momento das atividades ofertadas”, diz a coordenadora geral do Case/Cenip Arcoverde, Paula Cibele.

     Imagens: Divulgação

    Cidades: Arcoverde
    Assuntos: Funase, Cenip Arcoverde, CIEE
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  • Uma análise robusta sobre a obra de João Cabral

    | Cultura

    cepe

    Em comemoração aos 100 anos do poeta pernambucano, Cepe lança edição revisada e acrescida de material inédito de João Cabral de ponta a ponta, de Antonio Carlos Secchin

    Neste ano do centenário do poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto, a Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) lança João Cabral de ponta a ponta. Trata-se de uma edição revisada e enriquecida com material inédito, onde estão reunidos estudos dedicados a toda a obra publicada pelo poeta pernambucano, realizados pelo escritor, professor de Literatura Brasileira da Faculdade de Letras da UFRJ e membro da Academia Brasileira de Letras, Antonio Carlos Secchin. O autor passou mais de 35 anos debruçado sobre as escritas cabralinas.

    No título de 598 páginas o leitor descobre um ensaio sobre Cabral e Carlos Drummond de Andrade e valiosas imagens com reprodução de dedicatórias importantes e de capas raríssimas de obras do autor. A obra será lançada dia 26 de agosto, às 17h30, em uma live no canal da Cepe no You Tube, com a participação de Secchin mediada pelo editor do Suplemento Pernambuco (Cepe), Schneider Carpeggiani. Na ocasião o autor pretende falar da concepção do livro, desde as versões iniciais, publicadas em 1985 e 1999, passando pela de 2014, até chegar à forma definitiva, pela Cepe. Inicialmente os livros estarão disponíveis apenas em formato e-book. A impressão está condicionada ao retorno das atividades presenciais da gráfica da empresa pública. 

    O livro conta ainda com uma importante entrevista de Cabral concedida a Secchin em 1980; a última palestra do poeta em ambiente acadêmico (na Faculdade de Letras da UFRJ, em 1993); todo o material analítico dos 20 títulos de João Cabral, expostos cronologicamente de acordo com as datas das publicações. Sem falar nos cinco ensaios sobre temas transversais da poesia do autor e de suas relações com outros escritores. Este último material de pesquisa foi publicado em 2014, pela extinta Cosac Naify, sob o título João Cabral: uma faca só lâmina.

    “É um orgulho publicar, dentro da programação do centenário de João Cabral de Melo Neto, uma obra que se dedica aos meandros da sua poesia, do primeiro ao último livro. João Cabral de ponta a ponta é a versão ampliada e consolidada das pesquisas de Secchin sobre o poeta; parte do trabalho de uma vida dedicada à literatura. É uma edição para conhecer a poesia cabralina em profundidade, pois o autor traz leituras essenciais da produção tardia de João Cabral, pouco lembrada pela crítica. Na edição da Cepe Editora, temos ainda material inédito, com um novo ensaio, uma entrevista, um depoimento e imagens de exemplares raros colecionados por Secchin. Além de tudo isso, o ensaísta consegue mostrar como ninguém, ao longo do volume, a vitalidade e novidade do poeta pernambucano para os leitores atuais”, resume o editor da Cepe, Diogo Guedes.

    "Uma vez que Cabral dizia apreciar meu trabalho crítico sobre sua poesia, gostaria de que quem gosta da obra cabralina pudesse conhecer o que sobre ela escrevi, o que agora será possível graças à publicação da Cepe. Mas antes, ou paralelamente a isso, o fundamental é ler a própria obra dele", sugere Secchin. O livro propõe, segundo Secchin, “uma leitura que não privilegie em particular qualquer corrente teórica que se ocupe do discurso poético. Por causa da multiplicidade de direções que o poeta imprimiu à sua obra”, diz Secchin na introdução do livro.

    Estudioso de vários autores, Secchin admite que enfatizou as pesquisas em João Cabral pela sintonia que se criou entre o escritor e o que ele, como leitor, valorizava: poemas de alto teor criativo simultaneamente claros e complexos. “O poema apenas ‘claro’, muitas vezes, tende a ser ingênuo ou panfletário. E me agrada percorrer a teia de seus versos para constatar que nela o ‘complexo’ jamais se transforma no ‘confuso’”. João Cabral é apontado como concretista, modernista, poeta marginal, integrante da geração de 45... O fato é que percorreu diversos movimentos artísticos, o que o torna atemporal. "Transitar entre vários movimentos artísticos é não congelar no tempo. Autores que respondem canonicamente à demanda de suas épocas correm o risco de desaparecerem com elas, por não terem injetado em seus textos um suplemento de sentido que os capacitasse a suportar demandas vindouras", defende Secchin.

