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  • Secult-PE/Fundarpe lança o 5º Prêmio Ariano Suassuna de Cultura Popular e Dramaturgia

    | Cultura

    Prêmio de cultura

    Inscrições iniciam dia 5 de abril e seguem até o dia 28 do mesmo mês na plataforma Mapa Cultural de Pernambuco - ou via Correios para a categoria Cultura Popular

    O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE) e da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), divulgou, nesta quarta-feira (25), o edital da quinta edição do Prêmio Ariano Suassuna de Cultura Popular e Dramaturgia. As inscrições iniciam dia 5 de abril e seguem até o dia 28 do mesmo mês, podendo ser feitas através da plataforma Mapa Cultural de Pernambuco (http://www.mapacultural.pe.gov.br/oportunidade/242/).

    O processo de inscrição na categoria Cultura Popular também poderá ser feito via Correios, bem como serão aceitos materiais físicos complementares das inscrições que possibilitem melhor análise das propostas que forem feitas pela internet. Clique aqui e confira o edital e seus anexos.

    Em Cultura Popular, serão premiadas práticas individuais ou coletivas de transmissão de saberes e fazeres, preservação da memória das expressões populares em todas as suas formas e modos próprios, entre outras práticas e demais conhecimentos.

    Podem participar pernambucano/a/s nato/a/s residentes no Estado, bem como pessoas físicas naturais de outros Estados e pessoas jurídicas sem fins lucrativos (que deverão comprovar residência ou sede em Pernambuco, há, pelo menos, cinco anos).

    Na área de Dramaturgia, os prêmios serão destinados às obras inéditas do gênero dramático. As inscrições podem ser feitas por pessoas físicas nas mesmas condições, porém com residência há, pelo menos, dois anos no estado.

    Em Cultura Popular são duas categorias: Mestres e Mestras dos Saberes e Fazeres, e Grupos/Comunidades. Para cada uma, haverá até quatro prêmios, sendo, um para cada macrorregião de Pernambuco: Região Metropolitana, Zona da Mata, Agreste e Sertão.

    Em Dramaturgia, outras duas categorias: Teatro Adulto e Teatro para Infância. Serão reservados quatro prêmios para a Categoria Teatro Adulto e três prêmios para a Categoria Teatro para Infância.

    Uma das novidades deste ano é que serão entregues dois prêmios para dramaturgias escritas por mulheres cis ou trans, independente da categoria de inscrição. Haverá também um prêmio específico para o gênero teatro de animação.

    Para a categoria Cultura Popular, serão distribuídos até oito prêmios, contemplando propostas das quatro macrorregiões. Na categoria Mestres e Mestras dos Saberes e Fazeres, as propostas contempladas receberão premiação no valor de R$ 10 mil. E na Grupos/Comunidades, o valor de R$ 15 mil. Já para Dramaturgia, serão distribuídos até dez prêmios de R$ 5.100,00.

    O Prêmio Ariano Suassuna de Cultura Popular e Dramaturgia foi lançado em 2015 pelo Governo do Estado, por meio da Secult-PE/Fundarpe, através do Decreto Nº 41.954 de 27 de julho de 2015. A ação homenageia um importante nome de nossa história cultural: o escritor Ariano Suassuna. Para outras dúvidas ou esclarecimentos, os e-mails para contato são arianosuassuna.popular@gmail.com e teatroeopera@secult.pe.gov.br.

    Assuntos: secult, cultura, premio, ariano suassuna
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  • Continente Documento, uma viagem pela literatura, pela história e pela cultura de Pernambuco

    | Cultura
    conteudo

    No início dos anos 2000, mais precisamente de 2002 a 2007, a Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) lançou no mercado a revista temática Continente Documento. Personalidades como Francisco Brennand, histórias como a Guerra de Canudos e temas culturais como os 100 anos do frevo foram retratados na publicação. Uma das edições contém uma seleção de 30 contos para adultos e outra resgata 20 contos populares para crianças. Digitalizadas e disponíveis no portal Acervo Cepe (www.acervocepe.com.br), as revistas podem ser consultadas de forma gratuita e se apresentam como uma boa opção de leitura neste período de quarentena.

    A edição dedicada aos adultos (Todos os contos - Uma compilação de 30 autores publicados na Continente Multicultural) traz a prosa ficcional de escritores consagrados e novos talentos à época.  O romancista Raimundo Carrero, autor da Cepe (Condenados à vida), presenteia o leitor com o conto Reunião de ternuras e afetos. Comovente da primeira até a ultima palavra, o texto relata a angústia de um filho em sua busca pelo rosto da mãe, que ele jamais viu. Quando criança, ele "procurava a mãe na luz do dia e na treva da noite"; na juventude, questionava-se se era possível viver com "uma ausência que nunca mesmo fora presença." Leitura imperdível.

    Nessa mesma edição,  o escritor gaúcho Moacyr Scliar (1937-2011) publica o impagável conto Meu avô, o censor, sobre a relação entre um menino de 12 anos com o avô, que trabalhou como censor em jornais na época da ditadura no Brasil. Escolhido na família para ser acompanhante e companheiro do avô, que não era, digamos assim, um velhinho dos mais simpáticos, o neto leva a tarefa com o bom humor e a astúcia típicas das crianças. Impossível não rir ao embarcar nessa aventura.

