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ETE Epitácio Pessoa celebra Dia da Consciência Negra com semana de atividades

| Educação

Zumbi dos palmares

Projeto existe há cinco anos e mobiliza toda a comunidade escolar

Na última semana, a Escola Técnica Estadual (ETE) Epitácio Pessoa, localizada no Cabo de Santo Agostinho, realizou o V Ciclo de Atividades para afirmação da Cultura Afro-brasileira, que teve como tema a “Identidade Afro-brasileira: celebrando a multiculturalidade”. Foram realizadas palestras, oficinas, minicursos, salas temáticas, debates, pinturas e concursos de dança, culinária e beleza negra, no intuito de construir uma sociedade consciente de suas origens. Neste ano, a escola recebeu o selo da UNESCO por este projeto.

Desde sua criação, os objetivos do projeto são enaltecer e valorizar a riqueza da cultura negra e afro-brasileira, desmistificar o preconceito relativo aos costumes religiosos oriundos da cultura africana e elevar a autoestima dos estudantes negros. Rosane Alexandrina, professora de Geografia, é a idealizadora do projeto e fica muito contente com a repercussão que o trabalho vem ganhando a cada edição realizada. “No primeiro ano trinta estudantes participaram do evento em comemoração ao Dia da Consciência Negra. Hoje, temos toda a escola participando. São estudantes que seguem, por vezes, uma religião cristã e durante a semana de atividades dançam, interpretam orixás e lendas da cultura afro-brasileira. Isso é muito gratificante”, comentou a professora, que hoje conta com o auxílio de outros professores na organização da semana de atividades, como o professor Bernardo Tenório, de História.

Na sexta-feira (18) os estudantes participaram dos concursos de beleza negra, dança e culinária. Neste último, os pais também participam: eles apresentam receitas tradicionais das famílias para público e jurados. A escola preza pelo envolvimento da família nas atividades escolares, principalmente quando o tema é tão importante como a cultura afro-brasileira.

Silvano Ramos, gestor da unidade de ensino, comemora o engajamento de todos os estudantes e comunidade escolar. “O projeto começou como uma aula de geografia e hoje é reconhecido no município e Estado. Envolve todas as disciplinas e tem um trabalho belíssimo de pesquisa e preparo, pela parte dos estudantes, e envolvimento da família nas atividades realizadas durante a semana”, contou.

Larissa Correia, 15 anos, participou do concurso de dança e representou o orixá Oxum, da Umbanda, religião de matriz africana. “Eu nunca tinha visto e nem ouvido falar sobre o orixá e o projeto me deu a oportunidade de conhecer mais sobre minhas origens. Com o trabalho a gente pode conhecer muito sobre várias religiões, cultura e costumes”, comentou a estudante do primeiro ano.

Cidades: Cabo de Santo Agostinho
Assuntos: see, ete, 20 de novembro, matriz africana, zumbi dos palmares
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