     No início dos escritos do poeta, em 1938, João Cabral sofre influência do intelectual Willy Lewin, que o apresenta ao surrealismo, estilo que apareceu em seus primeiros trabalhos como forte característica, para logo desaparecer sem deixar rastros, e ser repudiado veementemente pelo autor.  Essa fase surrealista e onírica é bem presente em Pedra do sono (1942), seu livro de estreia.  “O surrealismo só esteve presente nas produções iniciais do poeta. Logo a seguir, já em 1945, em O engenheiro, ele começa a se libertar da influência surrealista, situando-se resolutamente contra o idealismo de ‘mistérios’ e de ‘essências’ na poesia, em prol de uma arte solar”. A morte está sempre ali, mas nunca é sombria. “É ao ar livre, ou então temperada ou relativizada pelo humor, embora ácido”.

     Nos detalhados estudos críticos, há espaço também para comentários de outros críticos sobre os livros de João Cabral. Tanto sobre o que os críticos mais falam quanto sobre o que eles preferem ignorar.  Poucos críticos destacavam, por exemplo, o caráter de humor de suas poesias, como o próprio João Cabral observava, segundo Secchin. “Um humor cortante, quase agressivo, eu acrescentaria, bem típico de quem maneja uma faca só lâmina”. Título de um dos livros de João Cabral, Uma faca só lâmina (1955) é obra de mais de 300 versos hexassílabos. Outros livros ignorados pela crítica são A escola das facas (1980), O Auto do frade (1984) e Agrestes (1985).

    "Considero que muitos se dão satisfeitos com a digamos, fase um de Cabral, que se encerra em 1968: ele entra na Academia Brasileira de Letras e publica, com grande sucesso de público e de crítica, sua Poesias completas. Quando retorna ao verso, em 1975, o contexto cultural já é outro, o da 'poesia marginal', e ele fica numa espécie de limbo, um poeta-'monumento' que pouco teria de novo a dizer. Mas não foi o que ocorreu”.

    Averso ao poema lírico, Cabral se autodenominava antilirista. "Minha poesia é intelectual, em alguns livros, é uma poesia de crítica social à situação nordestina, é uma poesia, como dizem os críticos atuais, metapoesia, uma poesia sobre a poesia, mas não é uma poesia lírica. Eu tenho a impressão de que a verdadeira poesia lírica hoje está sendo feita pelos compositores de música. Os grandes líricos do Brasil hoje chamam-se Caetano Veloso, Chico Buarque de Holanda", diz João Cabral a Secchin. Para ele, o trabalho poético era como um trabalho manual.” Ele recorre a comparações com atividades manuais – as do ferreiro, do toureiro, do pescador – exatamente para retirar da poesia a aura do sublime, como efeito de inspiração reservada aos poucos eleitos  ou iluminados. Cabral não é um iluminado, é um iluminador”. 

    O poeta de Morte e vida severina (1966), seu maior sucesso, transformado em peça de teatro e "best-seller absoluto na história editorial da poesia do país”, nas palavras de Secchin, er grande apreciador da temática sertaneja. O cão sem plumas (1950), O rio (1953) e A educação pela pedra  (1966) são obras que tratam do tema. Mas ao estilo cabralino: "O Sertão de Cabral é singularmente silencioso. Não há urros animais ou gritos humanos, estrondo de águas, sequer o crepitar de folhas sob um sol assassino, ou o impacto de cascos na caatinga. Reduzida a sua expressão mais tosca — as pedras, o rio, e de vez em quando alguma coisa viva aí no meio —, a natureza, ainda assim, não cessa de falar (...) O Sertão não é unicamente um lugar; é um estilo. Captá-lo, traduzir-se nele, significa estar atento a suas numerosas configurações, sobretudo as discursivas". Cabral aproximou o Nordeste brasileiro à Espanha, país onde exerceu sua profissão de diplomata - viveu fora do Brasil durante 40 anos. Na cidade de Sevilha encontrou semelhanças com a paisagem nordestina e se encantou, elegendo esses dois espaços como os mais importantes de sua vida.

    "Descobri nesse poeta crítico que força criadora e rigor analítico podem partilhar o mesmo solo de linguagem. Convivi com poemas que não propõem um estoque de saberes, mas o exercício de sucessivas desaprendizagens para aprender melhor aquilo de que o olhar domesticado não consegue dar conta, na travessia tormentosa para o novo", elogia Secchin.

