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No Junho Verde, Funase e Compesa firmam parceria para implantar viveiro florestal em unidade socioeducativa

| Direitos Humanos

ordem de serviço

Espaço, que funcionará no Case Vitória, produzirá até seis mil mudas e vai proporcionar educação ambiental a socioeducandos.

Marcando as ações do Junho Verde em Pernambuco, a Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase) e a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) firmaram uma parceria que proporcionará educação ambiental e contato com a natureza para socioeducandos. Trata-se do Projeto Semeando Cidadania, eixo de atuação do Programa Florestar, que prevê a implantação de um viveiro florestal para produção de mudas dentro da área do Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata do Estado. A ordem de serviço para a ação foi assinada nesta segunda-feira (18), em solenidade com a presença de representantes das duas instituições.

A instalação do viveiro será realizada em até 60 dias, a partir de um investimento de R$ 13.441,20 feito pela Compesa. A capacidade de produção será de seis mil mudas. O Programa Florestar já é desenvolvido pela companhia, por exemplo, junto a prefeituras municipais, por meio da formação de estudantes como viveiristas florestais e da parceria técnica para criação do plano de arborização municipal, além da distribuição de mudas produzidas em três viveiros administrados pela Compesa em Pirapama (Cabo de Santo Agostinho), Poção e Bonito. Agora, pela primeira vez, ocorrerá dentro de uma unidade socioeducativa.

Para a gerente de Meio Ambiente da Compesa, Lucíola Beltrão, um ponto positivo do projeto é que ele está estruturado de forma a ter continuidade. "Não queríamos apenas instalar um viveiro. Os adolescentes vão ser treinados sobre como se coleta, como se planta, e será um trabalho continuado. É um projeto que fica na unidade", destacou a gestora, que, na ocasião, representou o diretor de Articulação e Meio Ambiente da Compesa, Aldo Santos. "O grande objetivo do Florestar é que as pessoas tenham esse vínculo com a terra. Aqui queremos, literalmente, plantar uma semente junto aos adolescentes", completou a engenheira florestal Ana Luz, gestora do contrato.

A presidente da Funase, Nadja Alencar, ressaltou que os momentos viabilizados pela parceria serão muito ricos no processo de socioeducação. "Nada melhor do que colocar a mão na terra e respeitar a natureza. É isso que queremos para nossos adolescentes aqui: estimulá-los a valorizar a vida em todos os aspectos que ela pode ter", declarou. "A Funase, sozinha, não faz socioeducação. Precisamos dessas parcerias para nos ajudar a fazer com que os adolescentes ressignifiquem seus projetos de vida", complementou a diretora geral da Política de Atendimento, Íris Borges.

Articulador da parceria dentro da Funase, o coordenador do Eixo Profissionalização, Esporte, Cultura e Lazer, Normando Albuquerque, lembrou que a chegada do Programa Florestar ao Case Vitória marca a retomada de atividades com perfil voltado ao meio ambiente naquela unidade, que, inserida no distrito de Pacas, na zona rural do município, foi conhecida outrora por práticas agrícolas. "O alcance da implantação desse viveiro florestal transborda esses muros e agrega um valor à formação dos socioeducandos que a gente sempre tem observado como positivo: eles se sentirem úteis socialmente e enxergarem os frutos das atividades que eles desenvolvem", afirmou.

Na unidade, a expectativa pelo projeto é grande. "Esses espaços que temos são muito férteis e produtivos. Acredito que o projeto dará certo e vai transformar muitas vidas dentro da unidade e fora dela", disse o coordenador geral do Case Vitória, Ricardo Veríssimo.

Assuntos: sdscj, funase, viveiro, case, compesa, investimento, cabo de santo agostinho
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