    Em Tarde de domingo, conto do escritor Gilvan Lemos (1928-2015), que teve livros reeditados pela Cepe (Os olhos da treva, Jutaí menino e Emissários do Diabo, entre outros),  o o leitor vai entrar na casa de uma família composta pela mãe, o pai e um filho de 11 anos que, em vão, espera por um passeio domingueiro. Com uma narrativa bem leve, Gilvan Lemos nos convida a dividir essa tarde com o menino, que se distrai no quintal vendo o vaivém de formigas num trabalho sem fim, as folhas da mangueira balançando ao vento e os pardais tomando banho de areia no chão. Simples, como a vida poderia ser.

    Para o público infantil, na edição da Continente Documento intitulada Contos populares: Tão antigos quanto os falares do homem - exímio feiticeiro nas artes de contar, a jornalista e pesquisadora Maria Alice Amorim selecionou 20 narrativas. São histórias divertidas, mágicas e medonhas para encantar filhos e pais (afinal, todo pai foi criança um dia), acompanhadas de ilustrações no capricho. Um deleite para os olhos.

    Os contos populares escolhidos para a revista passam de boca em boca, há várias gerações, nos Estados de Pernambuco, Sergipe, Bahia, Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro. O cavalo da estrela de ouro na testa reproduz a peleja entre três irmãos para conquistar o amor de uma jovem; A formiguinha e a neve desvenda o segredo da cintura de pilão das formigas; Maria Borralheira narra as desventuras de uma pobre órfã até encontrar o príncipe encantado. Tudo registrado com os falares do povo.

    Há, no www.acervocepe.com.br, 54 edições digitalizadas da Continente Documento, revista de periodicidade mensal e que circulava com tiragem de 10 mil exemplares, numa contribuição da Cepe para a preservação da memória e da cultura pernambucana. O primeiro número foi publicado em setembro de 2002 com a história da ocupação holandesa no Nordeste brasileiro no século17 (1630-1654). 

    A Continente Documento era um subproduto da revista Continente Multicultural (hoje denominada apenas Continente, é uma das importantes publicações culturais do País), lançada pela Cepe em dezembo de 2000, informa o jornalista e criador das duas publicações, Mário Hélio Gomes da Silva. "A edição nº 0 da Continente Multicultural, que completa 20 anos no fim de 2020, trouxe na capa o pintor João Câmara, um personagem famoso, e tinha um conteúdo bem jornalístico", recorda Mário Hélio, que editou as revistas até 2003.

    Um ano depois, ao fazer o balanço do projeto e constatar o sucesso da revista, nascia a Continente Documento, diz ele. "A ideia era fazer números mais monográficos, verdadeiros livros, uma revista com jeito de livro, num formato que o jornalismo diário não poderia atender.  É um material voltado para a pesquisa escolar e consultas, ela não tem essa coisa efêmera do jornalismo", observa Mário Hélio, ao destacar a atemporalidade da revista. A publicação começou a ser vendida a R$ 3 e quando parou de circular custava R$ 6,50.

     "É uma boa opção gratuita para quem está em isolamento social", reforça o superintendente do Departamento de Digitalização, Gestão e Guarda de Documentos da Cepe, Igor Burgos. De acordo com ele, o portal Acervo Cepe tem mais de 800 mil páginas digitalizadas e encontra-se com projetos em desenvolvimento. "Estamos finalizando a digitalização de materiais do Instituto Miguel Arraes, para ser inserido no site ainda este ano, e também estamos concluindo o projeto com documentos históricos tombados pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) do TRT (Tribunal Regional do Trabalho), são dissídios coletivos e a digitalização já foi encerrada", afirma.
    Assuntos: casa civil, cepe, continente conteudo, isolamento, acervo cepe
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  • Projeto Palco em Casa tem segunda edição no Descubra Pernambuco

    | Cultura

    palco

    Apresentações online acontecem de quinta (3) a domingo (5) no canal oficial do turismo de Pernambuco no Instagram

    O sucesso do primeiro final de semana fez o Governo do Estado programar mais uma edição do projeto Palco em Casa no perfil @DescubraPernambuco do Instagram. Na segunda semana de realização, o festival ganha mais um dia, começando na quinta-feira (2) e indo até o domingo (5). Tem mais novidade: atrações infantis também estão na programação.

    A ação é uma parceria da Secretaria de Turismo e Lazer de Pernambuco e da Empetur com o cantor pernambucano André Rio, e nesta segunda semana contará com a participação de 22 artistas locais e da cena nacional, a exemplo do cantor Dudu Nobre, que divide a transmissão com Carla Rio, no sábado. 

    “Estamos muito felizes com o retorno positivo da primeira edição do Palco em Casa. Incluímos agora atrações para a criançada, já que nesses dias os pais estão ficando muito com os filhos em casa. Vai ser uma forma de integrar a família. Diversos artistas já estão se preparando para levar nossa linda cultura para a casa de milhares de pessoas que seguem as recomendações do distanciamento social em suas residências”, comenta o secretário de Turismo e Lazer de Pernambuco, Rodrigo Novaes.

    Para a criançada a programação especial será no sábado e domingo, com a participação da Fada Magrinha e do Tio Bruninho. Eles prometem animar a criançada e toda família a partir do final da tarde. Confira as outras atrações do Palco em Casa. 