    Se fosse entrevistar o poeta hoje, Secchin disse que perguntaria a João Cabral: "João, tudo bem com os capítulos finais que escrevi e que você não chegou a ler? Se tiver algo a acrescentar ou retificar, me avise num sonho, embora eu desconfie de que você, com seu apego ao dia e à razão,  provavelmente detestará valer-se  desse veículo para comunicar-se comigo".

     

    TRECHOS DE POESIAS DE JOÃO CABRAL

    Esse punhal do Pajeú,

    faca-de-ponta só ponta,

     nada possui da peixeira:

    ela é esguia e lacônica.

    (Facas pernambucanas)

     

    Ó jardins enfurecidos,

    pensamentos palavras sortilégio

    sob uma lua contemplada;

    jardins de minha ausência imensa e vegetal;

    ó jardins de um céu

    viciosamente frequentado:

    onde o mistério maior

    do sol da luz da saúde?

    (Poesia)

     

    A luz de três sóis

    ilumina as três luas

    girando sobre a terra varrida de defuntos.

    Varrida de defuntos

    mas pesada de morte:

    como a água parada,

    a fruta madura.

    / (...) /

    E morte ainda no objeto

    (sem história, substância,

    sem nome ou lembrança)

    abismando a paisagem,

    janela aberta sobre

    o sonho dos mortos.

    (A paisagem zero)

     

    A bailarina feita

    de borracha e pássaro

    dança no pavimento

    anterior do sonho.

    A três horas de sono,

    mais além dos sonhos,

    nas secretas câmaras

    que a morte revela.

    Entre monstros feitos

    a tinta de escrever,

    a bailarina feita

    de borracha e pássaro.

    Da diária e lenta

    borracha que mastigo.

    Do inseto ou pássaro

    que não sei caçar.

    (A bailarina)

     

    Desordem na alma

    que se atropela

    sob esta carne

    que transparece.

    Desordem na alma

    que de ti foge,

    vaga fumaça

    que se dispersa,

    informe nuvem

    que de ti cresce

    e cuja face

    nem reconheces.

    Tua alma foge

    como cabelos,

    unhas, humores,

    palavras ditas

    que não se sabe

    onde se perdem

    e impregnam a terra

    com sua morte.

    Tua alma escapa

    como este corpo

    solto no tempo

    que nada impede.

    (Pequena ode mineral)

     

    Serviço:

    Lançamento do livro João Cabral de ponta a ponta com bate-papo entre Antonio Carlos Secchin e Schneider Carpeggiani

    Quando: 26 de agosto

    Horário: 17h30, em live no canal da Cepe no You Tube (https://www.youtube.com/watch?v=tHCBSwwWfkk)

    Preço do livro: R$ 18 (e-book); R$ 60 (livro físico)

    Assuntos: cepe, cultura, livro
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  • Regulamentação da Lei Aldir Blanc é assinada. Estados e municípios aguardam pelos recursos

    | Cultura

     

    Regulamentação da Lei Aldir Blanc é assinada. Estados e municípios aguardam pelos recursos

    O total destinado para Pernambuco será de R$ 143 milhões – em valores aproximados –, a serem distribuídos com o Governo do Estado (R$ 74 milhões) e todos os municípios pernambucanos (R$ 69 milhões)

    O Diário Oficial da União saiu, nesta terça-feira (18), com uma notícia muito esperada pela classe artística: após uma expectativa que durou exatos 49 dias, o Governo Federal assinou o decreto que regulamenta a distribuição dos recursos da Lei de Emergência Cultural, que recebeu o nome de Lei Aldir Blanc. As regras para o repasse também estavam sendo bastante aguardadas pelas gestões públicas dos estados e municípios brasileiros, que ficarão responsáveis pelo repasse direto aos artistas, trabalhadores, técnicos e espaços culturais impactados pelas restrições sociais causadas pela pandemia do coronavírus. A publicação ainda não define a data do repasse a ser feito pelo Governo Federal.

