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12ª Semana do Patrimônio Cultural - evento continua nesta quarta (14) com visitas guiadas, seminário e palestras

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Atividades envolvem visitas às obras de restauro, seminário, itinerância de museu e palestras importantes, como a da produtora cultural de Fernando de Noronha, Dona Nanete.

A 12ª Semana do Patrimônio, nesta quarta (14) começa às 9h, com uma visita mediada pela arquiteta Simone Osias às obras de restauro e conservação do Teatro do Parque, na Boa Vista. Tendo como público alvo estudantes de faculdade de arquitetura, o objetivo é fazer com que despertem logo no início de sua formação para as especificidades do trabalho de restauro e de preservação de um patrimônio público, que é o caso do Teatro do Parque, um bem tombado pelo Governo de Pernambuco. 

A partir desse horário, acontecerão ainda diversas atividades em pontos diferentes do Recife. Das 9h às 17h, a Escola Estadual Governador Barbosa Lima (Rua Joaquim Nabuco Graças) recebe o projeto Um Museu Itinerante, Museu do Estado de Pernambuco. No Museu do Estado de Pernambuco (MEPE), às 14h, haverá Contação de Histórias em torno da obra de Cícero Dias, com o título “Eu vi o mundo… e ele começava no Recife”.

Outra programação importante deste dia é o “IV Seminário de Educação Patrimonial - Práticas Educativas e Patrimônio Imaterial: saberes e diálogos”, que irá acontecer das 9h às 17h, no Memorial da Medicina, Rua Amauri de Medeiros, 206 - Derby, Recife 14h às 15h30h. A conferência de abertura será com o professor Hugo Menezes Neto, da UFPE.

O evento está dividido nos eixos “Educação e ações de salvaguarda”, que contará com a palestra da professora Izabel Cordeiro, a  mestra Bel (UPE e Centro de Capoeira São Salomão) e Ricardo Pires, o Mestre Mago (Centro de Capoeira São Salomão).

O segundo eixo, “Racismo, antirracismo e as manifestações culturais” contará com as contribuições do professor Emerson do Nascimento (UFPE), e do babalorixá Ivo de Xambá (da Nação Xambá, Patrimônio Vivo de Pernambuco).

A programação conta ainda com mais uma visita mediada, desta vez à exposição O Sertão de Gonzaga e do Pe. João Câncio, no Museu Cais do Sertão (Armazém 10, Av. Alfredo Lisboa, s/n). A cultura do arquipélago de Fernando de Noronha também está na pauta da Semana do Patrimônio. E quem vai contar essas histórias é a principal produtora cultural da iha, a Dona Nanete, que recentemente recebeu do Governo o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco.

Moradora da ilha de Fernando de Noronha desde fins dos anos 40, a cearense Ana Martins da Costa é a Dona Nanete que, a partir dos anos 60, passa a fomentar a cultura da ilha. Começou com a quadrilha, depois passou a produzir também pastoril, fandango, maracatu, além de um espetáculo da Paixão de Cristo da ilha. A palestra com Dona Nanete vai acontecer às 15h, na Casa da Cultura Luiz Gonzaga.

ABERTURA DA SEMANA - Na segunda-feira (12/8), a 12ª Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco, foi inaugurada com a conferência "Futuros Possíveis: o Patrimônio Imaterial de Pernambuco", comandada pelo professor e membro da Academia Brasileira de Letras Joaquim de Arruda Falcão, uma referência no assunto, no Museu do Cais do Sertão. Com um passeio pela história recente da preservação do legado histórico e cultural do Brasil, o jurista apontou o Estado de Pernambuco como destaque na produção e preservação do patrimônio e sugeriu ainda que os livros "Morte e Vida Severina", de João Cabral de Melo Neto, e "Casa Grande & Senzala", de Gilberto Freyre, lado a lado, fossem os primeiros livros tombados como Patrimônio Imaterial do Brasil. 

“Em matéria de Patrimônio Imaterial, Pernambuco sempre saiu na frente. Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro podem ter se consolidado em patrimônio material. Mas, se tratando de imaterial, Pernambuco sempre esteve na vanguarda”, afirmou o conferencista, que recebeu das mãos do secretário de Cultura do Estado, Gilberto Freyre Neto, e presidente da Fundarpe, Marcelo Canuto, uma placa de homenagem pela participação na abertura da Semana do Patrimônio.

Joaquim de Arruda Falcão, que foi quem propôs o uso dos termos patrimônio material e imaterial durante a elaboração da Constituição Federal de 1988, lembrou da atuação de Aloísio Magalhães e Marco Vilaça e destacou a relevância da sociedade para a preservação dos bens culturais do País, com atenção à natureza miscigenada do Brasil. “A comunidade é quem melhor protege seu patrimônio, dizia Aluísio Magalhães. A cultura do Brasil é somatória, não eliminatória. O saber popular se dá bem com o saber elitista, formal”, lembrou o conferencista.

O secretário também ressaltou o caráter social do patrimônio. “A nossa batalha para preservar o patrimônio não é só para que a gente usufrua do seu legado, mas para que todos os que vão nos suceder também possa desfrutar dele. É uma responsabilidade imensa”, disse. “A sociedade só vai preservar o que interessa. Não adianta investir energia em algo em que não há sentimento de pertença. É por isso que essa discussão é importante. O desafio constante é fazer com que a sociedade participe”, ressaltou o gestor.

Marcelo Canuto chamou a atenção para o aumento significativo de municípios parceiros da Semana do Patrimônio este ano, que mais que dobrou. “Temos em 2019 uma participação expressiva, com 30 municípios. É uma grande vitória e mostra o alcance de nossas políticas de preservação”.

SERVIÇO:
12ª Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco
Programação completa:
http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/07/12%C2%AA-Semana-Folder-Geral.pdf

Cidades: Recife
Assuntos: secult, semana do patrimonio, programacao
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