    PROGRAMAÇÃO

    Quinta (02/4)
    19h Coral Edgard Moraes convida Getúlio Cavalcanti
    20h30 – Luciano Magno convida Davi Moraes
    22h- Som da Terra

    Sexta (03/4)
    17h30 - Nádia Maia
    19h - Marron Brasileiro
    20h30 - Romero Ferro
    22h – Maciel Melo convida Ed Carlos

    Sábado (04/4)
    17h30 - Fada Magrinha (Show Infantil)
    19h - Carla Rio convida Dudu Nobre
    20h30 – André Rio convida Maestro Fábio Valois
    22h – Benil Convida Bruno Lins

    Domingo (05/4)
    16h – Tio Bruninho (Show infantil)
    17h30 – Liv Morais
    19h- João Cavalcanti (RJ)
    20h30 – Luizinho de Serra convida Irah Caldeira

    Assuntos: setur, empetur, descubra pernambuco, projeto palco em casa
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  • Funcultura da Música incentivou, nos últimos anos, mais de 40 discos de artistas pernambucanos

    | Cultura

    Nos últimos três anos, por meio dos editais do Funcultura da Música, foram aprovados, anualmente, uma média de cinquenta projetos culturais. Além dos videoclipes, festivais, ocupação de espaços, de circulação, pesquisa e capacitação, vários destes projetos incentivados pelo Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), envolveram a gravação de discos de artistas pernambucanos que puderam produzir seus trabalhos autorais.

    Ao todo, foram mais de 40 discos produzidos, e vários destes álbuns ou canções estão disponíveis para audição em plataformas de streaming como o Spotify. Uma playlist produzida pela Secult-PE/Fundarpe pode ser uma opção de lazer em casa, neste período de quarentena, em cumprimento ao Decreto nº 48.832, com recomendações do Governo de Pernambuco para enfrentamento do coronavírus (COVID-19). 

    Até 2016, os projetos culturais na área da música em Pernambuco ainda eram incentivados pelo Funcultura Geral. Atendendo a uma demanda da sociedade e da classe artística do estado, o Governo do Estado decidiu, naquele ano, criar um edital específico que contemplasse a realidade do mercado da música a nível estadual.

    “Foi uma grande conquista para o setor da música de Pernambuco um edital específico do Funcultura, que está no seu quarto ano. Com ele, temos um orçamento maior, quase o dobro do que era disponibilizado no Funcultura Geral. Ganhamos também um novo formato na questão da análise dos projetos, e a defesa oral dos projetos habilitados, auxiliando os pareceristas a definirem as iniciativas a serem selecionadas”, destaca Andreza Portella, coordenadora de Música da Secult-PE.

    Segundo Andreza Portella, a categoria de gravação de disco é uma das que tem um dos maiores orçamentos. “É também uma das mais demandadas, com o maior número de inscritos nessa categoria, o que ressalta a importância do CD para os artistas no mercado fonográfico. Lembrando que a categoria de gravação não é só para disco físico, como EP, LP e DVD, mas também em formato digital”, explica a coordenadora de Música da Secult-PE.

    No 3º edital do Funcultura da Música (2018/2019), 12 artistas foram contemplados e puderam lançar seus trabalhos autorais, músicos pernambucanos como Hugo Lins, Mestre Bi e Ciranda Bela Rosa, e a Orquestra Malassombro, entre outros.

    Já na segunda edição do Funcultura da Música (2017/2018), foram aprovados 15 projetos de gravação de disco, envolvendo nomes como Tonfil, Mestre Zé Negão e Mestre Santino Cirandeiro, além de várias compilações como os álbuns “Samba de Erasto” (com canções de Erasto Vasconcelos), e “O que é que o Araripe tem” (apresentando vários forrozeiros do sertão pernambucano). 

    Lançado em 2016, o primeiro edital do Funcultura da Música (2016/2017) teve 19 gravações de CDs aprovadas, revelando o trabalho autoral de artistas como Thiago Martins, Cosmo Grão e Alexandre Revoredo.

    Primeiro artista do Agreste a aprovar um projeto de gravação de disco no Funcultura, Alexandre Revoredo lançou seu disco “Revoredo” na última sexta-feira (27). De acordo com o músico, o Fundo de Incentivo à Cultura deu a ele a possibilidade de fazer um disco de uma forma mais profissional.

    “Pude contratar uma equipe de assessoria de imprensa, design, fotografia, de impressão de discos, e ficou um trabalho muito primoroso, além de poder pagar alguns músicos, estúdios e produtores envolvidos no projeto. Sem o Funcultura, eu teria lançado, em 2016, um EP digital com quatro canções, e não um álbum produzido dessa forma mais elaborada e com as participações que eu queria que estivessem comigo”, disse o artista.

    4º Funcultura da Música – As inscrições para o Funcultura da Música 2019/2020 foram prorrogadas para o período de 15 a 29 de junho de 2020. Serão investidos R$ 4,16 milhões em projetos de música, o que garante o desenvolvimento da cadeia produtiva da música em suas diversas áreas. Clique aqui e confira o edital e seus anexos.

    Os recursos são distribuídos em nove categorias: Circulação; Festivais; Gravação; Produtos e Conteúdos; Economia da Cultura; Difusão Da Rede de Equipamentos do Estado, Geridos pela Secult/Fundarpe; Manutenção de Escolas de Bandas de Música e Corais; Formação e Capacitação; e Pesquisa.

    A Unidade de Atendimento ao Produtor Cultural funcionará, durante o Decreto nº 48.832,  por meio do e-mail atendimentosic@fundarpe.pe.gov.br, e pelos números (81) 9.8327.0979 e (81) 3184.3026, de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h, e das 13h às 17h.