     Os recursos totais são da ordem de R$ 3 bilhões para todo o País, ficando destinado para Pernambuco R$ 143 milhões – em valores aproximados –, a serem distribuídos com o Governo do Estado (R$ 74 milhões) e todos os municípios pernambucanos (R$ 69 milhões). Esse valor abrange três categorias distintas (incisos I, II e III da Lei): 1) auxílio emergencial de R$ 600 por no mínimo três meses para trabalhadores e trabalhadoras da cultura (pessoas físicas) com atividades interrompidas durante a pandemia; 2) um apoio financeiro entre R$ 3 mil e R$ 10 mil para espaços culturais e artísticos, microempresas e pequenas empresas culturais, organizações culturais comunitárias, cooperativas e instituições culturais que também tiveram suas atividades suspensas pelo isolamento social; 3) e um percentual mínimo de 20% do valor destinado para cada unidade federada a ser investido em editais, chamadas públicas, prêmios, aquisição de bens e serviços vinculados ao setor cultural.

      Aos governos estaduais ficará a responsabilidade de fazer os pagamentos às pessoas físicas, deixando os pagamentos aos espaços culturais e aos coletivos a cargo das prefeituras. As duas esferas de governo (estados e municípios) também precisarão definir os critérios para os editais e prêmios ligados ao inciso III.

     “À frente das mobilizações que envolveram a aprovação da Lei Aldir Blanc, o Governo de Pernambuco – por meio da Secult-PE e da Fundarpe – foi e continua sendo um dos protagonistas na articulação nacional para criação de modelos transparentes e democratizados de execução da Lei Aldir Blanc. A situação requer a máxima responsabilidade dos gestores públicos, não apenas na execução, bem como na garantia de que os benefícios cheguem o mais rápido possível aos artistas, trabalhadores da cultura e equipamentos culturais que mais necessitam”, declara o secretário de Cultura de Pernambuco, Gilberto Freyre Neto.

     A Secult-PE já realizou, desde maio, quase uma centena de reuniões virtuais abertas com representantes da sociedade civil, comissões setoriais de cultura e com os conselhos estaduais de Preservação, Política Cultural e Consultivo do Audiovisual. Destacam-se entre esses encontros seis webconferências, sendo quatro regionalizadas (para cada macrorregião do Estado), todas com ampla audiência e participação, que permanecem disponíveis para consulta no canal www.youtube.com/secultpe“As duas primeiras webconferências estaduais foram o ponto mais importante nesse momento de articulação da classe artística e dos gestores públicos. Há alguns anos que eu não sentia esse envolvimento tão intenso nas discussões e na mobilização por uma política pública para o setor. Estamos, todos e todas, bastante entusiasmados com o momento”, comentou a secretária-executiva de Cultura, Silvana Meireles.

    Com a regulamentação federal, a Secult-PE agora fica encarregada de publicar sua regulamentação estadual, juntamente com cada gestor municipal. Além das regras, cada ente federado precisa entregar um plano de ação para a execução dos recursos da Lei, que serão incluídos na Plataforma + Brasil, por onde o Governo Federal irá acompanhar a destinação dos recursos.

     CONTROLE SOCIAL – Na etapa de aplicação dos recursos, os gestores estaduais e municipais vão contar com o suporte, apoio, vigilância e fiscalização dos conselhos estaduais e municipais de Cultura. “É papel da sociedade civil, juntamente com os órgãos de controle e as casas legislativas (Assembleia e Câmaras Municipais), a fiscalização da aplicação desse auxílio emergencial. Será com o envolvimento e compromisso de todos e todas, que os artistas, técnicos, profissionais, coletivos, cooperativas, empresas e equipamentos ligados à cadeia produtiva da Cultura poderão sair da situação que se encontram desde o início da pandemia”, opinou Jocimar Gonçalves, presidente do Conselho Estadual de Política Cultural.


      

     


    Cidades: Jaboatão dos Guararapes , Recife
    Assuntos: Lei Aldir Blanc, artista, governo de Pe, secretaria de cultura
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  • Cepe Editora lança biografia de Celso Marconi durante live na próxima sexta-feira (21)

    | Educação, Cultura

    Cepe Editora lança biografia de Celso Marconi

    durante live na próxima sexta-feira (21)

     5º título da Coleção Perfis, livro foi escrito pelo jornalista e cineasta Luiz Joaquim e brinda os 90 anos do biografado

     A Cepe Editora lançará na próxima sexta-feira (21), em live no seu canal no YouTube,  a biografia do jornalista, crítico, professor, programador, curador cinematográfico e cineasta Celso Marconi. Celso, que completará 90 anos de idade no domingo (23), tem  trajetória de vida intrinsecamente ligada ao cinema e à formação de gerações de cinéfilos e cineastas em Pernambuco. O livro Celso Marconi, o senhor do tempo, quinto título da Coleção Perfis, leva a assinatura do também jornalista, professor, escritor e realizador Luiz Joaquim. A live começará às 17h30 e contará com a participação do autor, do biografado e do editor da Cepe, Diogo Guedes, na mediação da conversa.

