Estudiosos e brincantes debatem cultura popular
De que maneira e por quais motivos a classe média vem se apropriando da cultura popular nos últimos tempos? Quais os aspectos positivos e negativos desta quebra de fronteiras? Onde as políticas públicas entram nessa rede complexa de preservação sem que para isso se invista na estagnação das manifestações?
Estas e outras questões foram debatidas na mesa “Cultura Popular, sua reinvenções e apropriações”, na abertura do I Seminário Cultura Popular: Tradição e Apropriações, que aconteceu hoje, às 9h, no auditório do Iphan. Carlos Carvalho, diretor de Políticas Culturais da Secretaria de Cultura de Pernambuco, ressaltou a importância dos diálogos estabelecidos a partir de seminários como os promovidos pelo programa “Cultura: bom para pensar”, idealizado pela Secult-PE.
“Eu acho que essa iniciativa é muito importante porque nós saímos dos gabinetes e entramos em contato direto com aqueles que fazem e vivem a cultura”, analisa o diretor.
Leonardo Leal, pesquisador da Universidade Federal de Pernambuco, apresentou um trecho de sua pesquisa intitulado “Práticas, interesses e tensões de ser e não ser maracatu”.
O pesquisador contribuiu para a discussão com um olhar mais teórico sobre o assunto, falando, sobretudo, sobre a transformação do maracatu perante os olhos da classe média, especialmente no Brasil. Citou o movimento mangue como um marco dessa recente interação, e problematiza questões como descaracterização, mercantilização e identidade.
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