    Confira os projetos contemplados em cada edição do Funcultura da Música na categoria Gravação:

    3º Edital do Funcultura da Música (2018/2019)
    517/19 – Ambrosino – Nuvem de Fumaça Guerrilheira 
    554/19 – Veneno Bento
    615/19 – Orquestra Malassombro
    629/19 – Sagrama e Gonzaga Leal – Na Trilha De Uma Missão – Um Reencontro Com a Missão de Pesquisas Folclóricas de 1938 em Pernambuco
    639/19 - 1º CD de Lais de Assis – Ressemântica 
    648/19 – Riá – CD “Desbravando”
    677/19 – Mestra Bi e a Ciranda Bela Rosa – O Mundo de Um Cirandeiro
    694/19 – Sangre de Amor
    709/19 – SH – Surama Ramos e Henrique Albino
    730/19 – Gravação do CD – Atemporal, de Hugo Lins
    775/19 – Víbora – CD Físico e Digital de Mário Sobel
    799/19 – Renata Rosa – Gravação do 4º CD e show de lançamento 

    2º Edital do Funcultura da Música (2017/2018)
    0869/18 – Áries da Canção: Combo (Vinil, CD, DVD e Livro) 
    0726/18 – Cavalinho de Barro 
    0736/18 – Agdá / O Canto do Meu Canto 
    0719/18 - 2º CD do Mestra Santino Cirandeiro – “Encontro de Gerações”
    0876/18 - CD: “O Que Que O Araripe Tem” 
    0922/1 - João Limoeiro e a Ciranda Brasileira 
    0665/18 – Tonfil – Gravação de CD e show de lançamento 
    0921/18 – Mucambo: Música Contemporânea Para Acordeon, Fagote, Clarineta, e Percussão 
    0745/18 – Sambas de Erasto 
    0777/18 - CD Samba de Matuto – “O Gravo das Moças” 
    0734/18 - CD “Mulheres Compositoras” 
    0621/18 - CD “Virgulados” 
    0673/18 - CD “Canto de Nêgo” – Mestre Zé Negão 
    0620/18 – Alexandre Rodrigues – Pífanos e Frevos 
    0883/18 – Gravação do CD "Ciclos"  

    1º Edital do Funcultura da Música (2016/2017)
    0708/2017 - CD - (Di)versificando – Coletânea dos Artistas e Poetas Egipcienses
    0744/2017 - CD Thiago Martins
    0752/2017 – Cosmo Grão – Disco Virtual
    0760/2017 – “Vereda Caminho” – Primeiro disco solo de Bruno Lins
    0805/2017 – Finalização do CD de Rogério Samico “Vento”
    0865/2017 - CD “Homenagem a Aciolly Neto”
    0896/2017 - CD de Leandro Vaz
    0930/2017 - CD “Rabeca Brasileira”
    0969/2017 – Casas Populares da BR 232
    0980/2017 - Mucambo – Música Contemporânea para Quarteto de Cordas
    0997/2017 – CD “Renascido do Caos”
    1021/2017 - DVD “Na Casa do Rei”
    1038/2017 – CD “Frevo Para Ouvir Deitado”, de Mônica Feijó
    1056/2017 – Reminiscências – Gravação, prensagem e lançamento de CD de Mario Sobel
    1059/2017 - CD “Frevo Classudo” – Duo Frevando
    1074/2017 - CD de Alexandre Revoredo
    1078/2017 – Gravação do CD de Gustavo Pontual
    1093/2017 – Produção do DVD de Henrique Albino e Grupo, com a Banda de Pífanos de Caruaru
    1161/2017 – CD “Lululoops”

    Assuntos: secult, fundarpe, funcultura da musica
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  • Literatura infantojuvenil no combate ao celular durante isolamento

    | Cultura

    capas

    Cepe Editora anuncia lançamentos no segmento para este ano e exibe alternativas do seu catálogo para entreter as crianças

    A pandemia da Covid-19 cancelou aulas, atividades esportivas e enclausurou crianças em casa. Resultado: televisão, videogame e celular o dia inteiro. Para os pais, aquele dilema: como oferecer outra opção nesse momento. Ainda mais para quem precisa não somente estar em casa, como também trabalhar em esquema de home office, o que requer um pouco de tranquilidade dentro dos metros quadrados disponíveis. A literatura pode ser uma ótima alternativa para afastar os pequenos dos eletrônicos e, de quebra, introduzi-las no mundo dos livros. São narrativas que abordam temáticas sociais, psicológicas e contemporâneas, ora em linguagem lúdica, ora realista, a depender da idade, dando grande importância às ilustrações.

    “Para as crianças, limitadas ao ambiente de casa nesse contexto e, muitas vezes, presas às telas, livros e histórias nunca foram tão importantes quanto agora. A Cepe Editora tem investido ao longo dos anos em um catálogo de narrativas para vários públicos. Neste ano, além do já lançado A menina que engoliu o céu estrelado (Gael Rodrigues) - vencedor do Prêmio Cepe Nacional de Literatura Infantojuvenil -, para crianças com mais grau de leitura, temos outros lançamentos previstos, como outros vencedores do prêmio: A biblioteca de Bia, de Viviane Ferreira Santiago; e Contos com gigantes, de Carolina Becker Kop”, revela o editor da Cepe, Diogo Guedes. 