    Considerado o mais longevo crítico de cinema em atividade no Brasil, Celso Marconi de Medeiros Lins, recifense nascido no Poço da Panela, que um dia pensou em ser médico, se preparou para cursar Direito e mergulhou na Filosofia, se mantém em plena atividade há 66 anos ininterruptos.

    Tempo marcado por vigorosa contribuição, em várias frentes, que sempre convergiu para a democratização do acesso ao cinema. “Formidável é também conhecer a trajetória de Celso Marconi ao longo das quase sete décadas [...] e entender que sua bandeira seguiu flamulando, coerentemente, sob o mesmo vento que sopra a ideia do cinema brasileiro como uma arte popular, para o povo e sobre o povo”, destaca o autor no livro.

     Celso Marconi, o senhor do tempo é a primeira biografia de Luiz Joaquim. Autor de Cinema brasileiro nos jornais (Editora Massangana, 2018), ele levou 11 meses em um profundo mergulho no universo pessoal e profissional de Celso Marconi  para revelá-lo a partir de extensa pesquisa em livros e acervos jornalísticos, depoimentos de familiares, amigos, colegas de profissão e do próprio biografado.

     “A experiência foi excitante, e não apenas do ponto de vista intelectual (pela erudição que Celso carrega com ele), mas também por me pôr à prova para tocar um projeto tão valioso em termos pessoais para o biografado - que tanto admiro - e para mim. O leitor, claro, também estava nesse horizonte. A ele me propus entregar um material sedutor, rico e, em vários sentidos, inspirador e revelador sobre a trajetória e importância de Celso”, revela Luiz Joaquim.   

    Em 167 páginas e com fotos do acervo pessoal, o livro evidencia  marcos da vida de Celso Marconi, referenciando-os a fatos históricos e cotidianos da cidade, do país e do mundo.  Entre tantos balizadores, a infância impactada pela morte da mãe; os sucessivos lares (e cidades) em que viveu sob a guarda de parentes; a adolescência de menino tímido que viu o mundo se revelar em tardes de leituras (Charles Dickens, Dostoievski, Jorge Amado); o envolvimento com a cena cultural recifense (que nos anos 1950 já buscava ressignificar o cinema);  a  generosa amizade com Jomard Muniz de Brito; as tantas colaborações para a cultura e para o audiovisual; a carreira jornalística estelar; os anos de chumbo e os novos espaços ocupados num mundo essencialmente digital.

    Luiz Joaquim acredita que o título chega para reparar lacunas. “Entre os vários méritos que o livro resgata a Celso está a sua contribuição na formação de dezenas (ou centenas) de milhares de interessados por arte no Estado. E não apenas como um jornalista cuja proposta era difundir e promover reflexão sobre esse campo - e sempre com um pé (ou os dois) fincado(s) na responsabilidade social da arte-, mas também como curador e programador de cinema. Junto a Fernando Spencer (que também carece de uma biografia), Celso sedimentou no morador do Grande Recife, dos anos 1950 aos 2000, o hábito de sair de casa para ver e debater um filme autoral e, assim, afinar sua personalidade com o que havia de melhor no mundo. E isso não é pouco”.   

     Sobre o autor

    Jornalista e mestre em comunicação,  Luiz Joaquim atuou como repórter e crítico de cinema no Jornal do Commercio (Recife, 1997-2001) e na Folha de Pernambuco (2004- 2015). Coordenou o Cinema da Fundação Joaquim Nabuco entre 2001 e 2017. Atualmente é responsável pelo bacharelado em Cinema e Audiovisual da Uniaeso e vice-presidente da Associação Brasileira de Críticos de Cinema. Criador e editor do site cinemaescrito.com, também dirigiu os curtas-metragens Eiffel (2008) e O homem dela (2010).

     Serviço:

    Live de lançamento do livro Celso Marconi, o senhor do tempo

     Quando: 21 de agosto, sexta-feira

    Onde: Canal da Cepe no Youtube

    Horário: 17h30 (Participação de Luiz Joaquim, Celso Marconi e Diogo Guedes)

    Preço do livro: R$ 40,00 (impresso) e R$ 12,00 (e-book).

