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Em Conferência Brasileira do Clima, Paulo Câmara alerta para a urgência do desenvolvimento sustentável

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Evento preparatório para a COP-25, realizado nesta quarta, no Recife, reuniu governadores de vários Estados, empresas públicas e privadas, ONGs e movimentos sociais

O governador Paulo Câmara abriu, nesta quarta-feira (06.11), a Conferência Brasileira de Mudanças do Clima, que antecede a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP-25), marcada para dezembro, na Espanha. No evento, realizado no Arcádia Paço Alfândega, no Bairro do Recife, o governador reforçou o alerta de que o desenvolvimento sustentável precisa atrair os olhares de todos os povos e nações e exige uma resposta urgente de toda a sociedade. 

“Pernambuco tem defendido, há muito, que é preciso dar a atenção devida ao meio ambiente, às questões climáticas. Precisamos buscar ações que garantam um desenvolvimento sustentável, e nessa conferência vamos discutir e analisar temas importantes para o futuro, não apenas de Pernambuco ou do Nordeste, mas de todo o Brasil e do mundo", alertou Paulo Câmara, reafirmando a disposição de contribuir para a COP-25. "Com certeza, ela vai dar um norte de valores, ações e projetos para que a gente tenha um mundo mais protegido e as ameaças constantes possam ser minimizadas para garantir às futuras gerações uma qualidade de vida cada vez melhor”, acrescentou. 

Estiveram presentes à conferência a vice-governadora Luciana Santos, o prefeito do Recife, Geraldo Julio, o presidente do Instituto Ethos, Caio Magri, governadores de diversos Estados, representantes de empresas públicas e privadas, ONGs e movimentos sociais. O evento começou nesta quarta e vai até a próxima sexta-feira (08.11), com o objetivo de promover compromissos empresariais e prioridades para a agenda do clima, florestas e desenvolvimento sustentável, e indicar experiências, negócios, soluções, tecnologias e políticas brasileiras que valorizam, integram e fazem progredir os resultados da governança climática. 

Paulo Câmara destacou os esforços do Governo de Pernambuco em favor do meio ambiente. Entre eles, a reativação do Fórum Estadual de Mudanças Climáticas e a implementação de uma política de enfrentamento às mudanças climáticas. “Estamos intensificando o trabalho, reforçando as estruturas dedicadas à questão ambiental. Garantimos duas novas unidades de conservação com 22 mil hectares de caatinga, somando uma área de 150 mil hectares. Estamos investindo no uso de energia limpa, como em Fernando de Noronha, onde já foi iniciado o Programa Carbono Zero, além do Plano Metropolitano de Resíduos Sólidos”, complementou.

Durante o evento, o governador sancionou a lei que institui a Política de Educação Ambiental de Pernambuco, que tem como objetivo fomentar as ações de educação ambiental na escola e na sociedade. Por sua vez, o prefeito do Recife, Geraldo Julio, decretou o reconhecimento da situação de emergência climática global na cidade. “Muitas cidades do mundo já fizeram. Isso faz com que a cidade estabeleça metas de reduções drásticas das emissões de carbono até 2030 e carbono zero até 2050. Muita gente pode achar essas metas ousadas, mas com o passar dos anos todas as cidades vão buscá-las, porque os efeitos do aquecimento global estão sendo mostrados todos os dias pelo planeta à humanidade”, destacou. 

O prefeito também lançou a Declaração do Recife, documento que sugere compromissos a serem adotados pelos diversos atores da sociedade brasileira para priorizar o cumprimento da agenda de descarbonização e fortalecimento da resiliência no Brasil. 

Para Caio Magri, presidente do Instituto Ethos - que organiza a conferência anual - a garantia da integridade da atual e da futura geração é indiscutível, e são necessárias ações coletivas e compromissos definidos por parte de governos, empresas, sociedade civil, academia e movimentos sociais. Entre as iniciativas, está a descarbonização e a implementação da NDC brasileira, documento que registra os principais compromissos e contribuições do país para o acordo climático. 

“Entendendo que as agendas climáticas e ambientais transcendem as divergências. Convidamos fortemente todas as empresas, organizações, governos e universidades a se tornarem partes ativas e compromissadas com a descarbonização e com a implementação da NDC Brasileira”, frisou Magri. 

O presidente do Instituto Ethos lamentou que a conferência seja contemporânea do derramamento de óleo nas praias, maior desastre ambiental do Nordeste. “Realizar essa conferência é quase tão ousado e comprometido quanto a atitude de muitos que, em todo o litoral do Nordeste, limpam as praias com os meios que tem à disposição. Não sabemos ainda a consequência para a saúde dessas pessoas, mas de seus gestos surge um efeito misto de admiração e indignação, sobretudo a inspiração de uma atitude de podermos engajar a nossa liberdade, participação e comprometimento”, pontuou. 

O secretário estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade, José Bertotti, destacou que o Brasil tem liderado as questões de enfrentamento às mudanças climáticas e que a sociedade tem compromisso com essa luta. Ele também anunciou que o Governo de Pernambuco apresentaria, na tarde desta quarta, o primeiro inventário de gases de efeito estufa. 

“Pernambuco já tem uma política de enfrentamento às mudanças climáticas, mas, a partir do inventário, vamos apresentar que metas mais ousadas Pernambuco vai poder tanto dizer que já fez no enfrentamento às mudanças climáticas como ter números concretos chancelados pela ONU das emissões de gases de efeito estufa, avançando nesse modelo de desenvolvimento sustentável”, afirmou Bertotti. 

Foto: Hélia Scheppa/SEI

Assuntos: paulo camara, governo de pernambuco, conferencia do clima
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