    Uma crítica social à vida nas grandes cidades é feita pelo escritor Gael Rodrigues no livro A menina que engoliu o céu estrelado (R$ 45 - livro impresso; R$ 13,50 - e-book), lançado mês passado pela Cepe. O autor traz as aventuras oníricas de Jurema e do bode Damião em uma viagem rumo à capital. No caminho, a dupla encontra muitos perigos e gente esquisita, como as irmãs-peixe ou o homenzinho que regava o jardim de flores de pano. Ao chegarem, encontram um mundo cão, de trambiques, mentiras e exploração ao trabalhador. As ilustrações são de Renato Alarcão, o mesmo que assina os desenhos da obra A coisa brutamontes (R$ 40 -  livro impresso; R$ 10 - e-book), da jornalista Renata Penzani. A autora fala de um tema difícil com as crianças: a morte, comparada a um rinoceronte no meio da sala: 

    Ele estava ali – impossível que não o vissem! Um rinoceronte enorme, desconjuntado, peixe fora d’água. Mesmo eu, que só tenho 11 anos, sei reconhecer alguma coisa fora do lugar. Estava ali para quem quisesse ver, bem no meio da sala, interrompendo o vaivém das pessoas, que agiam como se nada incômodo ocupasse aquele lugar com cheiro de flor; não queriam esticar a vista para nada além do que já conheciam. Não sabiam mexer nas coisas inexplicáveis, e ainda assim olhavam para elas de cima, com seus olhares adultos, distribuindo respostas onde não cabiam nem as perguntas. E então o rinoceronte: descabido, inesperado, sem sentido. Tanto as pessoas o ignoravam que o absurdo da história que eu vou contar quase que nem tem a ver com ele. 

    O primeiro livro infantil do poeta Miró da Muribeca, Atchim! (R$ 20 - livro impresso; R$ 6 - e-book), é  um longo poema sobre as perguntas que as crianças costumam fazer sobre a vida e sobre Deus. “As perguntas parecem banais, mas são filosóficas”, diz Miró, que agradece ao ex-editor da Cepe, Wellington de Melo, pela sensibilidade de ter descoberto esse texto seu. “Ele descobriu esse meu lado infantil. Esse livro sou eu. É a história de um filho que nunca viu o pai; é a biografia da minha vida, da minha existência como negro da periferia”, resume. As ilustrações são do artista, cartunista e chargista mineiro Cau Gomez.

    Inspirado em uma história real de um menino que foi morar nas ruas do Recife aos 9 anos para fugir da violência doméstica, Anjo de Rua (R$ 20), de Manoel Constantino, apresenta Careca, 14 anos, em primeira pessoa. Amparado pelas ilustrações realistas do artista holandês radicado em Olinda Roberto Ploeg, a obra exibe o problema das crianças em situação de rua, passando fome e outras necessidades, nas mãos dos ‘justiceiros’ - que consideram que bandido bom é bandido morto - Sem meias palavras, mesmo sendo voltada para o público juvenil, a obra foi indicada ao Prêmio Jabuti (2012). 

    A literatura pode ser também uma forma mais fácil de aprender conteúdos escolares em outro contexto. No livro Os filhos do deserto combatem a solidão (R$ 35 livro impresso; R$ 7,50 - e-book), o menino africano Kandimba relata a época da escravidão no Brasil. Ele é trazido à força ao país após homens brancos invadirem seu povoado e o levarem prisioneiro para ser vendido aqui como escravo. Sua sorte muda ao parar nas mãos da mestiça Joana, que não apenas o protege mas também o insere no universo mágico da leitura. Esses e outros títulos do segmento infantojuvenil podem ser adquiridos na loja virtual da Cepe: https://www.cepe.com.br/lojacepe/

    Assuntos: casa civil, cepe, isolamento, covid19
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  • Arte sem sair de casa

    | Cultura

    cepe

    Livros sobre fotografia e artes visuais do acervo da Cepe Editora revelam a leitura que se complementa com a imagem

    Um livro de arte leva ao leitor duas formas de ler: combina narrativas visuais e verbais. A trajetória de um artista visual, de um movimento artístico; ou mesmo uma cidade, um país; ou ainda o design gráfico ou de objetos não se conhece apenas através da narração dos fatos. Por melhor que se os descreva é preciso dar ao leitor a oportunidade de captar a imagem da obra. Nesse momento de quarentena pelo Covid-19, em que o ponteiro do relógio deixou de correr e passou a flutuar, há tempo de sobra para contemplar uma imagem, uma pintura, escultura, ou fotografia, e ‘ler’ tudo o que ela possa nos dizer. No catálogo de livros de arte da Cepe Editora, o leitor encontra títulos dedicados a grandes nomes pernambucanos das artes visuais como Rodolfo Mesquita, Ypiranga Filho e Moema Cavalcanti, por exemplo. Sem falar dos títulos de coletâneas de fotografias, como o de Lula Cardoso Ayres, Fred Jordão e Alcir Lacerda.

    Em breve, um livro sobre a arquiteta Janete Costa (1932-2008) será acrescido ao catálogo. A obra Janete Costa - Arquitetura, Design e Arte Popular traz textos bilíngues (em inglês e português) de Adélia Borges, Julio Cavani, Lauro Cavalcanti, Marcelo Rosenbaum e Marcus Lontra, além de um amplo acervo fotográfico do trabalho da arquiteta, designer de interiores e de objetos, e montadora de exposições. Conhecida por inserir em seus sofisticados projetos de interiores a junção perfeita entre arte popular e erudita, aliada ao design modernista, Janete agregava várias épocas a um mesmo ambiente. “A edição, como os demais livros de arte da Cepe Editora, busca tanto apresentar a riqueza da criação de Janete como também trazer um conteúdo crítico sobre ela. O volume busca não só valorizar a produção de Janete Costa na arquitetura de interiores e no design, mas também refletir, mostrar os caminhos que ela percorreu e abriu. Além disso também ressalta a sua parceria com a arte e os artistas populares, em uma curadoria que ampliava o alcance e o potencial deles”, declara o editor da Cepe, Diogo Guedes.  