    Devido à pandemia de Covid-19, que gerou a suspensão dos serviços gráficos da Cepe, neste primeiro momento só serão comercializados livros na versão e-book. Exemplares impressos serão disponibilizados com o retorno do parque gráfico da editora a partir de decisão do Governo do Estado.

     

    Cidades: Recife
    Assuntos: Cepe, livro, comunicação
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  • Semana do Patrimônio Cultural abre programação com anúncio dos vencedores do Prêmio Ayrton de Almeida de Carvalho

    | Cultura

    Primeiro dia da 13ª edição do evento também contou com uma palestra ministrada pelo professor de Antropologia da UNICAMP (SP), Antonio Augusto Arantes Neto, entre outras atividades

    No Dia do Patrimônio Cultural Brasileiro, celebrado nesta segunda-feira (17), teve início a programação da 13ª Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco, promovida pela Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe). O primeiro dia de atividades, que este ano acontecerão exclusivamente pela internet, contou com o anúncio, às 14h, pelo Youtube da Secult-PE e Fundarpe (youtube.com/secultpe), das propostas vencedoras da 5ª edição do Prêmio Ayrton de Almeida de Carvalho, voltado para a preservação do patrimônio cultural. Além da premiação, o público assistiu, na sequência, a uma webconferência com a participação de Antonio Augusto Arantes Neto, professor de Antropologia da UNICAMP (SP). Pela manhã, foi realizada também, por meio do Google Meet, uma apresentação sobre a linha de Patrimônio do Funcultura Geral, com a arquiteta Marina Russel.

    Participaram da webconferência de abertura da 13ª Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco o secretário de Cultura de Pernambuco, Gilberto Freyre Neto; o presidente da Fundarpe, Marcelo Canuto; a coordenadora da Semana, Renata Echeverria; a superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Iphan-PE), Renata Borba; o produtor cultural Gil Silva; e o professor Antonio Augusto Arantes Neto.

    Para Renata Borba, “é motivo de orgulho ver que a Semana ganha cada vez mais musculatura, com a capacidade de se reinventar diante deste momento atípico que estamos vivendo. Vejo como o grande desafio do evento somar esforços nessa rede de parceiros que foi construída ao longo dos 13 anos de realização do evento, pra que a gente busque alternativas pra minimizar os impactos sofridos no turismo, cultura e patrimônio”, disse a superintendente do Iphan-PE.

    Marcelo Canuto reafirmou importância da descentralização da programação da Semana. “Teremos ações em 11 municípios pernambucanos e com vários parceiros. A questão da pandemia desarrumou a vida das pessoas, mas conseguimos propor uma saída num modelo que acaba envolvendo muita gente que talvez não participasse presencialmente, e que terão a oportunidade de estarem em debates muito ricos”, ressaltou o presidente da Fundarpe.

    Gilberto Freyre Neto, que também é presidente do Conselho de Preservação do Patrimônio Cultural de Pernambuco (CPPC-PE), destacou que diante desse momento de pandemia, o evento faz uso da tecnologia para chegar a todos os recantos do Estado. “A Semana já é sucesso, e vamos levar conteúdo de qualidade para a casa das pessoas, principalmente sobre a nossa lida diária em relação à preservação do patrimônio, que tem tantas coisas boas a serem divulgadas, principalmente o que deixaremos de legado para as próximas gerações”, pontuou o secretário Estadual de Cultura.

    Marcelo Canuto e Gilberto Freyre Neto aproveitaram a ocasião para realizar uma homenagem póstuma a três artistas que Pernambuco perdeu recentemente: o Mestre Aprígio, que era Patrimônio Vivo; Tereza Costa Rêgo e Zé Amâncio do Coco, que faleceu no último final de semana.

    O professor Antonio Augusto Arantes Neto opinou, antes de apresentar seu simpósio sobre o patrimônio cultural e os desafios que surgiram com a pandemia da covid-19, que o fato da Semana estar na sua décima terceira edição, “mostra, por si só, uma sequência de feitos num única direção, e traz um novo ânimo para quem defende o patrimônio cultural”, disse o professor da Unicamp.

    PRÊMIO AYRTON DE ALMEIDA - Após as falas de abertura, foram anunciados os vencedores do 5º Prêmio Ayrton de Almeida de Carvalho. Na categoria “Acervos documentais e Memória”, a proposta vencedora foi a “Terreiro Boi Pintado – Do Sonho À Realidade”, enquanto o segundo lugar ficou om a ação “Homens do Barro de Goiana – Ceramistas, Movimentos e Expressões da Cerâmica Figurativa do Barro dos Canaviais”.