    Moema Cavalcanti: Livre para voar (R$ 100) é uma coletânea de 224 páginas de trabalhos da designer pernambucana que ficou conhecida no Brasil como capista de livros e revistas. A seleção das 200 peças, entre milhares de criações, foi realizada pela própria artista. Dividido em duas partes, o livro traz uma retrospectiva da carreira de Moema ao longo de 50 anos. O segundo bloco é composto pelos chamados presentinhos de domingo, mensagens que enviava semanalmente para amigos e parentes revelando sua face de contadora de histórias. A designer gráfica é responsável pela criação de mais de 1.600 capas, além de ilustrações para a revista Veja.

    Em Rodolfo Mesquita - A forma custa caro (R$ 200), 300 imagens e textos também bilíngues mergulham profundamente no universo do artista que ficou conhecido por utilizar a arte como plataforma de denúncia contra as injustiças sociais. Além das preciosas imagens de suas obras, o livro traz textos assinados por artistas, curadores e professores, como João Câmara, Montez Magno, Ismael Caldas, Clarissa Diniz e Maria do Carmo Nino.

    Ypiranga Filho também ganhou publicação semelhante às anteriores, de luxo, capa dura, papel couchê e generosa quantidade de ilustrações coloridas. Pelas mãos do artista pernambucano Ypiranga Filho, 82 anos, a dureza do ferro se fez flexível, ressignificando o material. O trabalho com o metal foi pioneiro em Pernambuco nos anos 1960 e 1970, auge do modernismo e da predominância do figurativismo tropicalista no Estado. Daí se percebe a relevância de Ypiranga (R$ 120), que nadou contra a corrente vigente, apostando no experimentalismo característico da arte contemporânea. Subverteu as linguagens tradicionais da escultura, gravura, desenho e pintura ao criar com a fotografia, o filme, a arte xérox e a arte postal. Sua obra é considerada patrimônio fundamental da arte de Pernambuco e do Brasil.

    A veia fotográfica de Lula Cardoso Ayres (Lula Cardoso Ayres-Fotografias, por R$70); o Recife visto pelas lentes do fotógrafo Fred Jordão (Recife - Fotografias, por R$ 90); a coletânea de imagens de oito décadas retratando as diversas faces de Pernambuco feitas pelo mestre do preto e branco Alcir Lacerda (Alcir Lacerda - Fotografias, por R$ 90) também estão registradas em livros que podem ser encontrados na loja virtual da Cepe: https://www.cepe.com.br/lojacepe/

    Assuntos: casa civil, cepe, covid19, catalogo, livros de arte
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  • Cepe lança roteiro de “A história da eternidade”, considerado um dos melhores filmes do século

    | Cultura

    Lançamento de livro

    Filme do cineasta Camilo Cavalcante ganha adaptação para livro, em investida da Companhia Editora de Pernambuco, uma das poucas a valorizar essa linguagem

    Para o deleite dos amantes do cinema, o roteiro original do primeiro longa de ficção do cineasta pernambucano Camilo Cavalcante, A história da eternidade, foi publicado pela Cepe Editora, chegando às principais livrarias (inicialmente as virtuais nestes tempos de coronavírus) a partir desta quinta-feira (26.03). O filme, lançado em 2014, recebeu 27 prêmios em festivais no Brasil e no exterior. Agora ganha espaço em outra plataforma, com a formatação adaptada para o projeto gráfico do livro. Foi considerado um dos mais premiados da cinematografia pernambucana.

    Filmado em 2012 em Santa Fé, Distrito de Pau Ferro, Sertão de Pernambuco, o filme conta a história de três mulheres: a adolescente Alfonsina (interpretada por Débora Ingrid) cujo maior desejo é conhecer o mar; Querência, de 40 anos (vivida por Marcélia Cartaxo), que enterra o filho e o amor, logo na primeira cena; e a idosa Das Dores (Zezita Matos) que reprime a sexualidade com devoção cristã.

    “A beleza se mostra na fotografia, na música, nas roupas e adereços da direção de arte, no corpo dos atores. Mas, sobretudo, na articulação desses e de outros elementos colocados em cena. Ou seja: a beleza precisa de um diretor. Em A história da eternidade isso começa com o roteiro, excepcional”, diz o escritor e pesquisador Paulo Cunha, ao destacar também a generosidade dos planos gerais. De um lugar ermo do Sertão o cineasta projeta a narrativa para o universal. Portanto, a história de Alfonsina faria sentido em qualquer outro lugar do mundo com essa semelhança geográfica.

    Já a escritora e professora na Universidade da Beira Interior, em Portugal, Ana Catarina Pereira, enaltece a qualidade da obra com entusiasmo: “Há filmes que mudam a vida de quem assiste, pela estranheza, pela empatia, ou pelos laços contidos neles. É o caso de A história da eternidade”. O escritor João de Mancelos, professor na mesma universidade lusitana em que Ana Catarina ensina, também enaltece o talento de Camilo na elaboração do roteiro e destaca sua capacidade de criar tensão entre as personagens.

    Para o comentarista da GloboNews Artur Xexéo o roteiro do pernambucano é poesia em forma de cinema. Para ele a cena mais impactante é a do Tio João, interpretado pelo ator Irandhir Santos, que surge maquiado, sem camisa, vestindo uma calça estampada e dublando Ney Matogrosso na canção Fala, hit dos tempos de Secos & Molhados. “A performance de Irandhir não é apenas a grande cena de A história da eternidade. É uma das grandes cenas da história do cinema brasileiro”, diz o crítico, que qualifica o filme como um dos melhores da segunda década do século XXI.