    Em “Formação”, o primeiro colocado foi o projeto “Frevo: (Re)Construindo Memórias de Nossa Cultura”, e o segundo “Capoeira com a UFPE: Gingados Transformadores ao Ritmo de Epistemologias Críticas”. Já na categoria “Promoção e difusão”, o primeiro e segundo colocado foram, respectivamente, as ações “Kipupa Malunguinho – Coco na Mata do Catucá” e “Várzea – Meu Bairro, Meu Patrimônio”.

    Segundo Gil Silva, representante da proposta “Frevo: (Re)Construindo Memórias de Nossa Cultura que falou em nome dos vencedores, “uma premiação como essa mostra o quanto é importante andarmos juntos, sociedade civil e poder público, e devemos manter nossas ações de salvaguarda carregados de amor. Mostra também a importância da movimentação da cultura no sentido de possibilitar novos olhares para a cultura de uma forma geral”.

    Os primeiro colocados do 5º Prêmio Ayrton de Alemida receberão prêmios de R$ 20 mil, enquanto os segundos um valor de R$ 10 mil. Criado em 2015, o Prêmio Ayrton de Almeida de Carvalho tem o objetivo de reconhecer ações voltadas à preservação, sobretudo, da memória cultural do Estado, dos seus patrimônios culturais tangíveis (materiais) e intangíveis (imateriais). Clique aqui e confira o resultado.

    PROGRAMAÇÃO DA SEMANA - A 13ª Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco segue com sua programação até o próximo sábado (22), com o tema “Janelas do Patrimônio: Novos Olhares, Estratégias e Conexões”. Este ano o evento propõe uma reflexão sobre o patrimônio cultural do Estado nesse momento que atravessa a humanidade, e terá todas as suas ações transmitidas virtualmente, nos canais @culturape no Instagram e Youtube, além de atividades no Google Meet – com as salas divulgadas ao longo da Semana - e do Portal Cultura.PE (www.cultura.pe.gov.br). Clique aqui e confira programação completa.

    CONFIRA A PROGRAMAÇAO NA 13ª SEMANA DO PATRIMÔNIO CULTURAL NESTA TERÇA-FEIRA (18)

    INSTAGRAM

    17h às 18h - Live - Conexão Patrimônio: Arquitetura

    - Amélia Reynaldo - Arquiteta e urbanista

    Mediação: Renata Echeverria Martins - GGPPC/Fundarpe

    Plataforma: Instagram - @culturape

    YOUTUBE

    19h às 21h - Webnário Janelas do Patrimônio - Patrimônio

    Imaterial, cultura popular e desenvolvimento local

    Convidados:

    - Eliz Galvão - Coordenadora dos Cursos Culturais do Centro

    Comunitário Vivendo e Aprendendo

    - Vera Galvão - Diretora do Museu da Cultura Popular Vera Galvão

    - Edilamar Lopes - Pós-graduada em Turismo, Presidenta do

    Maracatu de Baque Solto Cambinda Brasileira

    - Cícera Patrícia Alcântara Bezerra - Historiadora do Iphan no Piauí

    - Shari Carneiro de Almeida - Museóloga na Superintendência do

    Iphan em Pernambuco

    Mediação: Leonardo Leal Esteves - Antropólogo

    Plataforma: youtube.com/secultpe

    ATIVIDADES DE PARCEIROS

    14h - Conversa Virtual: Projetos Culturais e a Agenda 2030

    - Vanessa Marinho - Mestre em história e coordenadora de conteúdo

    do Paço do Frevo

    - Carlos Sandroni - Etnomusicólogo, pesquisador e professor da

    Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

    - Manuel Gama - Pesquisador e coordenador do Observatório de

    Políticas de Comunicação e Cultura (POLOBS) da Universidade do

    Minho em Portugal

    Plataforma: Link para acesso será enviado mediante inscrição prévia,

    sujeito a lotação. Inscrições gratuitas até o dia 14.08 através do link

    nas redes do Paço do Frevo

    Informações: comunicacao.recife@idg.org.br

    CONFIRA AS AÇÕES PREMIADAS NO 5º PRÊMIO AYRTON DE ALMEIDA CARVALHO DE PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO CULTURAL DE PERNAMBUCO

    CATEGORIA ACERVOS DOCUMENTAIS E MEMÓRIA:

    1º LUGAR

    AÇÃO: TERREIRO BOI PINTADO - DO SONHO A REALIDADE

    PROPONENTE: CAVALO MARINHO BOI PINTADO

    RESUMO: O TERREIRO BOI PINTADO – DO SONHO A REALIDADE é um projeto de reforma e implantação da sede do Cavalo Marinho Boi Pintado na comunidade de Chã de Esconso, no Município de Aliança, Zona da Mata Norte de Pernambuco. São Produtos da ação: A implementação da Sede do Cavalo Marinho Boi-Pintado; transformação do espaço no “Terreiro de Cultura Popular”, polo descentralizado dos ciclos festivos do Estado de Pernambuco; “Escola das Tradições”, projeto educativo voltado à transmissão de saberes e práticas relacionadas ao Cavalo Marinho e o “Museu Comunitário dos Cavalos Marinhos da Mata Norte”, em andamento.

    2º LUGAR

    AÇÃO: HOMENS DO BARRO DE GOIANA - CERAMISTAS, MOVIMENTOS E EXPRESSÕES DA CERÂMICA FIGURATIVA DO BARRO DOS CANAVIAIS.

    PROPONENTE: ALEXANDRE RIBEIRO DE LIMA VELOSO

    RESUMO: O projeto nasce da necessidade de registro e de salvaguarda do patrimônio artístico da cidade, que tem como marca a cerâmica figurativa. O produto é uma exposição e catálogo da produção de cerâmica da cidade de Goiana. A exposição “Ceramistas, Movimento e Expressões da cerâmica figurativa do barro dos canaviais” expõe a produção dos artesãos locais, que fala do cotidiano dos trabalhadores rurais,  e expõe seu traço particular, com expressões finas e vibrantes.

    CATEGORIA FORMAÇÃO

    1º LUGAR

    AÇÃO: FREVO: (RE)CONSTRUINDO MEMÓRIAS DE NOSSA CULTURA

    PROPONENTE: GIL SILVA

    RESUMO: O projeto promoveu aulas-espetáculo, objetivando a valorização dos profissionais da cultura do frevo. A ação usou diversas linguagens artísticas para apresentar a cultura do frevo, e foi direcionada para estudantes de escolas públicas e teve financiamento aprovado também pelo Funcultura, além de contar com parcerias com as Secretarias Municipais de Educação de Serra Talhada e São José do Belmonte, além da Fundação Cultural Cabras de Lampião.

    2º LUGAR

    AÇÃO: CAPOEIRA COM A UFPE: GINGADOS TRANSFORMADORES AO RITMO DE EPISTEMOLOGIAS CRÍTICAS

    PROPONENTE: HENRIQUE GERSON KOHL

    RESUMO: A ação é um projeto de extensão coordenado por Henrique Gerson Kohl (mestre "Tchê"), docente do Curso de Educação Física do Departamento de Educação Física do CCS/UFPE. A ação contribui para a socialização dos conhecimentos inerentes ao patrimônio imaterial em questão, priorizando os mestres enquanto detentores dos saberes e práticas tradicionais, assim como diálogos permanentes entre Capoeira, Universidade e Sociedade.

    CATEGORIA PROMOÇÃO E DIFUSÃO

    1º LUGAR

    AÇÃO: KIPUPA MALUNGUINHO - COCO NA MATA DO CATUCÁ

    PROPONENTE: ALEXANDRE ALBERTO L'OMI L'ODÒ SANTOS DE OLIVEIRA

    RESUMO: O projeto é uma celebração anual  dos povos de terreiro da Jurema Sagrada, realizada pelo Quilombo Cultural Malunguinho em Pitanga II, município de Abreu e Lima, na Região Metropolitana de Recife (RMR). No ano de 2019 o Kipupa Malunguinho reuniu aproximadamente 10 mil participantes de vários estados. Recebeu, neste mesmo ano, Menção Honrosa no Prêmio Ayrton de Carvalho, a época em sua 4ª edição.

    2º LUGAR

    AÇÃO: VÁRZEA - MEU BAIRRO, MEU PATRIMÔNIO

    PROPONENTE: JÚLIA MORIM

    RESUMO: O projeto, que teve financiamento do Funcultura, objetivou a divulgação, através de vídeos de curta metragem, do patrimônio cultural do Bairro da Várzea. A equipe realizou a gravação de depoimentos de personagens, realização de atividades e festividades, ações de preservação da comunidade em prol da restauração do Casarão da Várzea. Os vídeos foram apresentados em escolas, no espaço do "Casarão da Várzea" e durante a realização do festival local do bairro, para um público diverso. 

    Assuntos: cultura
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