    Entre tantas vozes credenciadas para opinar sobre o trabalho, Camilo surge numa breve introdução para dizer que sua intenção na obra foi submergir fundo na emoção. “Este filme se propõe a ser um exercício de delicadeza, a usar do cinema como um instrumento latente de poesia, com todas as implicações dessa palavra no sentido libertador, de subversão da realidade, de inconformismo com a estreita sociedade que nos cerca”, resume.

    Sobre o autor – Camilo Cavalcante é diretor, roteirista e produtor. Formado em jornalismo pela UFPE, estudou roteiro na EICTV, em Cuba, e finaliza Mestrado em Cinema na UBI, em Portugal. Realizou 14 curtas-metragens, com mais de 130 prêmios em festivais. É também diretor e produtor da instalação Retratos, do Museu Cais do Sertão, e dirigiu para o teatro O cão sem plumas. Para a TV, realizou séries como Olhar, Índios no Brasil, Anjos no Brasil e Luz do Sertão: 100 anos de Luiz Gonzaga.

    Em razão da pandemia do novo coronavírus, todas as livrarias físicas da Cepe estão fechadas, mas a loja virtual da editora(www.editora.cepe.com.br) permanece com seu atendimento aos clientes inalterado.

    Preço do livro: R$ 30,00 (impresso) e R$ 9,00 (e-book).

    Assuntos: cepe, cultura, livro
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  • Descubra Pernambuco promove Festival Palco em Casa

    | Cultura

    descubra

    Apresentações online acontecem neste fim de semana, no canal oficial do turismo de Pernambuco no Instagram

    Neste final de semana, o perfil @DescubraPernambuco inaugura uma ação cultural em conjunto com artistas do Nordeste. A primeira edição do Festival Palco em Casa, reunindo grandes nomes da cena musical da região, se dá nesta sexta-feira (27), sábado (28) e domingo (29). O evento contará com a participação de nove artistas e grupos, que farão pocket shows, sempre a partir das 19h. 

    A ação é uma parceria da Secretaria de Turismo e Lazer de Pernambuco e da Empetur com o cantor pernambucano André Rio. “Recebemos a ideia de André Rio e de imediato acreditamos na ação. Queremos levar alegria aos nossos seguidores, pernambucanos e todos aqueles que gostam do nosso Estado e seguem o @descubrapernambuco neste momento tão delicado. O turismo, que é uma atividade tão importante para a nossa economia, para o nosso desenvolvimento, hoje é vilão da pandemia. Nada melhor que usar da rica cultura nordestina para oferecer um momento de lazer e alegria a todos que estão reclusos em casa”, comenta o secretário de Turismo e Lazer de Pernambuco, Rodrigo Novaes.

    Quem abre a primeira noite do Festival Palco em Casa é André Rio às 19h. Na sequência, a paraibana Elba Ramalho assume o comando do @descubrapernambuco, a partir das 20h30. A noite será encerrada com apresentação do guitarrista e arranjador Luciano Magno. “Idealizei esse projeto e logo ele foi abraçado pela Empetur, que colocou a plataforma à disposição para levar a todos o dom que recebemos de Deus, a nossa arte musical, para os lares, as casas das pessoas, nesta hora tão difícil”, destaca André Rio.

    No sábado, a animação fica a cargo de Santana, o Cantador, que promete muito xote online. O Maestro Spok e a cantora Nena Queiroga apresentam-se na sequência, garantindo a dose do bom frevo pernambucao.

    No último dia do primeiro fim de semana do festival - a ideia é fazer outras edições ao longo do período de quarentena -, o domingo, o sanfoneiro Cezzinha dá o tom do começo de noite. Logo após, às 20h30, haverá uma apresentação do Quinteto Violado e, encerrando o fim de semana de música online, Gerlane Lops solta a voz com muito samba. O Festival Palco em Casa não tem fins lucrativos e conta com o apoio dos artistas participantes.  

    PROGRAMAÇÃO:

    Sexta-feira (27)
    19h – André Rio
    20h30 – Elba Ramalho
    22h – Luciano Magno

    Sábado (28)
    19h – Santana, o Cantador
    20h30 – Maestro Spok
    22h – Nena Queiroga

    Domingo (29)
    19h - Cezzinha
    20h30 – Quinteto Violado
    22h – Gerlane Lops

    Assuntos: setur, empetur, descubra pernambuco, festival palco em casa
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  • Veja epidemias do passado em jornais digitalizados no Acervo Cepe

    | Saúde, Cultura
    acervo 

    Se você pensa que fake news nasceu nos tempos modernos, saiba que está redondamente enganado. Desde o século passado a população convive com a disseminação de notícias falsas na imprensa. Tal como acontece agora com o novo coronavírus - a maior crise sanitária que o mundo atravessa em muitos anos - também havia disparos de boatos na década de 1930, quando localidades do Brasil enfrentavam surto da peste bubônica.  Você pode resgatar essas histórias em jornais antigos digitalizados pela Companhia Editora de Pernambuco (Cepe). O acessso ao portal é fácil (www.acervocepe.com.br) e a ferramenta é gratuita.

    Um exemplo de fake news das antigas pode ser conferido na edição do Diário da Manhã do dia 9 de junho de 1935. A nota com o título "Contra o derrotismo" reproduz um telegrama enviado pelo então prefeito do município pernambucano de Alagoa Grande (denominado Sertânia desde 1943), Possidônio Gomes, e pelo então juiz de direito Ascendino Neves. Eles negam o surto de peste bubônica no município e atribuem a informação a terceiros.

    No telegrama, o prefeito e o juiz afirmam se tratar de uma notícia falsa e ressaltam que, se o lugar estivesse passando pelo problema, eles seriam os primeiros a pedir providências às autoridades sanitárias. Os boatos, de acordo com o prefeito e o juiz, circulavam na capital. Sertânia, distante 316 quilômetros do Recife, fica no Sertão do Estado.

    O surto da peste bubônica era falso em Alagoa Grande, mas a epidemia chegou a outros municípios sertanejos. A edição de 23 de julho de 1935 do Diário da Manhã publica mensagem do governador Carlos de Lima Cavalcanti (interventor federal em Pernambuco de 1930 a 1935 e governador de 1935 a 1937) à Assembleia Legislativa solicitando abertura de crédito especial para combater o surto em Novo Exu e Granito. Na ocasião havia 40 casos confirmados da doença e 14 óbitos na duas localidades. Em 19 de setembro do mesmo ano, o governador pede mais verba para debelar a peste bubônica em Novo Exu, Ouricuri e Granito.

    Uma das medidas profiláticas adotadas na época, segundo as edições de 4 de setembro e de 20 de novembro de 1935 do mesmo jornal, foi o isolamento de lugares para evitar que a doença se alastrasse (tá vendo a importância de ficar em casa em tempos de coronavírus?) , o saneamento de Novo Exu para acabar com os focos de ratos (transmissor do mal), e a imunização da população. A campanha durou três meses e terminou em novembro de 1935, tendo à frente o higienista Lessa de Andrade (sim, o homem que dá nome a uma das policlínicas mais conhecidas do Recife), que exercia a função de inspetor de higiene municipal.

    Graças às medidas adotadas, a peste não causou mais vítimas em Novo Exu, segundo relatos no jornal. Em 1926, o surto epidêmico da peste no município de Triunfo, possivelmente o maior da América do Sul, conforme avaliação de especialista da época, deixou mais de dois mil mortos.

    Serviço único no Nordeste, o website www.acervocepe.com.br tem navegação intuitiva e é acessível em computador, tablet e smartphone. Nele você vai encontrar manuscritos, impressos e fotografias de diferentes épocas. "Não conheço nenhum projeto semelhante a esse no Brasil,  um portal voltado exclusivamente para a população, gratuito e que tenha o objetivo de difundir a cultura, a história, a literatura e a música", declara o superintendente de Digitalização, Gestão e Guarda de Documentos da Cepe, Igor Burgos.

    Inaugurado em 1º de outubro de 2014, o portal abriga edições do Diário da Manhã, jornal fundado na década de 1920 no Recife, e jornais do século 19, todos do acervo do Arquivo Público Estadual Jordão Emerenciano. "Lá tem mais de 600 jornais dessa época e mais de 14 mil folhas; tem o primeiro jornal com charge no Brasil, O Marimbondo; e a primeira versão do Diário de Pernambuco", destaca Igor Burgos.

    "É uma coleção bem importante e que não está mais disponível para manuseio de pesquisadores no Arquivo Público, todos os pesquisadores que vão lá são orientados a fazer a consulta no site do Acervo Cepe", observa.

    Também estão disponíveis documentos da Comissão Estadual da Verdade sobre violação de direitos humanos e documentos do Instituto Dom Helder Camara (mais de 120 mil páginas, incluindo pensamentos do Dom da Paz), além  de produtos criados pela Cepe,  como a coleção do Suplemento Cultural (atual Pernambuco) de 1986 a 2006. Igor Burgos também cita uma seção para a Revista Continente Documento (54 edições digitalizadas) e o Almanaque Centenário, lançado pela Cepe nos 100 anos da Imprensa Oficial.

    Em todo o Acervo Cepe há dez seções de documentos com mais de 800 mil páginas digitalizadas. "É uma boa opção gratuita para as pessoas que estão de quarentena em casa nese momento", sugere Igor Burgos. Aproveite a dica e boa leitura! 
    Assuntos: casa civil, cepe, acervo, epidemias
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  • Secult-PE e Fundarpe divulgam canais de atendimento on-line e por telefone

    | Cultura

    Atendimento presencial será suspenso em cumprimento ao Decreto nº 48.832, de 19 de março de 2020. Dúvidas sobre Funcultura, Prestação de Contas e relacionadas ao Patrimônio Cultural poderão ser retiradas remotamente por esses canais

    A Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) estarão, a partir desta segunda-feira (23), com canais on-line e telefônicos para atendimento do público devido à suspensão do atendimento presencial em cumprimento ao Decreto nº 48.832, de 19 de março de 2020, com recomendações do Governo de Pernambuco para enfrentamento do coronavírus (COVID-19). Clique aqui e saiba mais:.

    Todos os questionamentos devem ser realizados por meio eletrônico, através do e-mail: atendimentofundarpe@fundarpe.pe.gov.br.
    Haverá também canais específicos para informações referentes ao Funcultura, à Prestação de Contas do Ciclo Carnavalesco de Pernambuco, e aos editais da Gerência-Geral de Preservação do Patrimônio Cultural - o XV Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco e o 5º Prêmio Ayrton de Almeida Carvalho de Preservação do Patrimônio Cultural, e sobre o 7º Prêmio Hermilo Borba Filho de Literatura.

    Além disso, a Secult-PE/Fundarpe emitiu, na última semana, comunicados importantes sobre três assuntos: A prestação de contas do Ciclo Carnavalesco; A prorrogação do edital XV Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco; e a prorrogação dos editais do Funcultura. 

    Confira nos links abaixo:

    Prestação de contas do Ciclo Carnavalesco 2020

    XV Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco e 5º Prêmio Ayrton de Almeida Carvalho de Preservação do Patrimônio Cultural 

    Editais do Funcultura

    Assuntos: secult, fundarpe, canais de atendimento, covid19
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